Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

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Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Thanatos em Qua Out 10, 2012 7:47 am

Halpern corria como se não houvesse amanhã. Checou as janelas - todas bem protegidas com tábuas e pregos - e fez o mesmo para a porta de entrada. De fato, se as criaturas que batiam à suas janelas e porta conseguissem quebrar a madeira e pegá-lo, não haveria amanhã para aquele simpático homem de meia idade. Ele não tinha muito tempo e teria de escolher bem o que fazer antes de fugir. Tinha, no máximo, um ou dois minutos para pegar o que fosse importante no seu apartamento e achar um modo de fugir dali. Ele mancava. Havia caído e torcido o tornozelo enquanto corria pelo corredor do sexto andar, antes de se trancar em casa. Seu pulso estava acelerado e suas pupilas dilatadas. Apressou-se para seu quarto e agarrou sua bolsa de expedições. Era uma grande bolsa de acampamento, grande o suficiente para guardar mantimentos pra uma semana, além de roupas e outras coisas. Balançou-a, jogando toda a comida e coisas inúteis no chão e rapidamente abriu as gavetas de sua escrivaninha. Agarrou todos os documentos ali encontrados e foi socando-os na bolsa. Pegou o mapa e a bússola em cima da mesa da escrivaninha, colocando os dois nos bolsos do blazer. Ajeitou seus óculos e tirou sua arma do bolso da calça.

Sim, o Doutor em simbologia e misticismo Phillip Halpern mantinha consigo sempre uma arma e sabia atirar muito bem. Faz parte de levar uma vida de aventuras inusitadas como essa. Já aceitava melhor a dor do tornozelo torcido. Certificou-se de que a bolsa estava bem presa ao seu corpo e bem fechada e abriu a janela que dava para a escada de incêndio - a única sem proteção, para facilitar sua fuga - e preparou a arma. As criaturas que vieram nele naquele instante eram menores e tinham asas. Não foram difíceis de abater, entretanto, e Halpern continuou seu caminho, correndo escadarias abaixo. Entrou no primeiro táxi que achou, passando por multidões de pessoas desesperadas com aquelas criaturas, que agora pareciam querer tomar a cidade. "Para o Aeroporto de Nova Délhi", ele dizia. O taxista não parecia querer ir para outro canto. Inclusive, já havia preparado sua mala e também ia embora daquele local.

Chegando no Aeroporto, Halpern escancarou a porta do táxi e pôs-se a, finalmente, caminhar mais calmo. As criaturas ainda não haviam chegado ao aeroporto. Ainda. Estavam perto. Em meia hora, o doutor já se encontrava decolando a bordo do avião. Podia ver a multidão de monstros se aproximando do local ao norte. Talvez aquele fosse o último avião a decolar naquele aeroporto. Não conseguia agradecer o bastante a Deus por ter salvado ele e suas pesquisas. Phillip, porém, iria descobrir logo que não havia sido esse Deus que o ajudou, mas outros vários!

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Dylan, filho de Phobos, havia acordado normalmente naquela manhã. Era uma manhã tediosa, ele sabia, mas, naquele acampamento, uma manhã tediosa, sem monstros, batalhas ou experiências de quase morte eram, no mínimo, prazerosas. Ele juntava suas coisas e ia pra um dos banheiros do seu chalé. As roupas ainda estavam com algumas manchas de sangue dos exaustivos e perigosos treinos com Quíron, apesar de Dylan não ligar nada para isso. Passou por seu meio-irmão Nathaniel, um dos mais recentes filhos de Phobos a chegar ao chalé. Nathaniel o deu um "bom dia", embora parecesse estar com a cabeça em outro lugar.

Eram 7h da manhã. O café da manhã ainda estava sendo servido no refeitório e o garoto estava faminto. Não seria uma má ideia correr para o local e começar bem o dia. Talvez pedisse uma torta ou uma pizza, já que uma dieta saudável não era rigorosamente seguida em um local onde se pode imaginar qualquer comida e tê-la ao seu prato.

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As coisas demoraram mais para May, filha de Hipnos. Apesar de ser filha do deus do sono e, supostamente, fazer bom uso desse mesmo, May era diferente. Seus irmãos todos não tomavam café da manhã, tirando energia sobrenatural do simples ato de dormir, o suficiente para não precisar comer nesse horário. Eles costumavam acordar entre duas e 3 da tarde. Os mais velhos, como Cain e Abel, bem mais tarde. May, porém, estava bem acordada às 8h da manhã. Não que para ela fosse importante comer ou ela não tivesse herdado esse lado do pai. Ela era uma paladina de Hélios. A luz da manhã a dava força o bastante para não precisar dormir por tanto tempo, reduzindo bastante seu tempo de sono, deixando-a quase... normal. Quase.

May também adorava aquele dia tedioso que parecia começar. Fazendo o mesmo ritual que Dylan e quase todos, levou suas coisas para o banheiro. Não se preocupou em não fazer barulho, já que ninguém ali iria acordar nem se uma bomba plástica destruísse a parede do chalé. Em 10 minutos, já estava ela indo para o refeitório. Não sentia vontade de tomar café, mas o local estava cheio de campistas a esse horário e socializar sempre era bom.


Spoiler:
REGRAS - Mínimo de 5 linhas por post. É só o mínimo, se quiserem fazer mais, eu agradeço. ^^
- Sejam detalhistas o quanto quiserem, não tenham medo de errar na narração. Se soltem.
- O começo da missão será o único momento em que guiarei suas ações. A partir daí, estão livres. Suas decisões todas terão impacto na missão, então cuidado.
- Nesse fórum não temos atributos (Força, Agilidade, Destreza, etc). então usarei bastante lançamento de dados (Claro, quanto mais fortes vocês e mais o ambiente e a situação os favorecerem, terão mais chances) para definir se vocês têm ou não sucesso em suas ações.
- Qualquer dúvida MP
- Divirtam-se


Última edição por Thanatos em Qua Nov 07, 2012 6:47 pm, editado 1 vez(es)


- O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela. -


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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Dylan N. Deadsoul em Qua Out 10, 2012 4:01 pm

Uma manhã repleta de tédio parecia se iniciar, nada para fazer além de passar mais um dia. Deitado na minha cama encarei o teto, o tédio já estava me atingindo naquele momento. Mas, logo a minha ideia de tédio foi substituída, nada para fazer, nenhum motivo para tentar salvar a pele de monstros atrás da minha morte. E essa seria uma ótima razão para ficar feliz, tirando a parte que talvez houvesse um treino mais tarde... Ainda não estava confirmado, mas poderia ocorrer. Levantei da cama e recolhi minha toalha e algumas roupas, uns respingos de sangue as cobriam algumas partes, nada demais. Caminhei até o banheiro e encontrei com Nathaniel, um dos meus meio-irmãos mais novos, ele disse um "Bom dia" distante, deveria estar pensando em alguma outra coisa, assenti positivamente retribuindo suas palavras e continuei meu caminho até o banheiro. Meu banho fora rápido e calmo, com água morna. Troquei a roupa ainda no banheiro e voltei para o quarto, apanhei o escudo a lança que possuía, ambos jaziam apoiados a parede do lado esquerdo da minha cama, segurando ambos saí do chalé de Phobos.

Estava parado na porta da cabana quando senti uma sensação de fome, estomago roncando baixo e a boca a salivar, pensei por um instante e então resolvi realmente ir para o refeitório e iniciar meu dia com um café da manhã. Corri até o local das refeições e sentei a mesa de Phobos. Pensei por um instante no que comer, qualquer coisa que eu pedisse apareceria ali e isso causava um tremendo desejo de comer tudo. Decidi por algo gostoso e nada próprio para o café, um queijo quente, uma torta de cereja e uma fatia enorme de pizza com uma lata de diet coke para acompanhar. Levantei da mesa com os pratos em mãos e separei alguns pedaços da comida, seria desperdício com tantas pessoas passando fome no mundo, mas essa é a regra. Pensei nos deuses por um momento, recebendo a oferenda e lancei a comida as chamas e senti o aroma de cada uma delas misturados, deveria ser ruim mas estava muito gostoso, girei o corpo sobre os calcanhares e voltei caminhando até a mesa para iniciar minha refeição.


armas em minha posse:
♠Escudo Fóbico - Escudo de ouro extremamente resistente que tem sua parte frontal espelhada. O escudo reflete sempre os maiores medos do observador.
♠Lança Amedrontadora - Uma lança longa leve e maleável com a ponta afiada de bronze celestial, a cada corte por ela desferido o ferido torna-se mais amedrontado.



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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Dakota L. Lumiére em Qua Out 10, 2012 8:24 pm

O dia começou da mesma maneira que os demais dias, um tanto quanto tedioso. Eu levantei ás oito da manhã e fui direto ao banheiro, pois precisava de um banho, ao ligar o chuveiro à água quente começou a descer pelo meu corpo, encharcando os meus cabelos loiros. Lembranças vieram a minha mente.

Minutos passaram-se até eu voltar em mim. Após a saída do banho, eu fui me vestir. Peguei uma calça jeans, uma camiseta e um all star. Após me vestir arrumei meus cabelos em um rabo de cavalo. Olhei para o relógio já estava na hora do café da manhã. Sai do quarto, nem me preocupava em fazer barulho, meus irmãos e irmãs não acordariam assim tão fácil.

Eu andei lenta e pensativamente até a Casa Grande. Ao ver aquela enorme estrutura a minha frente, suspirei e resolvi que seria bom entrar e ver os outros campistas, me socializar seria bom. Na verdade eu ainda não tinha muitos amigos por ali.

Eu me dirigi ao refeitório. Ao entrar, segui para a mesa dos filhos de Hipnos. A mesa estava vazia, eu era a única ali. Já que todos os meus irmãos ainda dormiam. Olhei para as demais mesas todas muito cheias, os semideuses que ali jaziam pareciam bem simpáticos e falantes.

Como eu ainda não tinha participado de uma missão, resolvi montar uma bandeja de oferenda para os Deuses. Servi frutas, alguns pedaços de bolo e outras coisas pelas quais achava que os deuses se interessariam. Após servir tudo o que achei bom, me encaminhei até o fogo e joguei minha oferenda, pensando: Deuses que eu participe de uma missão logo, quero aprender e ficar mais forte.

Voltei para meu lugar e me servi. Eu podia não estar faminta, mais resolvi comer para não parecer diferente dos outros campistas.


armas que possuo:
☼ Lâmina Luminosa: Espada de lâmina fina e brilhante, totalmente feita de ouro. Seu pomo possui o símbolo do sol e quando entra em contato com a luz deste consegue redirecionar seus raios.

☼ Capa de Hélios: Uma capa real de tecido forte e resistente. Além de aprimorar as habilidades do paladino, emite um brilho intenso que pode impressionar e intensifica-se de acordo com o contato com a luz solar..

☼ Lira do Sono (Lira feita de ouro puro, suas cordas são imunes a qualquer dano e é importante componente de algumas habilidades){By Hipnos}

☼Espada Astral (Espada dourada, extremamente leve e maleável, que pode ferir mortais ou imortais e até mesmo danificar fantasmas e espíritos){By Hipnos}

☼ Bien-Aimé- um conjunto (composto por uma camisa rosa, uma saia lilás e uma diara com pequenos diamantes). Vira uma armadura toda feita de couro que cobre totalmente o corpo do dono e é muito leve, pesando apenas algumas gramas. (by Tio Love}

em off: Tio Than amanhã vou ir pro RJ ver minha mãe só devo conseguir entrar para postar agora sexta-feira, prometo que farei de tudo para entrar amanhã. Mais nao sei se consigo.




