Coleira tricéfala. - Rick e Lilith.

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Coleira tricéfala. - Rick e Lilith.

Mensagem  Hades em Sab Mar 09, 2013 6:53 am

Coleira tricéfala, para Lillith C. Clairwather e Rick Evans.

Lilith se apressava para chegar ao chalé de Nyx. Já era noite, quase dez horas, deveria continuar rumando para lá, sem parar por um segundo, ou se atrasaria, e teria sérios problemas com o Sr D, mas mesmo assim certificava-se de andar devagar para aproveitar a noite. O manto escuro de sua mãe que revestia o céu não era adornado com estrelas aquela noite, estava realmente escuro, com uma névoa acinzentada e ventos que inclinavam as copas das árvores. Ali dentro do acampamento, porém, estava tudo calmo, e um vento suave soprava no rosto da garota, que não chegava a sentir frio, apenas alguns arrepios agradáveis. Contemplou o seu chalé ao longe, subiu as escadas a curtos e lentos passos para não produzir ruídos. A varanda era aconchegante e escura, a remetia a cenas de filmes, de senhores idosos e rabugentos sentados numa cadeira de balanço. Infelizmente ou não, um senhor idoso agora poderia ser um deus, e a cadeira de balanço... Abriu vagarosamente a porta, evitando o barulho, o que foi pior, pois o rangido poderia ter acordado à todos que já poderiam estar envolvidos nos braços de Morpheu, deleitando-se da música suave de Hipnos. Colocou o pé direito para dentro, e pisou em falso, pensou que poderia haver um degrau ali, mas não, ela caiu. Por mais irônico que fosse, sentiu que alguém a segurou nos braços, foi obrigada a dormir.

Rick estava deitado em sua cama, diferente de todos os dias algo o impedia de dormir aquela noite, seu corpo parecia agitado. Virando-se para um lado, depois para outro, ainda não tinha sucesso em dormir, mesmo que lá no fundo estivesse sonolento, suas pálpebras ficavam doloridas ao tentar fechá-las. Foram assim por aproximadas uma hora, até ouvir ruídos dentro do chalé. Não se importou com isso, afinal estava concentrado em pensar em algo que o remetesse ao sono. - Assim fica difícil, garoto, durma logo. - seu corpo impulsionou-se para frente, assustado, afim de ver o que era, mas uma capa envolveu-o, sufocando-o, e assim ele finalmente dormir.

Estavam conscientes agora, o máximo que podiam, levando em conta as circunstâncias. Olhavam para os quatro cantos que os rodeavam, depois um para o outro, mas não tiveram coragem por chamar por ninguém, nem mesmo de falar um com o outro, poderiam atrair o indesejado. Tudo que puderam associar eram rochas, algumas goteiras, e ratazanas. Seus corpos foram instantaneamente paralisados quando viram uma fileira de fantasmas vindo em sua direção, e então circundando-os, e continuavam a marchar em sua volta. Eram bem diferentes de filmes, na verdade eles não eram corcundas e petrificados. Vestiam armaduras e carregavam armas, eram bastante eretos, olhos intimidadores que, por vezes, eram direcionados para eles. Veio vindo, então, uma moça pálida, trajando um belo e longo vestido verde claro. Era morena, de olhos desconfiados. Os espectros abriram espaço para ela. - Oi... mortais. ela falou, um tanto tímida. - Eu preciso de uma ajudinha. Meus bebês... digo... os fantasmas, eles acabaram enraivecendo Cérberus certa altura da noite e... bom, ele fugiu pelo Submundo, e perdeu sua coleira. Pa... Hades ficou um tanto descontente, e ordenou que eu recuperasse todas as almas que fugiram... e bom, a coleira. Estou quase terminando o serviço das almas, quase todas foram recuperadas. Porém, sem a coleira, Cérberus continua inquieto, e se vocês não a recuperarem para mim, o pobre acabará por devorar todas as infelizes almas. Hades me garantiu que vocês poderiam realizar esse serviço, então... O que me diz? a deusa perguntou, com olhar de miseração que fez com que ficassem num estranho dilema.


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Re: Coleira tricéfala. - Rick e Lilith.

