Treino com Foices/Facas

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Treino com Foices/Facas

Mensagem  Hipnos em Sab Jun 16, 2012 7:10 pm

Relembrando a primeira mensagem :


FOICES / FACAS

Nessa área o campista poderá treinar suas habilidades com foices, facas e adagas. A arena é um misto com arenas de combate corpo a corpo e central de arremesso, já que essas armas permitem tanto um combate rente ao inimigo, quanto surpreende-los com um combate à distancia. Portanto há bonecos de palha com alvos estampados, distribuídos em várias distancias, alem de alvos moveis e autômatos programados para um combate que exija habilidade e pericia do campista. Há numa estante, Foices curtas para combates corpo a corpo, longas, para aumentar a distancia e com correntes, para lançamento, e numa outra parte, há facas e adagas de diversos tamanhos e curvaturas.
Regras:
* O campista pode fazer até três treinos por dia em áreas diferentes, com ganho máximo de 100 EXP de recompensa.
* Posts com, no mínimo, 8 linhas.
* Os treinos de Foices/Facas/Adagas tem um NPC instrutor, June, para ser usado nos treinos, se desejarem. Sigam a ficha dele caso forem usá-lo.



Última edição por Hipnos em Seg Maio 12, 2014 7:29 pm, editado 4 vez(es)


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Re: Treino com Foices/Facas

Mensagem  Aria H. Vanderwaal em Sab Fev 21, 2015 9:45 am




Training With Knives  
Minhas maõs estão sujas de terra e sangrentas, minhas palmas ardem e logo abaixo de mim vejo rosas brancas. Levo a mão até o caule que espeta a minha mão, as flores estão crescendo, e logo que percebo onde estou, corro para o meu chalé o mais rápido possivel, não queria me tornar inimigo dos filhos de Perséfone. Sonambulismo vem me atormentando desde a infância, mas aprendi a conviver com isso, porque na maioria das vezes ele me revelava segredos de mim mesmo. Na minha recém chegada ao acampamento, só conheci uma garota, filha de Apolo, talvez estava tentando colher flores pra ela, talvez tenha lembrado de seu vestido florido. Logo que chego ao chalé de Eos, vou direto para o quarto trocas a camisa rasgada e suja de terra por uma limpa, e trocar a bermuda jeans. Saio novamente do chalé, dessa vez em sã consciência. Vou direto para a arena, uma hora vou ter que aprender a usar uma arma, afinal sou comida para outras espécies. O lugar é bem amplo, vejo alguns semideuses no setor de arremesso, alguns com foices, outros facas. Havia outro setor do lado oposto, luta corpo a corpo, e entre as duas uma parede com vários tipos de foices e facas, pego uma bainha de couro negro com facas de arremesso dentro e a prendo no cinto. Vou em direção dos autômatos e começo em uma distância de quarto passos. Já vi pessoas fazendo isso, tem que calcular a distância do alvo pra arremessar a faca e fincar, seguro no cabo com o polegar e o indicador, o pé esquerdo à frente do corpo, a mão direita na direção da orelha, miro no centro do autômato e abaixo o braço soltando a faca no meio do caminho, vejo ela rodar duas vezes, bater de cabo e cair no chão. Pego outra faca e repito os movimentos, só que dessa vez seguro na lâmina, arremesso mirando no peito do autômato, e a faca finca no ombro, já é relativamente bom pro primeiro treinamento. Uma garota loira com mechas rosas aparece do meu lado, retira uma faca da minha bainha, repete todos os meus movimentos e a faca crava na cabeça do boneco. - Olá, sou a instrutora filha de Apolo, to vendo que só tem dificuldades na mira, vamos treinar isso. Meus lábios se alinha num sorriso e retiro outra faca da bainha, a prole do sol vem atrás de mim e sussurra no meu ouvido. - Esqueça tudo ao seu redor, não fique mirando, apenas focalize onde quer acertar que a faca faz isso por você. Aceno com a cebeça e olho apenas para o alvo, a faca escapa da minha mão e acerta o peito. No final do dia eu já estava quase dominando as facas de arremesso, mas a fadiga me dominava mais, então fui caminhando pra saída da arena.