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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Thanatos em Qui Out 11, 2012 7:34 am

As mesas não eram muito longe, as de Hipnos e Phobos. Ambas eram quase vizinhas, não fosse a mesa reservada às guardiões de Perséfone no meio. Dylan comia na sua mesa, com alguns de seus irmão sentados, conversando. Chamavam a atenção de Dylan para as mais diversas figuras do acampamento. Dylan estava realmente aproveitando sua comida, mas podia ouvir algumas conversas e alguns gestos de seus parentes indicando pessoas como os filhos de Ares discutindo à mesa do chalé do deus da guerra. Duas meninas estavam quase saindo aos tapas, enquanto uma se mantinha reclusa no canto da mesa. Era Gloss, claro, a filha de Ares que tinha aversão à luta. Sua atenção, após isso, foi para a mesa do chalé de Poseidon, onde Nathan e Percy faziam uma espécie de guerra de comida com suas verduras. O último comentário de Ron, irmão de Dylan, foi a única menina sentada sozinha em todo o refeitório, bem perto deles. May não tinha culpa de estar só, já que seus irmãos todos estavam dormindo. Normalmente, aquela mesa nunca nem seria ocupada no café da manhã, assim como as mesas das caçadoras de Ártemis, sempre limpa e impecável, e a mesa suja e mal cuidada no canto do refeitório, supostamente dos ceifadores de Thanatos. Após ter sua atenção chamada para a filha de Hipnos, um barulho de portas se escancarando ecoou por todo o local e, quase imediatamente, toda a conversa cessou. Quíron fazia sua entrada, abaixando a cabeça para não bater ao passar pelas portas. Ele passava o olhar por todos.

May sentou-se solitária à mesa de Hipnos. Á sua frente, a mesa das guardiões de Perséfone e, além desta, a de Phobos. Pelo fato das guardiões serem muito silenciosas, May conseguia ouvir o que falavam os filhos de Phobos com clareza. Eles falavam dos filhos de Ares, de Percy e Nathan, e então dela. Não que fosse uma ofensa nem nada. Eles não estavam criticando sua aparência, jeito, tampouco inteligência. Apenas estranhavam o fato de ela estar sozinha. Claro, estranhavam carregados de piadas de mal gosto e ironias. Ela tentava tirar isso da cabeça e conseguiu, mas não por si só. A entrada de Quíron e o silencio geral a fizeram esquecer disso com rapidez. O centauro apenas se pôs exatamente no meio do refeitório. Estava no centro do grande corredor que dividia as mesas. Coçou de leve sua barba e olhou para cima, como quem imaginava o que dizer. Viu Annabeth, filha de Athena, acenando para ele ao longe e acenou de volta, com um sorriso. Voltou o olhar para os campistas e começou:

- Primeiramente, bom dia! Desculpe interromper vocês nesse momento, meus garotos. Sei que é o café da manhã, que vocês acabaram de acordar. Muitos até estão fingindo estar acordados - Ele apontou para um filho de Dionísio, que apoiava a cabeça com a mão, como se olhasse pra Quíron, cotovelo sobre a mesa, olhos fechados e um ronco sutil. Devia ser ressaca. Todos tentaram não rir, embora a maioria não tivesse conseguido. - Então serei bem breve. O negócio, como vocês devem saber, se trata de uma missão. Recebemos um chamado um tanto quanto... especial na casa grande, de um deus menor. Não revelarei quem é o dito deus, mas ele pediu que eu levasse para lá o mais rápido possível dois campistas.

- Eu e Annabeth iremos, Quíron. Vou arrumar minhas coisas - Gritava Percy da mesa de Poseidon, já se levantando e acenando para a namorada.

- Não, meu caro. Agradeço sua prontidão mas o deus em questão especificou quem seriam os dois campistas. Por favor fiquem de pé e me acompanhem... Dylan Neal Deadsoul, filho de Phobos e May Jean Chevalier!

O centauro unia as mãos em frente ao corpo, esperando que os dois campistas se revelassem. Percy já havia se sentado, parecendo não se importar muito, afinal, missões não faltava por ali. Todo o refeitório se enchia de murmúrios e conversas. As filhas de Afrodite, super populares no acampamento, cochichavam, ora rindo, ora sérias. Não sabiam quem eram os dois chamados. Muitos não deviam saber. Ron e os outros filhos de Phobos encaravam Dylan. Ardro o dava tapinhas nas costas enquanto dizia algo como "Se deu mal". May não tinha ninguém a pedir apoio por perto. Todos os seus irmãos estavam ausentes. Olhou ao redor e viu Nathan, na mesa de Poseidon, a mandando um "Boa sorte" bastante sincero, seguido de um sorriso.


OBS: A partir daqui é com vocês. Todas as decisões serão suas. Eu só guiarei os fatos. Boa sorte.


Última edição por Thanatos em Sex Out 12, 2012 3:30 pm, editado 1 vez(es)


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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Dakota L. Lumiére em Sex Out 12, 2012 1:58 pm

Sentei-me em meu lugar na mesa dos filhos de Hipnos. Fiquei calada por um tempo. Prestando atenção em minha volta mas presa em meus pensamentos. Era uma situação completamente nova para mim, me sentia confusa. Despertei dos meus pensamentos quando ouvi alguém falando sobre mim. Para ser mais exata eu como outros campistas tinhamos virado alvo de piadinhas dos filhos de Phobos. Tentei não ligar e nem ficar pensando muito naquilo, acabou que minha atenção se voltou a outro algúem mas especificadamente a Quiron.

Ele adentrou o grande salão e se colocou exatamente no meio do refeitório, no centro do grande corredor que dividia as mesas. Coçou de leve sua barba e olhou para cima, como quem imaginava o que dizer. Viu Annabeth, filha de Athena, acenando para ele ao longe e acenou de volta, com um sorriso. Voltou o olhar para nos campistas e começou a falar. Eu o encarei e fiquei prestando atenção em cada palavra e em cada gesto que o mesmo fazia.

- Primeiramente, bom dia! Desculpe interromper vocês nesse momento, meus garotos. Sei que é o café da manhã, que vocês acabaram de acordar. Muitos até estão fingindo estar acordados - Ele apontou para um filho de Dionísio, que apoiava a cabeça com a mão, como se olhasse pra Quíron, cotovelo sobre a mesa, olhos fechados e um ronco sutil. Devia ser ressaca. Todos incluida eu tentamos não rir, embora a maioria não tivesse conseguido. - Então serei bem breve. O negócio, como vocês devem saber, se trata de uma missão. Recebemos um chamado um tanto quanto... especial na casa grande, de um deus menor. Não revelarei quem é o dito deus, mas ele pediu que eu levasse para lá o mais rápido possível dois campistas.

- Eu e Annabeth iremos, Quíron. Vou arrumar minhas coisas

Na mesma hora virei meu pescoço e olhei para a mesa dos filhos de Poseidon. Vi Percy se levantando e querendo ir e missão. Muito corajoso da parte dele, pensei. Já tinha ouvido pelo acampamento dos grande feitos de Percy e Annabeth mas nunca os tinha visto assim de tão perto. Continei o encarando até que Quiron voltou a falar e...

- Não, meu caro. Agradeço sua prontidão mas o deus em questão especificou quem seriam os dois campistas. Por favor fiquem de pé e me acompanhem... Dylan Neal Deadsoul, filho de Phobos e May Jean Chevalier!

... Como assim, Quiron havia falado meu nome? Era isso mesmo, ou eu estava ouvindo mal.Olhei para todos os lados, por minha sorte poucos no acampamento me conheciam. Vi quando Dylan se levantou e se juntou a Quiron, muitos campistas ainda olhavam ao redor com certeza para saber quem era a May.

Eu dei de ombros e continuei sentada, não iria entrar nessa fria. Uma missão? Logo agora, não me sentia pronta para isso. Meus olhos passaram de relance por todas as mesas do acampamento até que vi Nathan na mesa dos filhos de Poseidon me desejando "boa sorte". Eu não queria me enganar mas sabia que Quiron não sairia dali sem mim.

Me levantei e a passos lentos fui em direção a Quiron e Dylan. Coloquei-me ao lado deles, e novamente me perdi em pensamentos. Eu estava com um pouco de medo não iria me enganar. Será que iriamos conseguir ir até o fim da missão ou o que encontrariamos lá? Eram perguntas quem rondavam minha mente, mas elas não tinha respostas e eu tremia só em pensar o que iria acontecer. Mas se os deuses permitissem iriamos sair dessa.


em off: Tio Than meu nome é May ou Mayla Jean Chevalier não Liliam -qq ahsuahsuahsuahs'' Rolling Eyes




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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Dylan N. Deadsoul em Sex Out 12, 2012 3:54 pm

Tentava apenas comer sossegado, mas a ideia dos meus irmãos era diferente por. Algum motivo eles pareciam pior nesta manhã. Ron não me deixava quieto, ele chamava minha atenção para várias coisas que aconteciam aqui e ali, resolvi que seria melhor dar atenção a eles e depois a minha refeição. Ok, o primeiro foco foram duas filhas de Ares brigando enquanto outra mantinha-se afastada e quieta no fim da mesa, uma guerra de vegetais sendo travada entre os dois garotos filhos de Poseidon e então uma garota sozinha na mesa de Hipnos, em um café da manhã sozinho.
- Tadinha... Sozinha... - foi disparado de um lado.
- Poderíamos trazê-la para cá... - veio de outro lado.

Apertei meus olhos e reconheci a pessoa, com plena certeza eu podia falar que era May, filha do sono. Recordei que quase sempre os filhos de Hipnos permaneciam isolados em um mundo de sonhos enquanto roncavam no chalé, de algum modo não havia a mera necessidade de saírem dos seus aposentos para alimentarem-se. Apenas continuei a fitar a garota sozinha enquanto os comentários dos meus irmãos, bobos, rudes e sem o menor pingo de graça continuavam. Continuava a me focar na garota, até que o barulho das portas sendo escancaradas ecoou por todo o refeitório e as vozes cessarem repentinamente. Virei meu rosto na direção da entrada no momento em que Quíron abaixava sua cabeça para passar pela porta e correu seus olhos pelos campistas. Ele trotou lentamente até posicionar-se no centro do refeitório, sua mão caminhou pelo ar até ele alcançar a barba e então a coçou, seu rosto virou-se para o céu e então voltou para os campistas, uma filha de Athena acenou para ele e ele fez o mesmo de volta para ela.

- Primeiramente, bom dia! Desculpe interromper vocês nesse momento, meus garotos. Sei que é o café da manhã, que vocês acabaram de acordar. Muitos até estão fingindo estar acordados - Seus dedos correram e apontaram para um filho de Dionísio, que apoiava a cabeça com a mão, como se olhasse pra Quíron, cotovelo sobre a mesa, olhos fechados e um ronco sutil. Devia ser ressaca. Todos tentaram não rir, mas estava difícil, deixei um sorriso no canto da boca escapar e então voltei a minha atenção ao centauro .- Então serei bem breve. O negócio, como vocês devem saber, se trata de uma missão. Recebemos um chamado um tanto quanto... especial na casa grande, de um deus menor. Não revelarei quem é o dito deus, mas ele pediu que eu levasse para lá o mais rápido possível dois campistas.

- Eu e Annabeth iremos, Quíron. Vou arrumar minhas coisas - Gritou Percy Jackson, da mesa de Poseidon, os feitos dele eram conhecidos e claro que ele deveria ser escolhido.

- Não, meu caro. Agradeço sua prontidão mas o deus em questão especificou quem seriam os dois campistas. Por favor fiquem de pé e me acompanhem... Dylan Neal Deadsoul, filho de Phobos e May Liliam Chevalier! - terminou o centauro.