Mensagem  Rick Evans em Qui Maio 30, 2013 7:29 pm

Eu estava deitado em minha cama, mas havia algo diferente do habitual. Algo me impedia de dormir e eu não sabia o que era, meu corpo parecia agitado. Eu me revirava na cama, tentando finalmente dormir, mas em vão. O pior de tudo, é que eu estava de com sono, lá no fundo, mas estava. Minhas pálpebras doíam quando fechava e isto não era nem de longe normal. Fiquei desta forma por aproximadamente uma hora, até ouvir alguns barulhos no chalé, isto não era para acontecer, àquela hora todos os meus irmãos já estavam dormindo. De toda a forma, não presto muita atenção ao que ocorria, a única coisa que eu queria naquele momento era dormir. "Assim fica difícil, garoto, durma logo", pensei. Mas assustado, ergui meu corpo para a frente, afim de ver o que era. Neste momento, alguma coisa me envolveu e me sufocou... No fundo, até senti uma pequena ponta de felicidade, por finalmente ter conseguido dormir. Era horrível para mim tentar e não conseguir dormir.
Ao que não parecia muito tempo depois de dormir - não importava o tempo, para mim, nunca era o suficiente -, eu estava meio que consciente. Havia uma garota ao meu lado. Eu não a conhecia muito bem, mas de início, ela não me pareceu ameaçadora. Não tanto quanto o lugar. Olhávamos para todos os cantos do lugar, mas eu não ousei chamar por ninguém, nem mesmo falar com a garota. Não queria atrair ainda mais a atenção do que me levou até lá. Após a pequena varredura visual do lugar, tudo o que pude ver eram rochas, goteiras e até algumas ratazanas. Logo, meu corpo ficou totalmente paralisado ao ver o que caminhava em minha direção... Era uma fileira de fantasmas, que rapidamente começaram a circundar ao nosso redor, ainda marchando. Eles portavam armaduras e armas e olhos intimidadores, que vez ou outra nos fitavam. Aquilo era aterrorizante.
Surgida sabe-se lá deuses de onde, uma moça começava a caminhar em nossa direção. Ela vestia um belo e longo vestido verde claro. Ela era morena e possuía olhos desconfiados. Seria bonita, se não estivesse tão pálida. Quando ela chegou perto, os espectros abriram espaço para que ela prosseguisse. "Oi... mortais. – ela falou, um tanto tímida. - Eu preciso de uma ajudinha. Meus bebês... digo... os fantasmas, eles acabaram enraivecendo Cérberus certa altura da noite e... bom, ele fugiu pelo Submundo, e perdeu sua coleira. Pa... Hades ficou um tanto descontente, e ordenou que eu recuperasse todas as almas que fugiram... e bom, a coleira. Estou quase terminando o serviço das almas, quase todas foram recuperadas. Porém, sem a coleira, Cérberus continua inquieto, e se vocês não a recuperarem para mim, o pobre acabará por devorar todas as infelizes almas. Hades me garantiu que vocês poderiam realizar esse serviço, então... O que me diz?"
Fito a garota que estava ao meu lado, sem saber o que fazer... Havia tantas perguntas a se fazer, que eu nem sabia por onde começar. Porém, dava para perceber que aquela mulher era uma deusa e que o próprio Hades havia garantido que nós poderíamos completar a missão. Fiquei me perguntando porque eu. Logo eu, um filho de Hipnos. Tudo o que eu queria era me deitar ali e dormir, mas não podia. Torno a olhar a deusa, desconfortável. Mais uma vez fito a garota ao meu lado e coço os olhos, dizendo.

- Bem, o que me diz? Não gosto de luta, mas é o próprio Hades confia em nós, segundo ela... - Volto o olhar a deusa e a pergunto, relutante - Você poderia me garantir que terei paz para dormir, caso sobreviva a isso?

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Re: Coleira tricéfala. - Rick e Lilith.

Mensagem  Hyella Frynkdötter em Sex Maio 31, 2013 10:39 am



Apesar de estar com pressa, caminhava calmamente. Não queria arranjar problemas com Dionísio, o diretor do acampamento, mas também queria aproveitar ao máximo a noite.
Não havia nenhuma estrela no céu para acompanhar o brilho pálido do luar, que se escondia atrás de uma névoa cinzenta.
Um suave e leve vento soprava em meu rosto, balançando meus cabelos. Eu não estava com frio, apenas com arrepios agradáveis na nuca e nos braços.
Tudo estava muito calmo. O acampamento parecia mais uma cidade fantasma. Eu me distraíra por tanto tempo assim? Costumava frequentar a floresta durante o fim da tarde, apenas para ficar sozinha e esclarecer os pensamentos, mas nunca havia me atrasado.
Já conseguia avistar o chalé da deusa da noite. Era feito de um material escuro, e havia pontinhos brilhantes que pareciam estrelas.
Cautelosamente, subia as escadas com passos lentos e inaudíveis, tomando todas as precauções possíveis para não produzir nenhum tipo de som.
Cheguei à varanda. As cadeiras de balanço lembravam-me meus avós. Quando era criança, costumava passar as férias de verão na casa de campo deles. Todas as tardes, sentávamos em cadeiras de balanço na varanda para tomar chá. Patético. Mais patético ainda era ouvir meu avô fazendo reclamações sobre “os pestinhas que invadiam as plantações e roubavam frutinhas”.
Abri vagarosamente a porta. Bem, a intenção era NÃO acordar ninguém, mas a porta era tão “discreta” que produziu um rangido alto o suficiente para acordar todos que já estivessem em sono profundo.
Coloquei o pé direito para dentro, esperando encontrar um degrau, mas tudo o que consegui foi pisar em falso e cair.
Não senti o impacto. Pelo contrário, pareceu-me que alguém me amparou, e eu apaguei imediatamente.