(Analise do treino, pontos de 0 à 20)
*Escrita correta: 18
*Criatividade do texto: 10
*Nível de Combate: 10
*Utilização de Armas: 13
*Interpretação do NPC: 10
Total de Exp: 61
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Última edição por Arthur H. Vanderwaal em Ter Fev 24, 2015 9:41 am, editado 3 vez(es)
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Re: Treino com Foices/Facas

Mensagem  Tris D. Lopes em Dom Fev 22, 2015 5:34 pm

Knifes and voices

O feixe de luz que escapava da cortina acetinada do chalé de Deméter me despertou de um sono desagradável, aqueles sonos em que você não sonha, e quando acorda fica desesperada tentando capturar o que quer que sua mente tenha levado embora enquanto você flutuava em uma imensidão negra –pelo menos é assim que imagino que a cabeça fica quando não sonhamos. Já faz um ano que estou no acampamento, e além do déficit de atenção, tenho também déficit de amigos. Claro, tenho colegas, aquelas com quem converso no refeitório, as que me convidam para festas em seus chalés, os que me chamam para um luau no lago, mas amigos mesmo -para trocar segredos e confiar a eles suas partes mais obscuras- esse eu não tinha. Então eu basicamente passava meus dias treinando –não sei para que, pois isso aqui esta tão parado que nem os monstros querem ficar aqui- ou lendo, as vezes desenhando e plantando. Geralmente eu saio descalça por ai, colhendo algumas frutinhas dos arbustos e observando os campistas conversando e gargalhando, como se aqui fosse o melhor lugar para se viver.
Hoje nem a terra aquietou minha agitação, então resolvi treinar. Mas teria que ser algo que eu não havia treinado antes, e logo pensei em facas. É uma arma pequena, sempre da pra levar uma junto a si em batalha, e ela definitivamente pode salvar sua vida. Assisti filmes em que, para se defender, as pessoas arremessavam facas e acertavam o olho do adversário. Não é a melhor coisa para se pensar, não quero chegar à arena e perder um olho, mas é o melhor exemplo de facas que me veio à mente. Então saio do chalé equipada –mochila contendo: garrafa d’água, toalha, uma garrafa com néctar e ambrósia, e um dos bolsos cheios de ataduras e primeiros socorros; presa ao cinto estava minha adaga, apesar de meus planos serem treinar com uma faca da arena. Ajeitei o cabelo em um rabo de cavalo e passei a mão sobre a camiseta laranja do acampamento.
O clima estava como sempre: céu limpo de nuvens de chuva e o aroma dos campos de morango atingindo meu olfato. Antes de me dirigir a arena, fui ao refeitório. Peguei uma maça da fruteira e a lavei, dei uma grande mordida e apreciei o gosto adocicado, peguei outra maça verde e guardei-a na mochila para quando sair do treino. Sai de lá e rumei em sentido da arena. Passei por alguns arbustos cheios de frutinhas, conversei com algumas flores, e cheguei ao meu destino.
Não era um lugar desconhecido, já havia treinado aqui antes, então apenas entrei e joguei minha mochila em um banco. Fui até a estante e olhei ao redor, em busca de um instrutor, o qual não encontrei. Percorri a parede em busca de uma faca que me agradasse, então encontrei um papel amarelado com os dizeres:
“Instrutor: June
Disponibilidade: terça a sexta-feira”
Então, como hoje é domingo, apenas peguei uma faca com cabo de couro e um brilho prateado em sua extremidade. Fui em direção a área de arremesso, onde vários bonecos de palha estavam espalhados, esperando para serem atingidos. Já estava familiarizada com esses sujeitos, e no canto da sala pude ver os autômatos –que tanto me irritam. Resolvi ficar com os bonecos de palha, pelo menos eles não me atacariam “por acidente”.
Posicionei-me como já havia feito antes, no treino de espadas. Segurei a faca pelo cabo com a mão direita e afastei um pouco as pernas –o que, para mim, parecia uma posição de combate- e respirei fundo. Nunca havia experimentado algo novo sem um instrutor, o que fez surgir uma onda de hesitação que percorreu meu corpo como se me ameaçasse “você não consegue sozinha, você é fraca, só consegue com ajuda”, e nesse momento só não esfaqueei minha cabeça porque uma voz falou atrás de mim:
-Por acaso você esta bem?- me virei e um cara alto de olhos verde mar estava lá, me encarando com preocupação. Não sei se ele estava encenando ou estava realmente preocupado comigo- sabe, você esta ofegante e parece que ainda nem lançou a  faca.
-Desculpe?- eu disse, enrugando a testa. Quem ele acha que é pra chegar aqui insinuando que eu estou com algo errado só porque não lancei a maldita faca- Eu estou bem, só estava meditando.
Ele me encara como se eu fosse louca.
-Meditando com uma faca na mão? Não vou cair nessa- seus olhos verdes brilharam e ele se aproximou- primeiro: você esta segurando errado- então ele pegou minha mão que segurava firmemente a faca e a afrouxou, arrumando-a do modo certo- e não precisa temer, é só levantar o braço, assim- ele demonstrou e arremessou uma faca (da qual eu não faço idéia de onde saiu) e se virou contra mim- faça.
Assumi a postura que ele fizera e levantei meu braço, impulsionei o braço para a frente e no meio do ato soltei o cabo da faca. Ela rodopiou no ar três vezes e bateu com o cabo contra o boneco, caindo com um estalo oco no chão. Respirei fundo e fui buscar a faca, o rapaz me observando com seus olhos-mar atentos. Voltei à posição anterior e repeti o ato, soltando a faca enquanto abaixava o braço. Dessa vez ela rodopiou duas vezes, e na terceira acertou o ombro do boneco. Não teve força suficiente, então a faca caiu novamente, deixando um furinho na lateral no boneco.
Depois de quatro facas lançadas –todas errôneas- eu finalmente atingi a cabeça do boneco, a faca fincando-se e espalhando um pouco de palha pelo piso de madeira escurecida. Respirei aliviada e olhei para o lado, em busca do rapaz que havia me ajudado. Ele não estava lá. Rodei sobre meus calcanhares e chamei por ele, sem resposta. -Não pode ser- pensei- não, não não. De novo não.- era uma alucinação, como as que há tempos eu havia tido.
“Você devia ter percebido, querida”, “achou mesmo que receberia ajuda?”
Vozes repetiram isso várias vezes, e elas não calavam. Olhei para as paredes e para o teto, mas no fundo eu sabia onde elas realmente estavam: na minha cabeça.
“Você se superou hoje, loirinha”, “Nós sempre acreditamos em você, Tris”
-NÃO!- urrei- VOCÊS NUNCA ACREDITARAM EM MIM, SEMPRE ME DESPREZARAM. DEIXEM-ME EM PAZ!- uma dor latejante invadiu minha cabeça, como se centauros sapateassem sob meu cérebro.
“Oh, querida! Tudo o que dissemos foi para te influenciar, para te ajudar”
Lancei a faca em direção ao boneco com a força que a fúria havia me atribuído, rodopiou quatro vezes e atravessou seu peito, cravando-se na parece. Palha jorrou para fora do boneco e ele despencou. Eu chorava de raiva e segurava a cabeça com as duas mãos.
-Saiam daqui- um sussurro desesperado saiu da minha boca- SAIAM DA PORCARIA DA MINHA CABEÇA!- segurei firmemente outra faca que acabara de tirar da parede, essa tinha o cabo de couro marrom e a lâmina acobreada. Posicionei-me como havia aprendido e lancei a faca com tamanha força que ela atingiu direto um dos bonecos do canto da sala, despejando palha pelo chão, formando um montinho junto ao outro boneco. Parei ofegante e olhei ao redor, não havia ninguém na arena e, melhor ainda, não havia mais ninguém na minha cabeça.
Encaminhei-me em passos pesados para minha mochila, limpei o rosto com a toalha e bebi toda a água da garrafa. Sentei-me em um banco e escorei-me na parece, respirando fundo várias vezes e me concentrando em um galho de árvore que chacoalhava com o vento. Permaneci ali pro um tempo, até que um grupo de campistas entrou e eu sai do local, totalmente sem forças. Passei o resto do dia deitada lendo, não conseguindo me concentrar em uma frase sequer.
Essas vozes vinham me enlouquecendo há tempos, e eu estava deixando.