Meus olhos arregalaram-se incrédulos quando meu nome saiu da boca de Quíron, encarei a face do centauro ainda sem acreditar. Um deus sabia que eu era e queria minha ajuda... Meus ouvidos não compreendiam os murmúrios que eram dispensados por todos que estavam ali, com toda a certeza não deveriam saber quem eu era. Ardro batia em minhas costas com tapinhas leves enquanto pronunciava "palavras de conforto". Levantei da mesa de Phobos e dei um sorriso de canto de boca para meus irmãos, olhei para o rosto de cada um, foquei em Rick, meu irmão completo, por mãe e pai, e ele apenas assentiu positivamente. Virei para Quíron e comecei a caminhar entre as mesas. Parei ao lado do centauro e entrei em devaneios até que May juntou-se a nós.



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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Thanatos em Sab Out 13, 2012 9:33 pm

Os murmúrios pareciam aumentar exponencialmente quando Dylan e May se levantaram. Vagarosamente, ambos sentindo um misto de vergonha e receio, se puseram ao lado do centauro, estáticos. Quíron nada disse de imediato, apenas olhou para ambos os campistas, como se analisasse suas capacidades de concluir tal missão. Mas, afinal, qual seria a missão? Qual seria o deus que pediu especificamente por aqueles dois campistas? Não se sabia, claro, mas os dois esperavam que lhes fossem reveladas logo tais informações. Sem mais delongas, Quíron sorriu e tomou seu rumo, pedindo educadamente que os dois o seguissem e transpassou primeiro o corredor, depois a porta. Mesmo fora dos limites do refeitório, os dois adolescentes podiam ouvir o barulho dos campistas que haviam ficado no refeitório. Eles agora pareciam ter voltado ao ritmo normal de conversa, sem cochichos sutis ou risadinhas. Isso era bom, claro. Nenhum dos dois havia gostado muito de tanta atenção, mas Quíron os confortava. Estavam ainda no meio do caminho para a Casa Grande:

- Não liguem para os seus colegas do acampamento. Muitos são tão fãs dos atuais "heróis" que aqui moram que já não buscam mais aventuras. Deixam tudo para esses heróis e estranham quando outros saem em missões importantes. Ah, sinto muito, May e Dylan. Devem estar se perguntando, claro, que missão seria essa que os requisitou e por quem foi passada. Bem, quando chegarmos à Casa Grande, verão por si sós.

Os três conversaram, riram e se divertiram o resto do caminho a pé até lá. De fato, se distraíram tanto que não demorou muito para que os três chegassem ao local. A Casa Grande era como o "quartel general" do acampamento. Nela morava Quíron, o mentor dos campistas e também treinador. Também lá ficavam locais importantes como o escritório de Dionísio e a sala do Oráculo de Delfos, mais conhecido como Rachel, pelos íntimos. Mas, naquele dia, havia uma presença anormal na casa. Duas, na verdade. Quíron já devia saber quem os aguardava lá, mas não conseguiu conter sua cara de surpresa quando ele, Dylan e May adentraram no escritório do Senhor D. Talvez ainda não acreditasse que dois deuses menores do submundo teriam todo o trabalho de aparecer pessoalmente no mundo dos vivos. De qualquer modo, lá estava um casal de deuses que exalavam uma aura mórbida e cruel.

Dionísio sentava-se na sua cadeira como sempre. Na mesa, uma latinha de Coca-Cola Diet em cima de um guardanapo. Vestia sua roupa de leopardo e suas bochechas estavam vermelhas como nunca. Em sua cabeça uma flor de louros. Ele encarava a deusa infernal à sua frente. Em uma das duas cadeiras defronte a escrivaninha do deus do vinho estava Melinoe. A deusa dos fantasmas e das oferendas era também encarregada da entrada dos mortos pelos portões do inferno. Ela cuidava da parte, digamos, mais corporativa do submundo. Aprovava fichas de recém-mortos, cuidava de todos os documentos. Estava com um vestido preto, longo. Em sua cabeça tinha uma rosa violeta, prendendo o cabelo. Tinha a expressão séria e os lábios cerrados. Ela e Dionísio se encaravam como se acabassem de ter uma discussão feia. Ela cruzava os braços e virava a cabeça, voltando o olhar para a janela.

Ao seu lado estava um homem de terno e gravata. Vestia-se como um empresário dos anos 80. Tinha uma altura acima da média, considerado alto por certas pessoas. Era magro, esguio, e tinha a pela branca. Tinha o terno muito bem cuidado, uma gravata negra e uma cartola na mão esquerda. Em sua mão direita possuía uma bengala de ébano. Os dois meio-sangues podiam ver o brilho daquela madeira preta como puras sombras. Sentiam, além disso, más vibrações vindo dela, como se a mesma tivesse causado a morte de milhares, talvez infinitas almas. Seus gritos ecoavam nas mentes de ambos os campistas. Ele a bateu no chão e se levantou. Colocou a cartola na cabeça e encarou os dois. Seus olhos tinham íris que estavam ora vermelhas, ora pretas. Sorria com o canto da boca e, em um espírito educado, estendeu a mão livre para Dylan primeiro, depois para May.

- Muito prazer, Dylan, filho de Phobos, e May, filha de Hipnos, minha sobrinha. Sou eu, tio Thanatos. Você cresceu muito. Na última vez que a vi e à sua irmã vocês ainda eram bebês. - Eles sentiam que Thanatos não era completamente cruel. Ele era afetivo e condolente, dando um misto de estranheza e conforto. - Sou Thanatos, deus da morte, como devem saber. Não sou um bicho-papão, afinal, sou ? Então, eu e minha colega Melinoe - Ele apontava para a mulher sentada na cadeira ao lado. - Gostaríamos da ajuda de vocês. Bem, na verdade ela relutou muito em pedir a ajuda de mortais, mas como deuses não podem mais interferir em assuntos terrenos, era nossa única opção. Por favor, sentem-se para discutirmos o que ocorreu. - Ele bateu a bengala no chão e fez aparecerem duas poltronas de couro preto. - E sugiro que não olhem muito para a minha... bengala... por favor. Então, meus jovens, o que vocês sabem sobre mortos-vivos? - Questionava Thanatos, sentando-se também e cruzando as pernas.


Off: Desculpa, May, devo ter confundido ^^ Já alterei lá.


- O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela. -


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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Dakota L. Lumiére em Dom Out 14, 2012 7:47 pm

Me encontrava do lado de Quiron, olhei de rabo de olho para o centauro e fiquei esperando alguma reação do mesmo.Até o momento, ele não havia dito nada e nem esboçado nenhuma reação. Mas, afinal, qual seria essa missão? Qual seria o deus que pediu que eu fizesse parte disso? Eu não me sentia preparada, queria realmente saber o do por que eu tinha sido escolhida para uma missão.

Quiron logo fez um sinal para que o seguissemos. Olhei em minha volta tudo estava tão calmo.Os campistas já tinham voltado a seu ritimo normal. E eu e Dylan ali a caminho da casa grande. A missão iria iniciar e agora não tinha mais volta, pensei. Fui tirada daqueles pensamentos por Quiron que dizia.

- Não liguem para os seus colegas do acampamento. Muitos são tão fãs dos atuais "heróis" que aqui moram que já não buscam mais aventuras. Deixam tudo para esses heróis e estranham quando outros saem em missões importantes. Ah, sinto muito, May e Dylan. Devem estar se perguntando, claro, que missão seria essa que os requisitou e por quem foi passada. Bem, quando chegarmos à Casa Grande, verão por si sós.

Encarava Dylan e Quíron em alguns momentos, dava risadas e me me alegrava rindo de algumas piadas feitas mas em outros nada disse, continuei seguindo o caminho da casa grande em silêncio e presa em meus pensamentos, em certos instantes tirando toda a atenção do centauro e do semideus. Não demorou muito e chegamos ao local. Ao alcançarem a porta, Encarei os outros dois.

- Agora é a hora. - Disse, séria.

Quiron abriu a porta e nos três entramos num escitório enorme. Ainda do lado de fora eu avistei três pessoas la dentro. Um deles eu reconhecia como o senhor D., o conheci quando entrei no acampamento. Os outros dois eu não sabia dizer quem eram. Só que também eram deuses pela aura que emanava de seus seres. Ainda calada e com um pouco de medo, tentei me esconder atrás de Dylan.Um silêncio se seguiu, eu olhei para o outro semi-deuse com uma cara de que não entendia o que se passava. Voltei a encarar os deuses ali presentes, até que um deles se levantou e um pouco sério disse.

- Muito prazer, Dylan, filho de Phobos, e May, filha de Hipnos, minha sobrinha. Sou eu, tio Thanatos. Você cresceu muito. Na última vez que a vi e à sua irmã vocês ainda eram bebês. Sou Thanatos, deus da morte, como devem saber. Não sou um bicho-papão, afinal, sou ? Então, eu e minha colega Melinoe. Gostaríamos da ajuda de vocês. Bem, na verdade ela relutou muito em pedir a ajuda de mortais, mas como deuses não podem mais interferir em assuntos terrenos, era nossa única opção. Por favor, sentem-se para discutirmos o que ocorreu. - E sugiro que não olhem muito para a minha... bengala... por favor.

A voz dele era tão forte que ecoava por toda a sala. Sempre sonhei com Thanatos e meu pai Hipnos e sempre imaginei como eles seriam, e incrivelmente sua voz era como eu imaginava, forte como uma tempestade em alta mar. Nesse momento senti uma ligação tão forte. Deixando isso meio de lado, voltei a encara-lo e ouvi atentamente tudo o que ele dizia.

- Então, meus jovens, o que vocês sabem sobre mortos-vivos?

O encarei e antes mesmo que Dylan pensasse em responder eu disse.

- Bom, tio Thanatos. Posso chama-lo assim? Não sei o por que você me escolheu para essa missão. Meu pai Hipnos possui filhos muito mais talentosos que eu.Mas respondendo sua pergunta, eu sei que eles são mortos que não tiveram descanso e voltaram à vida num tipo de transe. Normalmente perambulam sem rumo, geralmente a procura de vingança.

Fiquei os encarando e esperando que um deles dissesse algo, enquanto isso fiquei pensando o que seria de mim e de Dylan dali para frente.




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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Dylan N. Deadsoul em Sex Out 19, 2012 1:28 am

Permanecia parado ao lado de Quíron por um tempo, ele parecia estar com sua mente distraída e seus pensamentos vagando por alguma outra coisa nesse momento. Apenas esperava que ele fizesse algo ou que dissesse alguma coisa para por um fim aquele momento de silencio que estava formado. Cruzei os braços sobre o peito e tentei desviar o olhar para algum lugar, que não fossem os olhos dos campistas, mas ainda ouvindo seus comentários. Voltei a encarar o centauro e então percebi o sinal que o mesmo para os seguirmos, soltei ambos os braços e os deixei cair aos lados do corpo quando comecei a caminhar.

Mesmo do lado de fora era possível ouvir os murmúrios dos semideuses, desta vez eles pareciam ter voltado ao seu normal apenas com algumas risadas e vozes um tanto distantes. Agora eles deviam ter esquecido de Dylan e May, dois semideuses desconhecidos e que poderiam estar partindo para a sua morte graças a algum deus que havia solicitado ambos, talvez morte certa ou confiança?

Continuamos nosso caminho até a casa grande, em meio a risos e brincadeiras eu comecei a esquecer o que rondava a minha mente, a pequena sensação sobre a missão e o caminho foi passando despercebido até alcançarmos a casa grande. Quíron abriu a porta e então May e eu começamos a caminhar pela construção, estávamos do lado de fora e eu vi a filha de Hipnos começar a tentar esconder-se atrás de mim. Apenas assenti e continuei meus passos para dentro do escritório até estarmos na presença de três figuras, May me encarou e eu apenas tentei passar uma certa tranquilidade em relação a tudo, estava imune ao medo que devia estar sendo transmitido ali naquele local.