Abri os olhos vagarosamente. Já estava consciente há alguns minutos, mas estava com receio de abrir os olhos. Parecia que eu não estava mais no chalé de Nyx. E, de fato, não estava.
Olhei para todos os lados. Era um lugar estranho, cheio de rochas, goteiras e ratazanas. Parecia mais um esgoto.
Havia um garoto ali. Recordo-me vagamente de seu rosto. Deveria ser do acampamento também. Não tive coragem de falar nada, apesar de ter várias perguntas prontas para saltarem de minha boca.
Então, eu os vi. Fantasmas. Espectros tenebrosos. Marchavam para lá e para cá. Vezes nos encarando com seus olhos intimidadores, e nos cercando. Possuíam armas e armaduras.
Então, algo se aproximou. Os fantasmas davam passagem a ela. Uma mulher bela, jovem. Trajava um vestido verde claro. Ela era quase tão pálida quanto os fantasmas que ali se encontravam. Seus cabelos eram negros e ela exalava um aroma de rosas.
Com uma voz tímida, ela falou:
–– Oi... mortais. Eu preciso de uma ajudinha. Meus bebês... digo... os fantasmas, eles acabaram enraivecendo Cérberus certa altura da noite e... bom, ele fugiu pelo Submundo e acabou perdendo sua coleira. Pa... Hades ficou um tanto descontente, e ordenou que eu recuperasse todas as almas que fugiram... e bom, a coleira. Estou quase terminando o serviço das almas, quase todas foram recuperadas. Porém, sem a coleira, Cérberus continua inquieto, e se vocês não a recuperarem para mim, o pobre acabará por devorar todas as infelizes almas. Hades me garantiu que vocês poderiam realizar esse serviço, então... O que me diz?
Troquei olhares com o garoto. Eu estava confusa. Queria ajudar. Mesmo. Mas não parava de passar pela minha cabeça quão perigosa era nossa tarefa.
–– Bem, o que me diz? Não gosto de luta, mas é o próprio Hades que confia em nós, segundo ela... –– O garoto disse, olhando-me. Mesmo Hades colocando sua confiança em nós, ainda me sentia insegura. Poderíamos morrer facilmente na façanha de achar a coleira do cão de três cabeças. O garoto voltou sua atenção para a deusa: –– Você pode me garantir que terei paz para dormir, caso sobreviva a isso?
Ah, um filho de Hipnos. Sim. Nenhum outro semideus seria tão imprudente a ponto de pensar em dormir em uma situação daquelas.
Olhei para as almas. Todas elas, sendo devoradas por um Cérberus insano. Todas elas, sem uma chance de ir, pelo menos, para os Campos de Asfódelos.
Podia notar a preocupação nos olhos da deusa.
–– Eu irei ajuda-la, senhora. –– Disse. Seria praticamente uma missão suicida, mas não dava para voltar atrás agora. Olhei para o garoto, esperando que tivesse a mesma reação. –– Dê-nos todas as informações possíveis.




Hyeeeeeeeeeeeeella?!
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Re: Coleira tricéfala. - Rick e Lilith.

Mensagem  Hades em Sex Maio 31, 2013 7:51 pm

Coleira tricéfala, para Lillith C. Clairwather e Rick Evans.