thanks thay vengeance @ cupcake graphics


(Analise do treino, pontos de 0 à 20)
*Escrita correta: 20
*Criatividade do texto: 20
*Nível de Combate: 17
*Utilização de Armas: 15
*Interpretação do NPC: 5
Total de Exp: 77
OBS: Gostei bastante do seu post querida! Adorei o caminho o qual você está levando a personagem, bem criativo. Continue assim. =)

ATUALIZADO


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Re: Treino com Foices/Facas

Mensagem  Gabriel Lebber Daniel em Qua Jul 29, 2015 4:00 pm

Com um grande bocejo seguido de uma espreguiçada do mesmo nível eu começo mais um dia monótono e sem graça. Os raios de sol invadindo meu dormitório pelas frestas que as cortinas esqueciam-se de cobrir a janela me faziam ficar ainda mais revoltado com a vida. Fiquei sentado na beirada de minha cama com o olhar fixo em meu uniforme que repousava sobre o cabideiro. Pensamentos de tudo o que eu já havia passado nos últimos anos. Os monstros que eu já havia exterminado, os semideuses que eu já havia combatido, mortes, vidas salvas, derrotas, vitórias e... Amigos. É muito difícil para eu entender o significado da palavra ''amizade''... Não pelo motivo de ter tido muitos poucos na lista, mas pelo fato que eu não conseguia ter uma relação muito forte com eles. Talvez isso tenha haver com a maldição que foi imposta a mim quando me juntei aos ceifadores... Uma escolha difícil que foi tomada sem ter pensado muito sobre os riscos na época. ‘’Que se foda’’ falei me levantando e finalmente me vestindo.
 Fora do chalé, o clima do acampamento só me dava ainda mais certeza de que o dia seria o inferno. Não que tivessem dias que o tempo mudasse para algo além de um céu aberto com um sol de verão, era sempre o mesmo tempo. Eu não sabia o porquê de não haver aceitado isso ainda. Como dizem '' a esperança é a última que morre''.
 Fiquei alguns minutos, ali, parado bem em frente ao meu chalé sem me dar conta. O acampamento estava morrendo e eu não sabia se os outros campistas podiam ver isso também. O número de semideuses havia reduzido drasticamente. Não se viam mais os tumultos no refeitório, os acertos de contas na arena, os filhos de Afrodite se pegando com outros campistas e assim por diante. Na verdade eram muitos poucos os que davam as caras pelo acampamento. Digamos que em um dia movimentado encontrávamos três jovens vagando aleatoriamente a mais ou menos a cada vinte e cinco metros. Eu não sabia dizer onde o resto tinha parado. Em meu chalé mais de setenta e cinco por cento havia sumido também. ‘’Isso que dá ficar foram tanto tempo... ‘’ minhas palavras saíram e foram carregadas para o vazio, como se eu fosse a única pessoa na terra... Um sentimento de solidão tomou conta de mim. Essa... Essa coisa apertava meu peito muito forte como se tivesse uma mão dentro de mim, revirando todos os meus órgãos. Sorri e puxei um catarro que parecia ficar no lugar mais fundo que um poderia ficar, e o cuspi no chão. Logo em seguida a sensação de solidão foi novamente esquecida. Olhei com desgosto para o muco amarelado que estava no chão. ‘’ Tenho que perder esse costume idiota de mortal... Como se eu fosse tão fraco ao ponto de sentir algo assim, imbecil. ’’ Suspirei saindo do transe em minha cabeça, estralei meu pescoço e passei os dedos sobre meu cabelo no intuito de tirar os fios perdidos caídos em meu rosto, só que não parecia adiantar, eles sempre voltavam para frente, e eu tinha o costume terrível de nunca levar um amarrador comigo. Assim que senti o primeiro pingo de suor escorrendo pelo lado de meu rosto percebi que deveria achar algum lugar fresco e coberto por sombras.
  Eu andava quase que dormindo em direção à floresta. De cabeça baixa e ombros caídos. – algo difícil de ver entre as proles que eram relacionadas com os deuses da guerra – Continuei andando parecendo um morto-vivo até que esbarrei em algo duro.
  Assim que me dei conta do que havia acontecido eu já estava no chão, e uma tremenda sombra tapava os rios de sol de chegarem até mim. Olhei para cima e vi um brutamonte com uma expressão de raiva. – acho que por pouco o garoto não estava babando espuma de sua boca. – Eu não o conseguia distinguir muito bem por causa da luz forte que o sol jazia sobre ele. Mas uma coisa eu sabia; esse garoto era novo. Ninguém em sã consciência procuraria briga comigo naquele acampamento... Ninguém que tivesse ouvido falar de mim pelo menos. Antes que eu pudesse fazer algo a respeito do garotão raivoso, o mesmo me pegou rapidamente pelo colarinho e me ergueu até ficar de cara a cara comigo. Ok... Agora eu me surpreendi, ele era alto... Bem mais alto do que eu. Algo que era difícil já que eu tinha incríveis 1,88m. Seus músculos também eram bem desenvolvidos... ok, muito desenvolvidos. Agora, mais de perto, eu podia ver como esse pobre coitado era e ter uma ideia de como ele ficaria depois. Grandes e amendoados olhos castanhos, pele bronzeada e cabelo no estilo corte militar. Nem precisava nem ver pela sua aura, estava estampado na sua cara que era filho de Heracles. Isso me animou, e acabou me deixando soltar um sorriso malicioso, que deixou o garoto mais possesso.