O deus do vinho sentava-se em uma cadeira de frente para uma mesa com uma lata de coca-cola diet. Dionísio tinha o rosto mais vermelho que o normal, e ainda encarava uma mulher que estava diante dele. Ela vestia um vestido negro, longo e uma flor prendendo seu cabelo. Tentei sorrir por um momento para ela, mas sua expressão séria, lábios cerrados e olhar preso ao Sr. D. não deixavam aliviar o clima pesado entre os dois. Quando seus olhos saíram dos de Dionísio partiram diretamente para a janela do escritório. Voltei a minha atenção para a figura ao lado da mulher, um homem de terno, alto e de um físico esguio, com uma cartola em sua mão esquerda e uma bengala negra. Ele parecia alguém para se confiar em um momento de necessidade, alguém que sempre lhe ajudaria caso fosse necessário. A bengala foi ao chão fazendo um barulho surdo ecoar pela sala e então o homem ergueu-se da cadeira, sua cartola subiu para o topo da sua cabeça e ele sorriu com o canto da boca para May e eu. Assim que ele ofereceu sua mão para mim a apertei com firmeza olhando seus olhos, suas íris me fizerameu pensar que ele realmente não era mortal, elas mudavam de cor constante mente, de preto para vermelho.

- Muito prazer, Dylan, filho de Phobos, e May, filha de Hipnos, minha sobrinha. Sou eu, tio Thanatos. Você cresceu muito. Na última vez que a vi e à sua irmã vocês ainda eram bebês. Sou Thanatos, deus da morte, como devem saber. Não sou um bicho-papão, afinal, sou ? Então, eu e minha colega Melinoe. Gostaríamos da ajuda de vocês. Bem, na verdade ela relutou muito em pedir a ajuda de mortais, mas como deuses não podem mais interferir em assuntos terrenos, era nossa única opção. Por favor, sentem-se para discutirmos o que ocorreu. - Ele bateu a bengala no chão e fez aparecerem duas poltronas de couro preto - E sugiro que não olhem muito para a minha... Bengala... Por favor. Então, meus jovens, o que vocês sabem sobre mortos-vivos?

Mortos-vivos? Não conseguia lembrar muitas coisas além de alguns filmes sobre zombies, tentei recordar algo para falar, mas May foi mais rápida.

- Bom, tio Thanatos. Posso chamá-lo assim? Não sei o por que você me escolheu para essa missão. Meu pai Hipnos possui filhos muito mais talentosos que eu. Mas respondendo sua pergunta, eu sei que eles são mortos que não tiveram descanso e voltaram à vida num tipo de transe. Normalmente perambulam sem rumo, geralmente a procura de vingança.

Levei o dedo aos lábios por um momento e comecei a pensar um pouco tentando ver se lembrava de algo mais do que as informações de May, mas nada vinha a minha cabeça naquele momento.

- Não sei nada além do que já foi dito por minha companheira de missão, senhor Thanatos... - Virei para a garota e deixei um sorriso sair - Mas... Deuses existem, tudo bem, agora Hades e os outros deuses do submundo não, desculpe-me, deveriam tomar conta dessas pessoas? - Logo depois que terminei de falar reparei a besteira que havia despejado.

Continuei a olhar para Thanatos e tomei a liberdade de sentar na cadeira de couro, segurei a mão de May e a puxei para sentar na sua no mesmo instante, não sabia o porquê daquilo, mesmo assim fiz isso e sentia-me um pouco mais confortável daquele jeito.


Considerar =3:
- Coração sombrio : Dificilmente você é intimidado com intimidações .
- Sangue Frio : O filho do medo nada tem a temer, muito pelo contrário. As outras criaturas é que costumam temê-lo.



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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Thanatos em Sex Out 19, 2012 7:29 am

Dylan se sentara em sua cadeira e puxara May para fazer o mesmo. Thanatos permanecia em pé na frente dos dois, com ambas as mãos em sua bengala, rígida no chão de madeira da grande casa. Pelo menos era o que os dois haviam visto antes de desviar o olhar e se sentar. Dylan só pôde ver o vulto de Thanatos se deslocando no espaço diretamente para a sua cadeira, de volta. Inclusive sua pose havia mudado. Dobrava uma perna em cima da outra e mantinha a bangala no colo. A cadeira, entretanto, estava agora voltada para ambos os campistas. Não só a dele, mas a de Melinoe também. A mulher, porém, continuava a observar o lado de fora, pela janela, observando uma chuva pesada que agora caía. Thanatos nada falou por um instante à respeito da pergunta de Dylan. Ele passou a mão no ombro de Melinoe e prosseguiu:

- Exatamente esse é um dos nossos problemas. Você vê, o sistema de transição entre a morte e a vida é algo bastante complicado. De fato, efetuar manualmente o desprendimento de uma alma do plano físico para o plano espiritual é algo que requer bastante energia. Para almas de semi-deuses, então, quebrar o vínculo de "imortalidade parcial" requer o triplo de energia. Essa energia, então, não vem de nós. Se viesse, nossas formas humanas seriam velhas e desgastadas e nosso poderes fracos e sem controle. É um sistema tão complicado que os próprios olimpianos tentaram destruí-lo e substituí-lo por qualquer outra coisa várias vezes, gerando guerras que não estão nos livros...

Ele tirou do paletó um relógio de bolso com a inscrição "βλέπω" no metal dourado. Ele abriu o relógio e segurou em sua corrente. O objeto logo formou uma imagem holográfica acima de si. Era a imagem de uma esfera azul esverdeada, brilhante, apoiada em uma base ornamentada daquelas dignas de decoração da catedral de Notre Dame. Estava quase totalmente rachada. Melinoe parecia ter voltado de seus profundos pensamentos e agora se dirigia ao campistas. Sua voz era áspera como deveria ser, mas passava um estralho calor. Era como se, ao falar, as suas palavras ficassem pra sempre marcadas a ferro quente na pele dos que ouvem. Apesar disto, era bastante feminina e um tanto quando fina.

- Foi por isso que Dionísio se meteu em nosso pedido. Para ele, Afrodite, Hermes e muitos outros, seria bom se o Omnifluxo fosse destruído. Eles não vêem que, se isso ocorrer, tudo perderá o equilíbrio e os deuses morrerão um por um... tão tolos que são...

Thanatos elevou sua voz e falou de um modo a interromper Melinoe. Dionísio parecia ter ignorado a ofensa. Talvez já tivesse cansado de ouvi-la nos momentos antes dos meio-sangues e Quíron chegarem na sala.

- Eu explico o que é isso. Tornando tudo simples e pulando os detalhes de como ele funciona, o que é a parte realmente complicada, o Omnifluxo é um conjunto de artefatos. São várias dessas esferas conectadas a fluxos de energia. Esses fluxos vão de uma esfera para todas as outras no mundo e para o submundo, formando uma enorme teia, a qual chamamos de fluxo principal. Vocês devem ter aprendido em algum lugar, talvez na escola, que a matéria possui energia. De fato, possui muita, mas a matéria viva, ligada ao espírito, possui muito mais. A energia de um humano comum, vivo, equivale a mais de cem bombas atômicas. O que as esferas fazem é coletar parcelas quase desprezíveis de energia de cada ser vivo da terra e usá-la para retirar a alma dos que morreram de seus corpos, mandando-as, através do fluxo, para o submundo. A parcela de energia drenada é tão pequena que é reposta logo em seguida por vocês. O problema é que uma estranha onda de energia vinda do submundo afetou três das esferas, localizadas na Índia. Devido a isso, não temos energia o suficiente para retirar a alma inteira dos corpos dos mortos... e eles não conseguem descansar em paz.

Uma vez mais calma, Melinoe agora voltava a falar, com sua voz ríspida, mas mais branda:

- Um humano pode ajudá-los. Ele conhece o Omnifluxo, pode ver através da névoa e sentiu o pulso de energia embaixo das terras da Índia. Ele pode dizer-lhes onde estão as esferas e como concertá-las. Argo já sabe onde encontrá-lo e está esperando vocês na colina. Peguem seus equipamentos e vão. Também nos retiraremos. Estamos, também, investigando o caso.

E, falando isso, estalou os dedos. Asas de morcego com comprimento de três metros a cercavam, formando um casulo que torcia rapidamente, afinando e desaparecendo. O mesmo fez Thanatos com suas asas de corvo. Foram movimentos rápidos, efetuados em menos de segundos. Para os campistas, nada mais restava a não ser confiar nas palavras dos dois e seguir com o plano. Dionísio se mantinha vermelho - ainda mais, se fosse possível - e calado. Quíron lhes fez um aceno com a cabeça, desejando boa sorte.


- O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela. -


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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Dakota L. Lumiére em Qui Out 25, 2012 8:26 pm

Eu continuava de pé encarando meu tio, até que Dylan me puxou pela mão para sentar na cadeira de couro a seu lado, o encarei e resolvi que deveria sentar a história e as explicações pareciam que iriam demorar. Fiquei quieta e presa em meus pensamentos, minutos depois o silencio da sala foi tomado pelas falas de Thanatos.

- Exatamente esse é um dos nossos problemas. Você vê, o sistema de transição entre a morte e a vida é algo bastante complicado. De fato, efetuar manualmente o desprendimento de uma alma do plano físico para o plano espiritual é algo que requer bastante energia. Para almas de semi-deuses, então, quebrar o vínculo de imortalidade parcial" requer o triplo de energia. Essa energia, então, não vem de nós. Se viesse, nossas formas humanas seriam velhas e desgastadas e nosso poderes fracos e sem controle. É um sistema tão complicado que os próprios olimpianos tentaram destruí-lo e substituí-lo por qualquer outra coisa várias vezes, gerando guerras que não estão nos livros...

Encarei o chão por vários minutos, ele não tinha dito o por que tinha me escolhido, e eu não iria mais tocar nesse assunto se ele me achava capaz quem era eu para duvidar de um deus. Juntei minhas mãos para tentar me acalmar e tentar não transpassar o medo que eu sentia, continuei muda e de cabeça baixa apenas ouvindo tudo o que era dito.

- Foi por isso que Dionísio se meteu em nosso pedido. Para ele, Afrodite, Hermes e muitos outros, seria bom se o Omnifluxo fosse destruído. Eles não vêem que, se isso ocorrer, tudo perderá o equilíbrio e os deuses morrerão um por um... tão tolos que são...

- Eu explico o que é isso. Tornando tudo simples e pulando os detalhes de como ele funciona, o que é a parte realmente complicada, o Omnifluxo é um conjunto de artefatos. São várias dessas esferas conectadas a fluxos de energia. Esses fluxos vão de uma esfera para todas as outras no mundo e para o submundo, formando uma enorme teia, a qual chamamos de fluxo principal. Vocês devem ter aprendido em algum lugar, talvez na escola, que a matéria possui energia. De fato, possui muita, mas a matéria viva, ligada ao espírito, possui muito mais. A energia de um humano comum, vivo, equivale a mais de cem bombas atômicas. O que as esferas fazem é coletar parcelas quase desprezíveis de energia de cada ser vivo da terra e usá-la para retirar a alma dos que morreram de seus corpos, mandando-as, através do fluxo, para o submundo. A parcela de energia drenada é tão pequena que é reposta logo em seguida por vocês. O problema é que uma estranha onda de energia vinda do submundo afetou três das esferas, localizadas na Índia. Devido a isso, não temos energia o suficiente para retirar a alma inteira dos corpos dos mortos... e eles não conseguem descansar em paz.

- Um humano pode ajudá-los. Ele conhece o Omnifluxo, pode ver através da névoa e sentiu o pulso de energia embaixo das terras da Índia. Ele pode dizer-lhes onde estão as esferas e como concertá-las. Argo já sabe onde encontrá-lo e está esperando vocês na colina. Peguem seus equipamentos e vão. Também nos retiraremos. Estamos, também, investigando o caso.

Thanatos e Melinoe tinham explicado quase toda a missão, o ponto chave era onde iriamos encontrar esse tal Omnifluxo. Fiquei um pouco mais calma, não adiantaria eu ficar nervosa. Me levantei e vendo quando os dois deuses foram embora vire para Dylan e disse.