Melinoe olhou-os e sorriu, um sorriso tão ingênuo que deixou-os surpreso, pois fazia com que esquecem que estavam diante de uma deusa. - Garoto, você não tem muitas opções, se quiser pode voltar e dormir; entretanto, está aqui porque meu pai me sugeriu um filho de Hipnos, e a não ser que queira envergonhar seu pai, busque a coleira. - mesmo sorrindo, seu olhar era circunspecto, ela não tinha tempo a perder, precisava da coleira urgentemente. - Quando às informações, moça, eu não tenho nenhuma, caso contrário já teria ido buscá-la, mas ainda estou resgatando as almas e não tenho tempo para isso. Tudo que sei é que está perdida no Asfódelos. Claro que não vou deixar vocês sozinhos lá. - a deusa ergueu a mão direita e todos os soldados espectros bateram suas lanças no chão em total sintonia. Nesse momento, eles abriram passagem e lá de trás eles ouviram o barulho de rodas. Era uma biga negra de ferro estígio, um pouco mais comprida que as comuns, puxada por dois cavalos esqueletos. Guiando-a, estava um espectro de armadura completa, e uma espada presa nas costas. - Fiquem com a minha biga, e com Ahriman, para guiá-los. A partir de agora, é com vocês. Ah... suas armas... tomei a liberdade de trazê-las, estão na biga. - ela disse, logo se afastando dos semideuses, dando-lhes as costas, e assim os soldados a seguiram.

Regras:
  • Máximo de 48 horas para postagem;
  • Mínimo de 10 linhas por post, embora seja um número insignificante, uma vez que sabemos que vocês podem fazer muito mais que isso;
  • No próximo post, coloquem duas armas e uma armadura (caso tenham), de sua escolha, que encontraram na biga;
  • Em cada post que usarem determinada arma ou poder, mesmo que passivo, coloquem em spoiler no final;
  • Narre o quanto quiser, seja detalhista e não se importe com o tamanho do post, apenas tenha cuidado para não narrar por mim, por seu colega, ou por algum eventual NPC;
  • Essa rodada será apenas uma introdução, a partir dessa começaremos realmente;
  • As suas decisões terão um grande impacto na missão, vocês decidirão como será seu fim, se ao menos chegarmos a um;
  • Não se acanhe, em caso dúvidas pergunte;
  • Boa sorte.


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Re: Coleira tricéfala. - Rick e Lilith.

Mensagem  Rick Evans em Sab Jun 01, 2013 2:27 pm

A garota que estava ao meu lado aceitou a missão. A deusa nos olha e sorri de forma tão ingênua que, por breves momentos, eu me esqueci que ele era a deusa dos fantasmas. Ela dirige-se para mim e diz que eu poderia dormir ali mesmo, mas que isso poderia decepcionar meu pai. "Decepcioná-lo? Ele dorme durante boa parte do tempo, como poderia se decepcionar se eu fizesse o mesmo? E só tenho tanto sono por causa dele", pensei, mas nada disse perante Melinoe, aquela deusa me dava arrepios. Ela volta sua atenção para a jovem que estava ao meu lado e diz que não tinha nenhuma pista, se não ela própria iria atrás da coleira. A única coisa que ela sabia era que a coleira estava nos Asfódelos, como se este fosse pequeno. Ao menos ela disse que não iria nos deixar perambular pelo Mundo Inferior sozinhos, o que era melhor.
A Deusa ergue a mão e todos os fantasmas batem a lança no chão, em uníssono e logo era possível ouvir o barulho de rodas. Eles abrem algo semelhante a um corredor de espectros e ao final do mesmo, via-se uma biga negra - possivelmente feita de ferro estígio - e um pouco mais comprida do que as comuns. Guiando-a, estava um espectro de armadura completa e uma espada presa em suas costas. Eu não havia gostado dele, nem um pouco.
"Fiquem com a minha biga, e com Ahriman, para guiá-los. A partir de agora, é com vocês. Ah... suas armas... tomei a liberdade de trazê-las, estão na biga.", disse a deusa. Em seguida, ela deu as costas para nós e foi embora, com seus soldados fantasmas logo atrás. Eu gostaria de dizer a Melinoe que não queria andar pela terra dos mortos com aquele ser de armadura completa e espada, mas duvidei que ela fosse se importar.
Bocejei longamente, enquanto ia até a biga conferir o que a deusa havia pego de armas. Prendo minha espada a parte lateral de meu corpo, pego o escudo e deixo-o preso em minhas costas e vou carregando a lira em mãos, tocando uma música bem suave e relaxante com a mesma. Após juntar as minhas coisas, pisco fortemente para tentar espantar o sono, mas de nada adiantou... Por culpa da deusa dos fantasmas eu não havia conseguido dormir, se eu sobrevivesse a missão, esperava tirar um longo cochilo. Volto minha atenção a campista, enquanto continuava a tocar a música.

- Bem, pegue suas coisas e vamos. Aliás, qual seu nome? Chamo-me Rick, é um prazer conhecê-la. E... Hã... Tem ideia de onde devemos começar a busca?