  ‘’Seu merdinha! Quero te ver rir sem os dentes!’’ Falou o garoto já com o punho que estava livre cerrado e mirado bem em minha cara. Ainda suspenso e sendo segurado pela mão esquerda do desgraçado. Segurei com as duas mãos o pulso da mão que me segurava, e com as pernas livres chutei seu peito para me impulsionar para trás escapando do soco e de suas garras, de bônus ele talvez caísse com o desequilíbrio. Pousei no chão e olhei para meu mais novo inimigo, com esperanças que ele tivesse sentido um pouco do impacto, mas não. Ele continuava firme como uma pedra. Comecei a me espreguiçar em sua frente e a estalar todas as partes possíveis ‘’Eu até te perdoaria por você ser novo e não saber quem eu sou e tal... ‘’ Passei os dedos sobre meus cabelos que agora estavam um pouco húmidos pelo suor. ‘’ Mas eu tenho estado tão entediado esses dias... ‘’ E novamente os fios voltaram a cair sobre meus olhos e junto um sorriso se formou em meus lábios. ‘’ Pode vir grandão. ‘’
  ‘’Seu vermezinho... ‘’ O garoto começou a correr em minha, preparando um golpe com sua clava. Após alguns anos treinando, eu passei a conseguir prever o tipo de ataque que o oponente iria fazer. Sem contar que era muito mais fácil quando o oponente era alguém que não tinha perícia e estratégia nenhuma em combate, que era o seu caso. Ele iria fazer um ataque horizontal mirado para pegar na lateral do meu rosto. Eu poderia facilmente me esquivar ou até mesmo o contra-atacar e acabar com o embate ali mesmo. Ele podia ser grande e forte, muito forte. Mas sem um pingo de estratégia ele não teria chances comigo... O que eu estou dizendo? Nem se ele fosse um talentoso estrategista teria chances. Estou em um nível completamente diferente. Fiquei parado esperando o golpe vir, ergui meus braços e os coloquei defendendo  o lugar onde a arma pegaria e assim como previ, aconteceu. Em um piscar de olhos eu estava estirado sobre um banco de madeira que agora estava quebrado na metade. Como isso é bom. O sentimento de estar em uma batalha é muito revigorante, mesmo que seja uma muito injusta e sem graça como essa, já é o suficiente para me reanimar.
  ‘’Boa, cabeça-de-ovo, ótimo golpe... Mas tu consegue me atingir de novo?’’ Sorri para ele enquanto me levantava. Já de pé, fiz minha tatuagem do braço direito virar minha foice. A prole de Heracles continuava a me olhar com raiva e começou a correr novamente em minha direção. Então, com o garoto correndo em minha direção, eu sorri só de pensar em machucar aquele ‘’shedar’’ musculoso. Ele iria aplicar o mesmo ataque de antes, um ataque horizontal em minha cabeça. Um metro antes do ‘’range’’ da arma dele chegar ao meu alcance, eu dei um forte grande pulo e abri minhas asas negras e fiquei 5 metros do ‘’shedar’’. O garoto confuso olhava para todos os lados a minha procura. ‘’Venha seu covarde!! Onde você se escondeu? ‘’ Gritava o frango ‘’bombado’’. Aquela era uma cena vergonhosa... fiquei imaginando as piadas que os deuses estariam contando se estivessem vendo essa luta. Bom, era hora de acabar com a luta, ela já estava começando a perder a graça.
 Subi mais uns cinco metros e me preparei para aplicar o ataque. Segurei minha foice com ambas as mãos, na forma que eu pudesse fazer um corte diagonal de baixo para cima enquanto eu daria o rasante sobre o pobre garoto. E assim eu fiz. O vento zumbia em meus ouvidos, e a lâmina da foice fazia um barulho encantador enquanto cortava o vento em direção à caixa torácica do garoto. Quando o semideus percebeu o meu ataque, já era tarde de mais para ele. A lâmina de minha arma já tinha adentrado fundo em seus órgãos e se alojada firme em meio à suas costelas e o levei dali, o levei para um lugar onde Quiron, Dionísio ou qualquer tipo de instrutor não pudessem ouvir os gritos do pobre novato.

(Analise do treino, pontos de 0 à 20)
*Escrita correta: 17
*Criatividade do texto: 18
*Nível de Combate: 18
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*Interpretação do NPC: 15
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