- Pois é Dylan, agora e com nós dois. Te encontro na colina em meia hora.

Dito isso me retirei da sala indo até o chalé de Hipnos onde meus irmãos ainda dormiam, só consegui deixar um pequeno bilhete para eles avisando da missão, peguei minhas coisas e segui em direção a colina. A missão estava se iniciando. Thanatos e Melinoe dependiam de mim e Dylan, era agora ou nunca.




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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Dylan N. Deadsoul em Ter Nov 06, 2012 1:56 am

Thanatos deslizou de uma hora para a outra até seu assento, apenas uma imagem borrada pude ver antes dele novamente formar-se em sua poltrona. Continuava a fitar o deus esperando a sua resposta, sentindo apreensão caso ele achasse minha pergunta idiota ou não importante, fitei ele por um tempo encarando suas órbitas oculares da maneira mais profunda e respeitosa que podia por um breve momento o silencio tomou conta do local, o anjo da morte passou suas mãos pelos ombros da deusa dos fantasmas e então falou.

- Exatamente esse é um dos nossos problemas. Você vê, o sistema de transição entre a morte e a vida é algo bastante complicado. De fato, efetuar manualmente o desprendimento de uma alma do plano físico para o plano espiritual é algo que requer bastante energia. Para almas de semideuses, então, quebrar o vínculo de "imortalidade parcial" requer o triplo de energia. Essa energia, então, não vem de nós. Se viesse, nossas formas humanas seriam velhas e desgastadas e nosso poderes fracos e sem controle. É um sistema tão complicado que os próprios olimpianos tentaram destruí-lo e substituí-lo por qualquer outra coisa várias vezes, gerando guerras que não estão nos livros...

Suas mãos correram até os bolsos do paletó e ele retirou um relógio de bolso dourado, olhei para May e sua cabeça permanecia baixa, voltei meus olhos para Thanatos no momento em que ele segurava na corrente do relógio, formando uma imagem acima do seu corpo, um holograma. Mostrava uma esfera esverdeada, brilhante, apoiada sobre uma base ornamentada de estilo gótico. Estava rachada e parecia ser bastante valiosa por algum motivo. Melinoe parecia ter deixado seus pensamentos de lado e agora se dirigiu a nós.

- Foi por isso que Dionísio se meteu em nosso pedido. Para ele, Afrodite, Hermes e muitos outros, seria bom se o Omnifluxo fosse destruído. Eles não vêem que, se isso ocorrer, tudo perderá o equilíbrio e os deuses morrerão um por um... tão tolos que são... - sua voz passava uma sensação calma e ao mesmo tempo autoritária, ditas para nunca mais serem esquecidas, para ficarem conosco para o resto de nossas vidas.

Estranho era o Sr. D. quieto, calado, talvez estivesse guardado suas reclamações para si, sua raiva para ele mesmo... O que não era comum para o diretor do acampamento, recordei a expressão que ele possuía assim que chegamos May e eu, parecia raiva então para a nossa sorte ele já havia aliviado toda. Graças aos deuses não iríamos enfrentá-lo com raiva.

- Eu explico o que é isso. Tornando tudo simples e pulando os detalhes de como ele funciona, o que é a parte realmente complicada, o Omnifluxo é um conjunto de artefatos. São várias dessas esferas conectadas a fluxos de energia. Esses fluxos vão de uma esfera para todas as outras no mundo e para o submundo, formando uma enorme teia, a qual chamamos de fluxo principal. Vocês devem ter aprendido em algum lugar, talvez na escola, que a matéria possui energia. De fato, possui muita, mas a matéria viva, ligada ao espírito, possui muito mais. A energia de um humano comum, vivo, equivale a mais de cem bombas atômicas. O que as esferas fazem é coletar parcelas quase desprezíveis de energia de cada ser vivo da terra e usá-la para retirar a alma dos que morreram de seus corpos, mandando-as, através do fluxo, para o submundo. A parcela de energia drenada é tão pequena que é reposta logo em seguida por vocês. O problema é que uma estranha onda de energia vinda do submundo afetou três das esferas, localizadas na Índia. Devido a isso, não temos energia o suficiente para retirar a alma inteira dos corpos dos mortos... e eles não conseguem descansar em paz. - a voz de Thanatos passou por cima de tudo, jogando-me para fora de meus pensamentos de uma só vez.

- Um humano pode ajudá-los. Ele conhece o Omnifluxo, pode ver através da névoa e sentiu o pulso de energia embaixo das terras da Índia. Ele pode dizer-lhes onde estão as esferas e como concertá-las. Argo já sabe onde encontrá-lo e está esperando vocês na colina. Peguem seus equipamentos e vão. Também nos retiraremos. Estamos, também, investigando o caso.

Disse Melinoe e terminando com um estalar de dedos. Não acreditei nas asas de morcego, surgidas em suas costas, e muito menos nas de corvos, em Thanatos, apenas pude ver suas silhuetas desaparecerem em meio a todos. Agora o que nos restou era saber que deveríamos subir as colinas e encontrar Argo, depois o humano que nos mostrará as partes do Omnifluxo para serem concertadas por dois semideuses tecnicamente inexperientes. Voltei meus olhos para May um tanto inquieto, mas ela apenas levantou-se, virando para mim em seguida.

- Pois é Dylan, agora e com nós dois. Te encontro na colina em meia hora. - assenti positivamente e me levantei também. Cumprimentei Quíron e Dionísio e logo caminhei até o chalé de Phobos para arrumar o necessário para a missão.



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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Sharon H. Braddock em Ter Nov 06, 2012 1:10 pm

Lillith acordara tarde, naquele dia, e já havia perdido o café da manhã. Se bem que isso nem lhe importava, já que não era de comer quando acaba de acordar.
Sentou-se na cama, olhando ao redor... bom, o chalé de Macária nunca fora muito movimentado. Vez ou outra alguém entrava ali, fora os, no máximo, cinco filhos da deusa que habitavam o local aqueles tempos.
Suspirou, esfregou os olhos, espreguiçou-se e levantou-se, jogando os cobertores de tons claros para o lado.
Seguiu para o banheiro preguiçosamente, os pés mal levantavam-se do chão para seguir em frente.

Minutos depois, a filha de Macária saiu bem ativa. Vestia jeans escuros, sapatos all star, a camiseta laranjada do acampamento. Seus longos cabelos louros estavam em um rabo de cavalo no lado esquerdo de sua cabeça, preso com uma fita avermelhada que, de certa forma, combinava com os rabiscos de caneta vermelha nos seus sapatos. Seus olhos azuis e misteriosos brilhavam.

Lillith dirigiu-se para fora do chalé. Do lado de fora, vários campistas faziam suas atividades habituais, sempre bem aplicados.
A garota caminhou sem rumo por um tempo, até que veio de súbito a sua memória que deveria ir atrás de Quíron, para tratar do sumiço de sua amiga enquanto estavam a caminho do acampamento e dos estranhos sonhos que a semideusa tivera com ela.
Seguiu para a casa grande.

No caminho, percebeu o nervosismo de alguns semideuses... ouviu murmúrios, do tipo: "Será que eles sobreviverão?" e "Percy e Annabeth deveriam ir, eles têm mais experiência!" e também "Nossa, tomara que eles saiam bem, ouvi dizer que tudo será bem difícil...", mas Lillith limitou-se a franzir o cenho e seguir em frente, afinal, estava indo para a Casa Grande, se houvesse algo a ser descoberto, seria uma ótima oportunidade.

Enfim, havia chegado, uma construção azul e clássica, se erguia altiva. Vários andares a constituíam.
Estranho, pensou. Sr. D. e Quíron deveriam estar na varanda uma hora dessas.... Deu de ombros e adentrou. Nem Argos estava lá vigiando, o que era cada vez mais estranho.

Adentrei o local, a sala estava fazia, como esperado pela garota.
Seu olhar correu para a lareira que crepitava, o único barulho no local.
Caminhou até o corredor e escurou sussurros de pessoas conversando em uma das salas, provavelmente Quíron e Dionísio.
Sem fazer barulho, caminhou cautelosamente até a porta e encostou o rosto na porta de madeira da cor do âmbar.
Lillith nunca fora bisbilhoteira, mas algo ali dentro chamara sua atenção: havia mais pessoas lá.
Ouviu a voz de duas mulheres, a de uma era ríspida e séria. A da outra, que provavelmente era mais jovem, era calma e serena, tranquila, transmitia uma sonolência que levou a filha de Macária a acreditar que era uma semideusa, filha de Hipnos. Haviam outras vozes além das do Sr. D e de Quíron. Duas a mais, a de um garoto, que transmitia um certo medo... medo a quem ouvia, e outra, de um homem que parecia bem mais velho, e era fria como a morte.

A garota tentou ouvir mais alguma coisa além, mas o assunto parecia confuso para quem acabara de chegar. Falavam sobre mortos-vivos, ou algo parecido.

- Pois é, Dylan agora é com nós dois. Te encontro na colina em meia hora. - A voz da garota mais nova soou. Lillith rapidamente pôs-se de pé e saiu o mais rápido e silenciosamente possível do local, dirigindo-se de volta ao seu chalé, um tanto boquiaberta.
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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Thanatos em Qua Nov 07, 2012 7:29 pm

Agora que haviam sido informados daquela curiosidade intrínseca na vida dos mortais, o omnifluxo ou seja lá o que Thanatos e Melinoe haviam falado, Dylan e May sentiam na sua carne. A alção daquela teia de energia retirando parcelas pequenininhas de sua energia vital, que logo era reposta para ser retirada de novo. Sentiam como se fosse um pulsar similar ao seu coração, mas inaudível aos ouvidos, apenas à mente e alma. Quer pensassem que aquilo fosse uma boa ideia, quer apoiassem os olimpianos para que todo o sistema fosse destruído e substituído por outra coisa qualquer, os dois tinham uma missão. Não só eles tinham esse novo sentimento mas Lillith também. A filha de Macária carregava agora uma informação adicional com ela. O problema era simples: Ela não devia saber disso. Era exatamente isso que passava na cabeça de Melinoe.

-------------------------------------------------------------------------------------------

No submundo, já no salão do castelo de Hades, estavam três deuses reunidos. Ambos os três não tinham mais suas aparências humanas e, livres de qualquer mortal, mostravam-se do jeito que eram. Embora as trevas do local cobrissem muitos detalhes, podia-se perceber um homem alto e, de certa forma, magro. Ele tinha seis asas de corvo nas costas e um grande manto negro sobre o corpo. A capa desfiada se confundia com as próprias sobras e seu capuz deixava à mostra, de seu rosto, apenas um maxilar puramente de ossos e olhos vermelhos-sangue, brilhando com uma aura estranha. Ele alisava uma foice mais alta que ele enquanto mirava seu irmão gêmeo, ao lado. Também envolto pelas sombras, era uma figura alta, de mesmo tamanho que a anterior, e mais forte. Tinha seis asas brancas como neve, que soltavam uma aura amarelada, com semblante de areia. Eram como grãos que caíam das suas penas e sumiam antes de tocar o solo. Usava também um manto, mas esse era claro e não havia capuz. Seus olhos eram ora azulados, ora dourados, com o mesmo brilho do irmão. Seu cabelos loiros davam um contraste com o ambiente. Por último, uma mulher, ainda mais envolta nas sombras que os últimos dois. Ela tinha um só par de grandes asas de morcego, que faziam barulhos surrealmente bestiais ao se mexerem. Seus chifres negros curvados para frente saíam da cabeleira verde clara e os olhos também vermelhos brilhavam no escuro.

- Ela não deveria saber de nada disso. A missão foi dada especificamente para aqueles dois. São eles os destinados a salvar o fluxo. Qualquer outros que mandemos serão levados à destruir tudo ao invés de proteger.