Itens Levados:

- Lira do Sono (Lira feita de ouro puro, suas cordas são imunes a qualquer dano e é importante componente de algumas habilidades)
- Espada Astral (Espada dourada, extremamente leve e maleável, que pode ferir mortais ou imortais e até mesmo danificar fantasmas e espíritos)
- Escudo comum [inicial]

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Re: Coleira tricéfala. - Rick e Lilith.

Mensagem  Hyella Frynkdötter em Sab Jun 01, 2013 9:23 pm



A deusa dirigiu seus olhos fantasmagóricos para mim e para o garoto ao meu lado, e sorriu. Seu sorriso era tão ingênuo que, confesso, quase esqueci que era uma deusa.
–– Garoto, você não tem muitas opções, se quiser pode voltar e dormir; entretanto, está aqui porque meu pai me sugeriu um filho de Hipnos, e a não ser que queira envergonhar seu pai, busque a coleira. –– Disse ela. Tinha um olhar ajuizado, parecia estar com pressa. –– Quanto às informações, moça, eu não tenho nenhuma, caso contrário já teria ido buscá-la, mas ainda estou resgatando as almas e não tenho tempo para isso. Tudo que sei é que está perdida no Asfódelos. Claro que não vou deixar vocês sozinhos lá. –– Disse a mim. Pelo menos já sabíamos que estava nos Campos de Asfódelos, isso nos pouparia tempo, não teríamos que procurá-la pelo Submundo inteiro.
Melinoe ergueu sua mão direita e, como se fossem treinados há muito tempo, os fantasmas bateram suas lanças no chão em perfeita harmonia. Logo, abriram passagem, formando um extenso corredor espectral, e pôde-se ouvir um quase inaudível barulho de rodas.
Uma biga. Negra, provavelmente feita de ferro estígio. Tinha um comprimento maior do que as bigas que eu já havia visto, e dois cavalos esqueletos puxavam-na.
Havia também alguém a guiando. No início, pensei que fosse um homem normal, pois a armadura escondia boa parte de seu corpo, mas depois vi que se tratava de um espectro. Tinha uma longa espada presa nas costas. Ótimo. Mais fantasmas. Não queria admitir, mas até que gostava deles.
–– Fiquem com a minha biga, e com Ahriman, para guiá-los. A partir de agora, é com vocês. Ah... suas armas... tomei a liberdade de trazê-las, estão na biga. –– A deusa disse, e se afastou, juntamente com os fantasmas.
Estava começando a sentir falta de Lune, minha tigresa cinzenta. Ela, talvez, seria bem útil.
Olhei novamente para o fantasma, a quem Melinoe denominou de Ahriman, e depois para o filho de Hipnos. Ele parecia claramente desconfortável com a presença do espectro guia.
Caminhei lentamente até a biga, olhando fixamente para os cavalos esqueléticos que a puxavam. Eram interessantes, evidentemente. Até bonitinhos.
Não olhei para o guia, fui direto até meus pertences. Ah, lá estavam. Meu véu noturno, perfeitamente dobrado, e minha espada pousada acima do véu, ambas as armas presentes de minha não tão querida mãe, Nyx, e a adaga que eu recebera ao chegar ao acampamento.
Prendi a espada ao cinto, e coloquei o véu. A adaga, menor, escondi dentro da bota de couro.
–– Bem, pegue suas coisas e vamos. Aliás, qual seu nome? Chamo-me Rick, é um prazer conhecê-la. E... Hã... Tem ideia de onde devemos começar a busca? –– O filho de Hipnos, Rick, perguntou.
–– Sou Lillith. –– Comecei. –– E não, não faço a mínima ideia de onde devemos começar. –– Respondi, indiferente. Não havia um local preciso onde começar a procurar, apenas estava no Asfódelos.



† Armas †:

• Adaga Inicial;
• Véu Noturno;
• Lâmina Obscura.
† Poderes Passivos †:

• Beleza Noturna: Durante a noite os filhos de Nyx tornam-se mais belos e encantadores. O charme quase irresistível. Capaz de convencer, seduzir e distrair.




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Re: Coleira tricéfala. - Rick e Lilith.

Mensagem  Hades em Dom Jun 02, 2013 7:00 pm

Coleira tricéfala, para Lillith C. Clairwather e Rick Evans.

Por um momento Rick e Lillith esqueceram que Ahriman estava ali, mas o espectro fez questão de lembrá-los, emitindo um rosnado desagradável que fez com que os pelos de seus corpos se arrepiassem. Subiram na biga, mesmo a contragosto, e embora o demônio não possuísse olhos, seu olhar era como de um vazio negro inexplorável, nem mesmo a filha de Nyx e toda sua obscuridade páreos o suficiente para encará-lo, sem desviar o olhar e sentir um arrepio gélido que corria sua espinha, como se ela estivesse congelando. - Minhas ordens são cumprir as suas. Lhes darei duas chances, não mais que isso, portanto pensem muitas vezes no que vão me pedir. E, se não for pedir muito, respeitem os mortos. - O espectro sacudiu as rédeas e os cavalos andaram, exprimindo relinchos roucos como se ressoavam das profundidades de uma caverna.

As patas ossudas dos equinos espectrais rumavam em uma direção sem fim, tudo parecia igual; o solo seco e infértil, nenhuma vegetação, o frio imenso e o repugnante cheiro de enxofre. Foi então que tiveram uma surpresa, eles vislumbrar o local, o campo de Asfódelos, aquilo que Percy Jackson ousou comparar com um "estádio lotado sem energia elétrica". Na realidade, o qualquer que fosse o show que havia sido marcado nesse estádio, fazia milênios, e nunca chegou perto de acontecer. Tudo que os semideuses conseguiam absorver eram os olhares tristes e miseráveis de alguns maltrapilhos que estavam no caminho. Os que não desviavam eram pisoteados pelos cavalos, e por pouco eles não caíam da biga ao perderam o equilíbrio quando as rodas atropelavam os pobres mortos. - Devemos procurar pelos heróis que ainda estão aqui, é nossa única chance. Pelo que sei, alguns deles, como Menelau, ainda não foram. Os juízes ainda estão em dúvida sobre sua sentença, uma vez que seus atos maus se balanceiam com os bons. - comentou Ahriman. O campo era imenso, talvez milhões de campos de futebol, mas de uma grama preta já pisoteada, muito mais do que seus olhos alcançavam. Não demorou muito e ouviram um berro, no meio da multidão. - Eles são vivos, que não pagaram a passagem para Caronte! Intrusos! - Rick e Lillith olharam para trás rapidamente, era um homem encapuzado e aparentemente mais inteligente que os demais ali. Porém, ele se misturou a multidão, e não puderam mais vê-los. O que ele causou, mesmo desaparecendo, foi um problema. Logo um grupo de mortos se destacava dos outros, ao invés de darem passagem para os cavalos, bloquearam-nos, e eles foram obrigados a parar. Mortos e mais mortos, todos com uma característica em comum - tangas negras rasgadas, barbas compridas e grisalhas e capas esfarrapadas, que lhes cobria as costas e deixava seus peitorais nus - se agarravam na biga e nos pés dos passageiros. Uma intensa névoa branca parecia levantar do chão, Ahriman tentava chutá-los, mas não dava conta de tantos. Enquanto alguns mortos medrosos recuavam, esses avançavam, pareciam não gostar de sua presença, ou apenas... Deveriam descobrir.

Lillith C. Clairwather - HP [120/120] - MP [120/120]
Rick Evans - HP [130/130] - MP [130/130]

Gangue de Espectros [14x] - 150/150 (cada)


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Re: Coleira tricéfala. - Rick e Lilith.

Mensagem  Rick Evans em Seg Jun 03, 2013 3:59 pm

Por um momento, quase me esqueci da presença de Ahriman. Quase. Ainda assim, o espectro fez questão de nos lembrar de sua presença, emitindo um desagradável rosnado que fez os pelos do meu corpo se eriçarem. Subi na biga, relutante. Antes de partirmos, o espectro diz que ele iria nos ajudar, mas só poderíamos lhe pedir ajuda duas vezes, nada a mais que isso. Me seguro na biga, enquanto nosso guia balançava as rédeas e os cavalos começavam a andar, e emitiam relinchos que pareciam vindos do fundo de alguma caverna. "É, esses cavalos me agradam tanto quanto o nosso 'querido' guia", pensei.
Os cavalos iam sem parar, para um lugar que não parecia ter fim. E tudo ao nosso redor parecia a mesma coisa... Solo seco e infértil, um repugnante cheiro de enxofre, além de um grande frio. Nada naquele lugar parecia bom ou agradável. A biga seguia direto, atropelando os fantasmas que não se desviavam. Em um desses momentos, cheguei perto de cair da biga ao perder o equilíbrio. A partir daí, passei a me segurar com mais firmeza. Enquanto continuávamos nosso caminho a lugar nenhum, Ahriman comenta que nossa única chance seria ir atrás de heróis que ainda esperam o julgamento, como Menelau. Assim que eu iria pedir para nosso feliz amigo guia nos levar até Menelau, ouço alguém gritar "Eles são vivos, que não pagaram a passagem para Caronte! Intrusos!". Viro-me para trás, a procura de quem poderia ter dito isso. Era um homem encapuzado e aparentemente, mais inteligente que os demais, mas ele logo se misturou a multidão. Infelizmente, este sujeito havia nos arranjado um belo problema. Alguns espectros começaram a se destacar dos outros, entrando na frente da biga ao invés de se desviar dela. De imediato, levei minha mão a espada. Sabia que aquilo não ia terminar bem. Alguns tentavam segurar a biga e os que estavam presentes, todos eles tinham algumas coisas em comum: Usavam tangas negras e rasgadas, capas nas costas e possuíam barbas compridas e grisalhas. Ahriman tentava chutar os que tentavam nos segurar. Coço os olhos enquanto dizia "Acho que conversa não vai adiantar...", tento chutar os que me seguravam e puxo minha espada, com cuidado para não acertar nem Lillith nem o guia. Com a espada em punho, seguro-a fortemente para não ter o risco de perdê-la, e começo a atacá-los com golpes horizontais, mirados embaixo, afim de arrancar os braços deles. Aos que não tentavam, mas estavam a uma distância curta o bastante para receber um golpe, estiquei a espada, no intuito de atingir e perfurar o crânio deles. Repetindo os movimentos, sem parar, pergunto a Lillith.