- Acalme-se, Melinoe. Você me dá sono... A garota terá seu papel, tudo foi programado. Minha filha encontrará seu destino na casa do humano Phillip e o filho do medo fará as decisões certas. Deixe-a viva.

- Então a decisão é essa. Me assegurarei de que ela acate ao seu destino. Torçamos para que você esteja certo, irmão.

-------------------------------------------------------------------------------------------

Lillith tentou correr para o chalé de Macária. Ela tentou abrir a porta e também tentou chamar seus irmãos. Nada se ouvia. Eles não iriam abrir a porta. Após alguns minutos ela já se perguntava se eles sequer a estavam ouvindo. Olhou pela janela, estavam muitos lá. Bateu no vidro e nada se ouvia deles. Era como se não a vissem ou ouvissem. Atrás dela uma figura se fez aparecer. Era um boneco de tecido preto, com botões vermelhos no lugar dos olhos e uma costura branca como boca. Ela não tinha como ter certeza, mas sabia que ele a encarava. Tinha exatamente a sua altura e se mantinha em pé por alguma força estranha da natureza. Estático, ele emitiu voz. Sua boca não mexia, mas a voz saía. Medo puro e forte emanava daquele boneco.

- Lillith. Chegou aos ouvidos do submundo que você ouviu coisas às quais não tinha a permissão de ouvir. A punição para isso é a morte. Morte.... Entretanto algo mais importante precisa ser feito. Você acompanhará os dois meio-sangues em sua aventura. Pegue suas coisas e vá, também, até a colina. Seus irmão irão ouvi-la e vê-la agora. Adeus.

O boneco simplesmente sumiu da frente de Lillith, fazendo um barulho de ruído, estática de televisão. Era como se, em uma fita de vídeo, tivessem cortado a parte aonde ele se retirava. Ele estava lá e, agora, já não estava mais. A garota sabia qual era seu destino agora. Talvez, se ela não o cumprisse ou se recusasse, a pena secundária fosse aplicada e seu espírito para sempre iria vagar pelo submundo. Era melhor ir, então.

-------------------------------------------------------------------------------------------

May e Dylan chegavam na colina. Ambos estavam equipados com todo o seu armamento especialmente escolhido para a missão. Argos esperava os dois ao lado do carro. A colina tinha uma espécie de garagem para o carro de Argos, bem como uma estrada partindo dela. Era a trilha que Argos fazia para sair em qualquer avenida pelas redondezas de Nova York. Assim que se aproximaram, o monstro estendeu a mão ao dois. Talvez fosse cordial assim sempre, talvez soubesse que os dois estavam em uma missão muito difícil e arriscada e, assim, desse suas condolências adiantadas pela morte dos dois. Ninguém sabia. Quando perguntaram-no se iriam sair logo, apenas balançou a cabeça e disse:

- Estamos esperando a terceira campista. Acabei de receber a mensagem de Quíron.



Obs 1 : Postem os itens que estão levando em spoiler no proximo post.
Obs 2 : Lillith, pode postar já entrando no carro. Você será a primeira a postar, logo após May e Dylan (Ordem tirada nos dados).


- O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela. -


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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Sharon H. Braddock em Qui Nov 08, 2012 5:26 pm

Lillith dava passos apressados. Olhava para trás, de vez em quando, para certificar-se de que ninguém a vira saindo da Casa Grande.
Deveria agir naturalmente, afinal, não podia deixar que os outros semideuses perceberem seu nervosismo.

Enfim, chegou ao chalé. As mãos frias correram na maçaneta que não se movia. A garota chamou pelos seus irmãos mas nenhuma resposta veio de volta.
Caminhou até a janela e bateu no vidro. Uma, duas, três vezes, mas nada de perceberem sua chegada.
- Era só o que me faltava. - Murmurou, impaciente.

Lillith já havia desistido do chalé. Iria para o refeitório, ou até mesmo para a floresta, tentar esclarecer as coisas que corriam em sua mente como raios bravos.
Virou-se e assustou-se com o que se materializara atrás da garota. Um boneco, feito de tecido negro, estava em pé. Tinha exatamente a sua altura. Seus olhos eram dois botões vermelhos e sua boca era uma costura branca... parecia mais um espantalho da fazenda de seu avô paterno.

A filha de Macária estava sem fala, claro, poderia ser uma brincadeira de mal gosto? Provavelmente. Um filho de Hermes já havia aprontado com ela, mas mudou de opção quando o boneco começou a emitir uma voz. Sua boca não se mexia, mas Lillith sabia que a voz vinha do boneco.
- Lillith. - Começou ele.- Chegou aos ouvidos do submundo que você ouviu coisas às quais não tinha a permissão de ouvir. A punição para isso é a morte. - Neste momento, o coração de Lillith quase saiu pela boca. Suas mãos ficaram mais frias do que já estavam e sua expressão ficou pálida.- Morte.... Entretanto algo mais importante precisa ser feito. Você acompanhará os dois meio-sangues em sua aventura. Pegue suas coisas e vá, também, até a colina. Seus irmão irão ouvi-la e vê-la agora. Adeus. - E o boneco sumiu, deixando um ruido. Lillith estava sem falas... afinal, quem não ficaria?

Virou-se para a entrada do chalé. Estava pálida e gelada, como uma morta.
Dirigiu-se até sua cama, sem sequer dar uma palavrinha com os demais no ambiente.
Arrumou suas coisas em uma mochila roxa, com vários bolsos e compartimentos. Pegou suas armas: o Katar e o Escudo, ambos presentes de sua mãe, e a adaga que recebera quando chegara no acampamento.

Após arrumar tudo, seguiu para a saída. Ainda estava perplexa, mas entendia o que havia feito, e teria de lidar com as consequências.

Seus passos lentos a levaram direto para a colina. No topo, estavam os semideuses que iriam na missão. Argos esperava perto do carro, seus olhos pelo corpo todo chegavam a fazer Lillith rir, mas ela não estava, digamos, em um de seus melhores momentos. Seguiu para perto dos outros.

- Sou Lillith, a semideusa que irá acompanhar vocês na missão. - Disse ela, um tanto desconfortável.
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• Adaga de bronze [inicial]

• Dark-Stalker: Um pingente em forma de caveira que quando arrancado do seu pescoço, Transforma-se num katar longo e negro feito de ferro estígeo {by Macária}

• Dark-Defense: Uma bússola de cor negra, que quando ativada, transforma-se num escudo negro e grande, que cobre todo seu corpo, mas ao mesmo tempo é totalmente leve. {by Macária}


Última edição por Lillith C. Stoker em Sab Nov 10, 2012 1:36 pm, editado 1 vez(es)



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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Dakota L. Lumiére em Sab Nov 10, 2012 1:00 pm

Era um lugar a céu aberto, parecido com uma arena gigantesca. Eu estava de pé. No fundo, grandes olhos negros brilhavam. Gotas de suor escorriam pelo meu rosto e caiam no chão. Olhei fixamente em direção aqueles grandes olhos. Pensei em partir para o ataque, mas eu parecia não ter controle sobre meu corpo, aquela coisa agora se aproximava de mim parecia querer meu sangue, comecei a sentir medo. Eu iria morrer.

Abri os olhos. Eu agora estava caida no chão, ao lado da minha cama. Para minha sorte aquilo tudo fora um sonho. Pensei em voltar para a cama e tentar saber o fim daquele pesadelo, mas meus planos foram interrompidos quando ouvi estranhos barulhos vindo da porta. Levantei-me rapidamente e virei para a porta, lá estava um de meus irmãos me encarando. Eu tinha esquecido completamente que iria encontrar Dylan na colina, mas eu precisava daquele cochilo.

Dirigi-me até minha cama e puxei minhas armas que estavam em um armário em cima da mesma. De lá, retirei tudo o que tinha, eu já tinha deixado mais ou menos preparado tudo, era só pegar e partir. O chalé de Hipnos estava bem cheio, mas quase todos se encontravam dormindo meus irmãos eram assim, estava um silêncio tão grande que não se ouvia nem um alfinete caindo. Troquei de roupa, vestindo uma calça jeans, all star preto, uma camisa branca e uma jaqueta por cima.

Peguei tudo o que precisaria, respirei fundo, sorri e deixei o chalé, indo a caminho de onde o Dylan me esperava. Eu estava preocupada com toda aquela situação, eu nunca tinha participado de uma missão antes e essa era bem importante. Agora não dá mais para voltar por que eu tinha aceitado aquilo, pensei. Engoli em seco, o medo começava a tomar conta de mim. Nosso futuro iria ser decidido naquela missão, foi o que me deu animo para continuar.Andei mais um pouco e chegando na colina, olhei para ele e disse.


- Estou pronta Dylan, vamos?

Eu ia entrar no carro quando fui surpreendida pela terceira campista se aproximando de nós dois. Bem que Argo havia dito que teríamos mais uma ajuda, isso era bom. A encarei e prestei atenção atentamente ao que ela disse.

- Sou Lillith, a semideusa que irá acompanhar vocês na missão

- Prazer Lillith, sou Mayla mais todos me chamam de May. Seja bem vinda.

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★ Espada Astral (Espada dourada, extremamente leve e maleável, que pode ferir mortais ou imortais e até mesmo danificar fantasmas e espíritos){By Hipnos}

♡ Bien-Aimé- um conjunto (composto por uma camisa rosa, uma saia lilás e uma diara com pequenos diamantes). Vira uma armadura toda feita de couro que cobre totalmente o corpo do dono e é muito leve, pesando apenas algumas gramas. (by Tio Love - obrigado pela ajuda M.)

☼ Lâmina Luminosa: Espada de lâmina fina e brilhante, totalmente feita de ouro. Seu pomo possui o símbolo do sol e quando entra em contato com a luz deste consegue redirecionar seus raios.

☼ Capa de Hélios: Uma capa real de tecido forte e resistente. Além de aprimorar as habilidades do paladino, emite um brilho intenso que pode impressionar e intensifica-se de acordo com o contato com a luz solar..




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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Dylan N. Deadsoul em Sex Nov 16, 2012 5:22 pm

Bem... Pelo visto eu não precisaria ir ao treino agora, tinha que partir para a Índia com uma filha de Hipnos e procurar por um objeto chamado Ominfluxo. Tudo o que rondava minha mente era o que aconteceria na missão, como seria e se sairia vivo dela. Tinha minhas dúvidas como qualquer pessoa teria sendo inexperiente. Saia da casa grande pensando nisso. Mesmo que tentasse esquecer tudo voltava a minha mente, de uma única vez fazendo eu não conseguir parar de pensar nisso... Vi May caminhando para fora da casa grande e depois de um tempo parti em direção ao chalé de Phobos.

Sentei a beira da cama com minha mente ainda nas instruções que recebemos para a missão. Deitei esperando a meia hora passar, cada segundo parecia demorar horas para seguir e assim eu fiquei deixando o tempo seguir. Fechei meus olhos por alguns instantes relaxando corpo e mente juntos até que levantei. Não deviam ter se passado muitos minutos. Arrumei uma mochila cinza com algumas roupas e a joguei por cima dos ombros caminhando até minha lança e meu escudo, apertei a minha cintura logo sentindo a adaga de bronze que havia recebido pouco antes de chegar ao acampamento encostando em um corte meu. Uma onde elétrica percorreu meu corpo, me enfraquecendo e energizando-me novamente trazendo as lembranças do que causou as feridas. Arrumei a mochila nas costas e a adaga na minha cintura, partindo em seguida após apanhar a lança e o escudo.

Cheguei a colina e cumprimentei Argos, seus vários olhos reviraram-se até o meu corpo e ele apenas gruniu, era dele não falar nada e ser completamente silencioso, em todos os aspectos. Olhava para fora do Camp, esse era o limite que podíamos ir antes dos monstros sentirem nosso aroma divino e terem a louca vontade de atacar, sorri fitando o horizonte e esperando May. Assim que ouvi sua voz soltei um sorriso leve e a virei para a sua direção.