- Então, o que faremos agora? Pedimos a Ahriman para nos levar até Menelau ou ficamos aqui e combatemos eles?


Arma utilizada:

Espada Astral (Espada dourada, extremamente leve e maleável, que pode ferir mortais ou imortais e até mesmo danificar fantasmas e espíritos)

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Re: Coleira tricéfala. - Rick e Lilith.

Mensagem  Hyella Frynkdötter em Seg Jun 03, 2013 5:36 pm



Meus pensamentos estavam tomando conta de mim. Tanto que quase havia ignorado a presença do guia fantasma ali, mas seus rosnados repugnantes me traziam de volta a realidade, e até me causavam arrepios.
Vez ou outra, eu insistia em olhar para Ahriman, olhar para seus “olhos” inexistentes. Porém, era obrigada a desviar o olhar, e um frio corria pela minha espinha cada vez que tentava. A sensação era semelhante a de quando se está congelando.
–– Minhas ordens são cumprir as suas. Lhes darei duas chances, não mais que isso, portanto pensem muitas vezes no que vão me pedir. E, se não for pedir muito, respeitem os mortos. –– Disse Ahriman. O espectro sacudiu as rédeas e os cavalos começaram a andar. Emitiram relinchos com um som rouco.

Meus olhos corriam por toda a extensão do lugar. Parecia não ter fim. Tudo era muito absurdamente igual. O solo era seco, infértil. O ar era frio e carregava um de desagradável cheiro de enxofre. Era realmente o inferno.
Então, consegui enfim enxergar os Campos de Asfódelos. Imenso, realmente.
Olhares tristes de pobres infelizes mortos nos perscrutavam. Ahriman era impiedoso, e atropelava qualquer um que se punha na frente da biga, que balançava nauseantemente de um lado para o outro, quase me derrubando para fora.
–– Devemos procurar pelos heróis que ainda estão aqui, é nossa única chance. Pelo que sei, alguns deles, como Menelau, ainda não foram. Os juízes ainda estão em dúvida sobre sua sentença, uma vez que seus atos maus se balanceiam com os bons. –– O guia comentou. Ponderei sobre. Havia chances de não querer nos ajudar, afinal, ele não era de todo bom.
Foi então que ouvi um grito vindo do meio da multidão de fantasmas. Claramente, um indivíduo bem mais inteligente e esperto do que os outros que só vagavam feito zumbis sem cérebro.
–– Eles são vivos, que não pagaram a passagem para Caronte! Intrusos!
Virei-me imediatamente, tentando interceptá-lo. Consegui vislumbrá-lo. Um homem de capuz que logo se misturou à multidão, escapando de minha visão.
Francamente, o azar que tínhamos parecia bem mais forte naquele lugar. Quase tão rápido quanto a fuga do homem, um grupo de, mais ou menos, quatorze se juntou. Pareciam raivosos, e prontos para atacar. Eles bloqueavam a passagem dos cavalos, obrigando-nos a parar a biga.