- Estou pronta Dylan, vamos? - ela disse começando a entrar na van, mas foi surpreendida por uma outra garota nossa companheira de missão.

- Sou Lillith, a semideusa que irá acompanhar vocês na missão. - olhei para a garota e soltei um sorriso leve, já iria apresentar-me quando May falou mais rápido.

- Prazer Lillith, sou Mayla mais todos me chamam de May. Seja bem vinda. - virei para May e logo depois para Lillith.

- Prazer Lillith, sou Dylan... Boa sorte para nós... - disse sorrindo de uma maneira simpática e convidando-a a entrar para logo depois eu seguir pra dentro do veiculo.


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♠Escudo Fóbico - Escudo de ouro extremamente resistente que tem sua parte frontal espelhada. O escudo reflete sempre os maiores medos do observador.

♠Lança Amedrontadora - Uma lança longa leve e maleável com a ponta afiada de bronze celestial, a cada corte por ela desferido o ferido torna-se mais amedrontado.



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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Thanatos em Sab Nov 17, 2012 12:44 pm

E assim se atiravam três campistas inexperientes em uma missão que até os deuses julgavam de grande importância. Claro, uns julgavam importante proteger, outros destruir, mas isso não vinha ao caso naquele dado momento. E qual momento seria esse ? Lillith, Dylan e May sentados no carro com Argos. Dylan ia na frente, ao lado do monstro. Sabia que pelo menos três ou quatro de seus olhos o mirava, enquanto os outros dividiam sua atenção entre a pista, os retrovisores e olhadinhas ocasionais no contador de gasolina. Até hoje ninguém naquele acampamento sabia de onde vinha a gasolina do carro de Argos. Quem sabe ele mesmo não parava de vez em quando em qualquer posto de gasolina nas redondezas e abastecia? Afinal, ele era um monstro e a névoa devia acobertá-lo também.

Voltando para a recém formada equipe, percebemos a tensão que há entre os mesmos. Por mais que eles conversassem de vez em quando ou soltassem uma piada ou fofoca, todos sentiam o mesmo medo. Medo e ansiedade faziam uma verdadeira festa na cabeça daqueles três adolescentes. Não sabiam o por quê de terem sido escolhidos, tampouco confiavam nos próprios tacos para tal missão, mas teriam de aprender a confiar não só neles mesmos, mas uns nos outros. Argos fazia curvas bastante estranhas, entrando em vielas que os três desconheciam. Natural, já que Nova York não era assim tão pequena. Argos, depois de meia hora de viagem, parou o carro em uma rua. Era uma rua domiciliar, daquelas levemente ingrimes. Ela era mais parecida com um condomínio aberto. Árvores grandes davam um verde bonito ao ambiente e todas as casas eram parecidas, mudando só detalhes como a pintura e as decorações. Não parecia ser muito atravessada por carros, visto que as crianças brincavam sem um pingo de preocupação nas ruas. Argos só sorriu para os três:

- Chegamos. Espero que estejam preparados. Me disseram que esse mortal não tem o juízo no canto certo.

E, quase expulsando os três do seu carro com aquele olhar - ou melhor, olhares - Argos pisou fundo no acelerador e desapareceu na esquina mais perto. Eles podiam jurar ter ouvido o grito bem mal-educado de algum pedestre enfurecido por conta da velocidade e do total descuido e descaso de Argos. Afinal, ele não deixava de ser um monstro.

A casa à frente do trio era de um marrom desgastado. A pintura pendia nas tábuas de madeira das paredes. Trepadeiras subiam por alguns cantos da casa. Talvez fossem parte da decoração, tirando o fato de estarem quase entrando pelas janelas. Essas, no caso, eram cobertas com um fumê bastante escuro. Junto à grama do jardim da frente haviam algumas placas de madeira quebradas. "Fiquem fora", "Meio-sangues, unam-se!", "Parem de fazer barulho, pestinhas". Era um ambiente bem típico de filmes de terror e suspense, não fossem os flamingos rosas de cera super bem cuidados, ao contrário do resto da casa. A porta era toda pintada de branco e tinha uma campainha manual moldada em cobre. Era uma cabeça de leão segurando uma argola, clássica. Quanto aos três, não precisaram pensar muito no que fazer. A pessoa que os ajudaria estava dentro daquela casa, os esperando. De fato, o doutor Halpern mal podia se conter de ansiedade, assim como os campistas. Já os podia ver pela janela fumê, sem que eles percebessem. Assim que tocassem a campainha, ele iria atendê-los e convidá-los para entrar com um "Olá! Estava esperando por vocês! Por favor entrem e fiquem à vontade, vou preparar um chá."

maçaneta:



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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Sharon H. Braddock em Sab Nov 17, 2012 6:19 pm

As mãos de Lilly estavam meio que tremendo. Ela nunca fora em uma missão antes. Não foi por falta de possibilidades, pois o acampamento sempre esteve cheio de missões desde que chegara lá, há mais ou menos um mês, mas sim porque ela tinha um certo medo. Não gostava do mundo a fora desde que seu pai foi morto, quando a garota tinha 5 anos. E sua família adotiva também. Ela evitava o máximo sair daquele lugar e se achava muito medrosa por causa disso. Você não deveria ter ouvido aquela conversa, Lillith. Não devia! Ela se repreendia sempre que pensava na situação em que se metera.

Logo depois que os semideuses que iriam juntos na missão foram devidamente apresentados, Lillith entrou no carro de Argos, sentando-se junto a Mayla no banco de trás.
Dylan sentara no banco da frente, ao lado do motorista.
Argos era capaz de olhar para cem coisas ao mesmo tempo. Seus vários olhos espalhados pelo corpo faziam a filha de Macária imaginar coisas grotescas que nem ela mesma acreditava que pudesse imaginar.

Lillith voltou sua atenção para o que se passava lá fora, olhando pela janela do veículo. Argos, com certeza, praticamente voava naquele carro. A alta velocidade só deixava Lilly ainda mais ansiosa. O que iria acontecer com ela? Sairia viva da missão? E seus companheiros? E se houvesse brigas entre eles? E se eles tivessem de se separar? Todas essas perguntas se amontoavam na mente da garota, cuja respiração ficava cada vez mais profunda.

Os três semideuses conversavam, de vez em quando, faziam piadas, descontraíam-se, mas nada tirava o medo que Lillith tinha dentro de si. Aquele sentimento, após um tempo, passou a ser aceitado pela garota, afinal, ela não poderia fazer nada, não sabia o que aconteceria...

Após algum tempo, Argos parou o carro em uma rua. O local parecia um condomínio aberto, igual ao que Lillith morava com a família adotiva quando tinha 15 anos.
O ambiente era lindo, enfeitado por árvores que davam um toque especial no local. As casas eram um tanto iguais, mudando somente alguns detalhes.
A rua era calma, não parecia que carros passavam por ela, já que crianças brincavam por lá. Alguns descendo a rua ingrime com um patinete, outros andando de skate, enfim, brincavam despreocupadas. Argos virou-se para Dylan, Mayla e Lillith e disse:
- Chegamos. Espero que estejam preparados. Me disseram que esse mortal não tem o juízo no canto certo.
As palavras do monstro fizeram Lilly esboçar um sorriso, lembrando-se do que seu pai dizia...
- E pessoas assim são as melhores do mundo. - Sussurrou quase que para si mesma, lembrando com exatidão a voz rouca do pai.

Após saírem do carro, quase que expulsos por Argos, o monstro pisou fundo e saiu voando, figurativamente, e sumiu na esquina mais próxima. Ele quase atropelara um pedestre, que respondeu com um grito mal-educado. Lilly revirou os olhos e virou-se para a casa.

A casa parecia bem velha. Sua tintura marrom estava desgastada. Parecia bastante descuidada, pois trepadeiras subiam por ela, quase invadindo as janelas e porta.
Lillith prestou bastante atenção nas placas fincadas no gramado em frente a casa. "Fiquem fora!", "Meio-sangues, unam-se!", "Parem de fazer barulho, pestinha!". Ok, aquilo até poderia ser normal... mas espere. Meio-sangues? Lillith passou o dedo pela placa, tentando examiná-la. Como assim "Meio-sangues, unam-se!" ? O mortal sabia sobre o acampamento? Sabia sobre os deuses? Sabia sobre aquele... outro mundo? Bom, seja lá o que for, a placa ordenava que os semideuses se unissem.
- Hum... estranho. - Disse para si mesma. Deu de ombros e continuou o caminho até a porta de entrada.
Flamingos muito bem cuidados davam um ar mais bonito para aquela residência, e era a única coisa que estava bem cuidada naquele local.

Os três chegaram na porta, cuja pintura era branca. A campainha era manual modelada em cobre... uma cabeça de leão segurando uma argola... típico de filmes.
Lillith olhou para os demais, erguendo uma sobrancelha. Sua mão correu até a campainha e a tocou. Ela sabia que o mortal que iria ajudá-los estava ali dentro, esperando por eles.



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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Dakota L. Lumiére em Sex Nov 30, 2012 8:33 pm

Eu fiquei calada por um tempo. Prestando atenção em minha volta mas presa em meus pensamentos. Era uma situação completamente nova para mim, me sentia confusa. Despertei dos meus pensamentos quando vi que já estávamos chegando. Aonde? Eu não sabia.

Notei que Dylan e Lilith vieram quase a viagem toda conversando, eu já não tinha tanto animo para conversas. Eu estava com um pouco de medo não iria me enganar. Será que iriamos conseguir ir até o fim da missão ou o que encontraríamos lá? Eram perguntas quem rondavam minha mente, mas elas não tinha respostas e eu tremia só em pensar o que iria acontecer.

Olhei em minha volta tudo estava tão difícil. A missão iria iniciar é agora não tinha mais volta, pensei. Encarei os semideuses e volte a olhar pela janela do carro, havíamos chegado. A casa parecia bem velha. Sua tintura marrom estava desgastada. Parecia bastante descuidada, pois trepadeiras subiam por ela, quase invadindo as janelas e porta.

Saímos do carro quase expulsos por Argo, prestei atenção em cada movimento e objeto a minha volta. Junto a Lili e Dylan fui até a porta da casa, voltei a olhar para os semideus e esperei que eles tomassem uma providência, foi que a filha de Macaria tocou a campainha

Um silêncio se seguiu, eu olhei para os outros dois semi-deuses parecia que todos os três estavam paralisados, não sabíamos o que sairia daquela porta ou o que descobriríamos ali, só que tinha alguém nos esperando.


ps: Me desculpem pelo post pequeno, mas foi o que meu punho permitiu que digitasse, sei que ta ruim mais vai melhorar, ja estou melhorando dos ferimentos é só.




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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Thanatos em Sab Dez 08, 2012 9:01 pm

O senhor que abriu aquela porta parecia ofegante. Mal a campainha havia sido tocada e a porta batida, seus pés já haviam dado largas passadas escadas abaixo e suas mãos deslizado para a maçaneta velha e enferrujada. A porta, também, abriu em uma velocidade espantosa para os semideuses, fazendo um rangido que podia ser ouvido a quarteirões dali. Halpern correu os olhos pelo trio, como quem contava quantos haviam, ao mesmo tempo que os olhava sério, como se tentasse identificá-los. Seu sorriso se abriu largo e, ainda nervoso, ele olhou para os dois lados da rua, repetidamente. Ele fechou um pouco mais a porta e, finalmente, voltou a se virar aos garotos, quase cochichando:

- Eu esperava por vocês. Por favor, entrem.

E, assim, ele fechou a porta, sem trancá-la. Os três podiam ouvir barulhos de passos rápidos adentrando a casa. O doutor havia corrido para dentro de seu lar, buscando a maior segurança possível. Nenhum dos três tinha ideia de quem seria aquele homem e nem mesmo o porquê dele agir daquele modo. O jeito seria confiar na missão dada pelos deuses e entrar na casa. Lillith se mantinha insegura e assustada, mas não era diferente com nenhum dos outros dois meio-sangues. May também estava do mesmo modo, porém mais segura por ter sido genuinamente escolhida para a missão, junto a Dylan. O filho de Phobos estava observando tudo, mesmo que com um sentimento pesado e indescritível sendo carregado no peito. Mal sabiam eles que, ao entrar nessa casa, a vida deles mudaria completamente. Especialmente a das duas garotas.


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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Sharon H. Braddock em Dom Dez 09, 2012 11:21 am

Não demorou muito para que a porta fosse aberta. O homem que a abriu parecia cansado, estava ofegante, como se tivesse percorrido um longo caminho para chegar ali.
A porta abriu-se com um rangido alto, que poderia ser escutado até mesmo nas casas vizinhas, o que era incômodo para a quietude que pairava por lá.

O senhor examinou cada um. Seus olhos cansados corriam pelos semideuses, como se estivesse contando quantos haviam ali. Sua expressão era séria. Mas logo no lugar de uma cara ranzinza, abriu-se um sorriso acolhedor. O senhor olhou para os lados da rua repetidamente. Deveria estar procurando algo... ou alguém. Ele parecia realmente nervoso, pelo menos aos olhos de Lillith.

- Eu esperava por vocês. Por favor, entrem. - Disse, voltando sua atenção para os jovens.

Todos entraram. Lillith murmurou um "Com licença" desajeitado ao entrar, e o homem fechou a porta atrás dos três.
Ele era rápido. Adentrou de volta para sua casa, como quem foge de algo e busca segurança dentro do lar.
A filha de Macária estava confusa. Não sabia quem era aquele senhor e muito menos, o porque dele agir daquele jeito; tão... estranho.
Olhou para Mayla, com o canto do olho. Ela confiava naquela filha de Hipnos.

Lilly olhava ao redor. Estava insegura e sentia medo, mas não gostava que os outros percebessem. Nunca gostou. Ela sempre estava pronta a parecer confiante, até mesmo quando está morta de medo. "Medrosa" era um título que ela esperava nunca ter.
A única saída era confiar na missão.

Lillith virou-se para o senhor, estendendo a mão direita para cumprimentá-lo, e disse, sorrindo:
- Me chamo Lillith, senhor. Lillith Strawberry.



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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Thanatos em Ter Dez 18, 2012 12:10 pm

O senhor a encarava com os olhos brilhando de felicidade. Enfim suas preces por ajuda haviam sido atendidas. Um meio-sangue apenas já era o suficiente para que suas esperanças tivessem um sentido, mas três eram, de fato, um milagre dos deuses. Ele estendeu sua mão para a moça, tão jovem e bela, para a loira que a acompanhava, também linda, e para o rapaz, que parecia forte e nobre. Pigarreando um pouco e se concentrando para manter a calma, o homem falou, em uma voz firme, que dava para os três a impressão de ser uma nova pessoa.

- Sou o doutor em simbologia e misticismo Phillip Halpern. Por favor, me acompanhem até o meu escritório para que eu possa explicá-los direito a situação.

E, chamando-os com um aceno de mão, o doutor começou a caminhar pelo corredor à direita da sala. No fim do mesmo, ele abriu uma porta de madeira com detalhes em ferro. O cômodo era magnificamente antigo, rústico e encantador ao mesmo tempo. Abarrotado de estantes e prateleiras com diversos papiros e documentos antigos, Halpern fazia inveja a qualquer museu mundialmente conhecido. Guardado em seus móveis, alguns expostos à poeira e à luz direta do sol - que entrava pelas frestas das janelas acortinadas com madeira - e alguns cobertos por redomas de vidro e caixas das mais variadas cores, formas e materiais. Lilly, May e Dylan viam mapas emoldurados nas paredes, pedras brilhantes e ídolos de ouro expostos em pedestais e cobertos por vidro, além dos mais variados títulos de livros. Halpern mantinha sobre a mesa do escritório um livro fora do lugar, que ele logo tratou de devolver à prateleira. Tratava-se de uma cópia muito antiga da Ódisséia, de Homero. "Uma das primeiras cópias lançadas, bem antes de cristo, ainda em grego", disse o doutor com um sorriso no rosto.

Quando voltou, ele puxou de sua escrivaninha um pequeno caderno de anotações, folheando-o rapidamente. Sua expressão tinha um ar visível de estudo. Era como se a vida toda daquele senhor tivesse sido voltada, com sucesso, para o estudo das mais diversas artes e magias arcaicas do homem. Finalmente ele parou em uma página. Arrumando os óculos no rosto e mostrando para os três semi-deuses, ele apontou um desenho de uma grande esfera, sustentada por pedais pelos quais passavam tubos. Do lado do desenho haviam algumas anotações, mas a letra do doutor era, realmente, muito difícil de ser entendida. As palavras "fluxo de vida", porém, podiam ser claramente vistas.

- Creio que, quem quer que os tenha mandado para cá, já tenha explicado em detalhes o que ocorreu de errado com esse.... ahm... não sei... sistema de fluxo energético. Meu papel aqui é o de os guiar pelo caminho até lá, pois sei exatamente aonde ocorreram as falhas e como chegar lá. Bem, começando... o aparelho, essas esferas, estão todas no subsolo. As entradas são por algumas cavernas e, em alguns casos, apenas cavando para se chegar lá. O bom é que estão todas ligadas por o que parecem ser portais. Pelo que eu sei, existe um sistema interno de reparo, mas precisamos chegar bem perto das esferas para isso. Eu não consegui fazer isso pois, quanto mais perto eu chegava, mais fraco eu me sentia. Minha visão chegou a turvar e eu suava frio. Não sei o por quê ainda, mas suspeito que o sistema estivesse se protegendo e roubando minha força vital para ele mesmo. Isso é tudo o que sei... alguma pergunta ?


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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Sharon H. Braddock em Ter Dez 18, 2012 2:51 pm


O homem cumprimentou cada um dos semi-deuses, sorrindo e com os olhos brilhando de felicidade.
- Sou o doutor em simbologia e misticismo Phillip Halpern. Por favor, me acompanhem até o meu escritório para que eu possa explicá-los direito a situação. - O doutor pigarreava enquanto falava, mas tinha uma voz firme e forte que fez Lillith levantar as sobrancelhas. Agora o homem parecia bem mais confiante.

Phillip os guiou por um corredor e, no fim do mesmo, abriu uma porta de madeira com detalhes em ferro. A casa parecia um cenário de filmes, assim pensou a filha de Macária.
O cômodo que parecia ser o escritório do sr. Halpern fazia os olhos de Lilly brilharem. Era antigo, rústico e encantador, e a garota simplesmente era apaixonada por coisas assim.
A sala era abarrotada de estantes cheias de documentos antigos, livros e outras coisas que Lillith nunca havia visto em nenhum museu que já visitara.

Conforme andava, mais largo o sorriso nos lábios da garota ficava, vendo todas aquelas relíquias e, sem dúvida, gostaria de examinar uma a uma.
Desde de mapas emoldurados nas paredes, pedras brilhantes e ídolos de ouro, até os mais variados livros que podem ser encontrados.
Antes de ser devolvido ao seu lugar na prateleira, Lilly viu um livro sobre uma mesa, e logo pôde reconhecer o título. "A Odisséia", que tratava das aventuras de Ulisses, se não lhe falhava a memória. Seu pai costumava a ler fragmentos para fazê-la dormir, quando era pequena.

Phillip voltou ao encontro dos jovens, e, pegando de sua escrivaninha um pequeno caderno de anotações, começou a folheá-lo. Olhando-o atentamente, a filha de Macária o comparou com um filho de Atena. Tinha um ar de estudo enquanto folheava o caderninho, até que parou em uma página.
Arrumou seus óculos e mostrou aos três uma imagem. Era uma grande esfera, sustentada por pedais pelos quais passavam tubos. Havia anotações ao lado do desenho, mas a letra do senhor era difícil de entender. Porém, as palavras "Fluxo de Vida" eram muito bem visíveis e Lillith conseguira ler com perfeição.

- Creio que, quem quer que os tenha mandado para cá, já tenha explicado em detalhes o que ocorreu de errado com esse.... ahm... não sei... sistema de fluxo energético. Meu papel aqui é o de os guiar pelo caminho até lá, pois sei exatamente aonde ocorreram as falhas e como chegar lá. Bem, começando... o aparelho, essas esferas, estão todas no subsolo. As entradas são por algumas cavernas e, em alguns casos, apenas cavando para se chegar lá. O bom é que estão todas ligadas por o que parecem ser portais. Pelo que eu sei, existe um sistema interno de reparo, mas precisamos chegar bem perto das esferas para isso. Eu não consegui fazer isso pois, quanto mais perto eu chegava, mais fraco eu me sentia. Minha visão chegou a turvar e eu suava frio. Não sei o por quê ainda, mas suspeito que o sistema estivesse se protegendo e roubando minha força vital para ele mesmo. Isso é tudo o que sei... alguma pergunta ?- Disse o doutor Halpern, finalizando com uma pergunta.
Bom, Lillith, em seu momento bisbilhoteiro na Casa Grande, ouviu algo sobre mortos-vivos, fantasmas ou algo do tipo. Não demorou muito para perguntar: - Senhor, quando se aproximou do fluxo, não viu algo de estranho por lá?



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Re: Noite dos Mortos-Vivos [Orissa - Índia] - Missao para May, Dylan e Lillith

Mensagem  Thanatos em Dom Dez 23, 2012 6:05 pm

O professor fitou o vazio por algum tempo, forçando o cérebro a se lembrar de uma memória tão vaga quanto aquela. Nada parecia volta à sua cabeça. Tudo parecia apenas um borrão confuso. Os acontecimentos estavam avulsos em sua cabeça e, de certa forma, nem mesmo ele parecia acreditar nos pequenos flashes de memória que o ocorriam. Ele balançou a cabeça negativamente para os meio-sangues, erguendo os ombros e falando, em um tom de desculpas:

- Não, minha jovem, minhas memórias daquele momento se tornaram confusas. Só o que eu sei é que, quando voltei à plena consciência, estava na entrada da caverna, segurando.... bem... isto...


Ele tirou de uma de suas gavetas o que parecia ser metade de um grande bracelete. A joia original parecia ser quase do tamanho de um antebraço humano inteiro, cobrindo do punho às proximidades do cotovelo. Nas mãos de Halpern estava somente metade do mesmo. Ele era feito de um metal escuro, meio esverdeado, como uma rocha repleta de musgo. Seu brilho, vez ou outra, parecia conter mais escuridão do que luz, mas isso talvez fosse uma ilusão criada pelas cabeças dos três. Em seu meio havia uma pedra escura, adornada com detalhes em prata. A borda intacta do bracelete era feita do mesmo material prata dos adornos, enquanto a outra borda não passava de uma grande rachadura no metal esverdeado. O doutor entregou o objeto à Lilly, para que ela o visse melhor, e deu um passo para trás, como se quisesse se manter um pouco mais distante do objeto.

- Esse bracelete tem invadido os meus sonhos desde então. Ele sempre aparece nele, sendo usado por alguém, deixado em algum canto ou até mesmo agarrado à minha própria pele. Vocês devem entender melhor dessas coisas do que eu.

E, falando isso, ele cruzou seus braços em preocupação. As informações que Lilly havia pedido haviam sido dadas e, portanto, a missão poderia continuar em seu rumo original. Só era necessário que os três não tivessem mais nem mesmo um pingo de dúvidas e que estivessem prontos. Eles sabiam como chamar Argos e tinham certeza que um vôo para o local estaria disponível ainda naquele dia, no aeroporto.


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