Os mortos vestiam tangas negras rasgadas. Tinham longas barbas grisalhas e capas esfarrapadas que cobriam suas costas, deixando seus peitorais nus. Era uma visão horrível.
Alguns se agarravam na biga, outros em nossos pés. Ahriman tentava chutar alguns, mas eram muitos e ele não dava conta.
Vi Rick sacar sua arma e começar a atacar.
–– Então, o que faremos agora? Pedimos a Ahriman para nos levar até Menelau ou ficamos aqui e combatemos? –– Perguntou o filho de Hipnos.
Estava claro que os vermes não nos dariam passagem. Poderíamos até tentar, mas deveríamos nos livrar de, pelo menos, a metade.
Saquei minha espada. Sua lâmina feita com um pedaço do céu noturno reluziu. Os pontinhos brancos, estrelas, brilharam.
–– Vamos tentar nos livrar da metade. Eles não darão passagem. –– Disse a ele.
Debrucei-me na lateral da biga e comecei atacar. Tentava acertar-lhes a cabeça, mas não era fácil, afinal, eram mortos, fantasmas, e era difícil de vê-los.



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- Lâmina Obscura;
- Véu Noturno




Hyeeeeeeeeeeeeella?!
MAS QUE PORRAS VOCÊ FAZ AÍ?!
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Re: Coleira tricéfala. - Rick e Lilith.

Mensagem  Hades em Sex Jun 07, 2013 7:05 pm

Coleira tricéfala, para Lillith C. Clairwather e Rick Evans.

Tudo que a dupla de semideuses conseguia com suas lâminas era atravessar os crânios dos espectros, que saíam pelo outro lado de seu corpo, e bastava um recuo deles, para retirar a espada e atacar novamente, fluindo daquele pele pútrida que ainda lhes restava, nada mais que um líquido amarelado e viscoso. Logo Rick e Lillith eram capazes de sentir a armadura de Ahriman tocando suas costas, como uma mão gélida apalpando suas peles. Estavam encurralados, alguns dos homens-esqueletos subiam na biga, fazendo-os vacilar ainda mais, enquanto as rodas mau aguentavam todo aquele peso. Os cavalos e Ahriman, inquietos, coiceavam e chutavam os mortos, espalhando seus ossos pela grama negra dos Asfódelos. Porém, como se os seus ossos possuíssem imãs, logo começavam a se magnetizar, ligarem-se novamente, por vezes deixando-os desformes, com pernas no lugar dos braços, e de nada adiantava. Quando já não havia mais espaço para eles na biga, os mortos agarravam-lhes pelo colarinho e jogavam-nos para fora dela, o que revelava, mesmo aparentando serem como uma daqueles modelos anoréxicas dos comerciais, entretanto desprovidas de beleza e curvas - bom cheiro, etc e tal -, fortes o suficiente para levantar o seu próprio peso.

Estavam ali, agora, o filho de Hipnos e a de Nyx, presos dentro de um círculo de espectros revoltosos, que grunhiam como porcos sendo castrados. - Mataremos e os queimaremos, para que Hades possa sentir o cheiro de carne viva, e saiba que estamos aqui. - rosnava um, uma voz de um velho com seus sessenta e tantos anos, gripado. Podiam vislumbrar, Ahriman encima da biga, resistindo as investidas de um trio de espectros que ainda insistia em tentar tirá-lo de lá, atacando-os com habilidosos golpes que logo lançava seus ossos pelo chão. Era a única coisa que mesmo ele, um também espectro, poderia fazer, já que não haviam mais opções. Os mortos começaram a se movimentar em volta deles dois, o círculo se fechava vagarosamente, precisavam de um plano, rápido.

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Re: Coleira tricéfala. - Rick e Lilith.

Mensagem  Rick Evans em Ter Jun 11, 2013 10:23 pm

A filha de Nyx e eu atacávamos os espectros, mas sem efeito algum... As lâminas simplesmente atravessavam o crânio deles. Logo, éramos capazes de sentir a armadura de Ahriman tocar nossas costas. A armadura era como uma gélida mão tocando minhas costas. Aquela sensação de frio era horrível. Alguns dos homens-esqueletos tentavam subir em nossa biga, e o pior era que conseguiam. Os cavalos e Ahriman davam coices e chutes no espectros. O bom, era que os que eram atingidos pelos golpes, se desmontavam na grama negra dos Campos Asfódelos. O ruim, era que eles pareciam ser feitos de imã, pois tornavam a se juntar. Tudo bem que com alguns, as pernas foram para o lugar dos braços, mas isso de nada impediu para que eles continuassem avançando até nós. Quando não havia mais espaço na biga, os espectros pegaram a mim e a Lillith, e nos jogaram fora da biga. Eles pareciam fracos e inúteis, mas provaram que não era bem assim.
Agora lá estávamos, presos num círculo de espectros furiosos. "Mataremos e os queimaremos, para que Hades possa sentir o cheiro de carne viva, e saiba que estamos aqui", disse um dos espectros, que tinha voz de um homem por volta dos 60 anos e parecia estar resfriado. Ainda era possível ver Ahriman encima da biga, combatendo alguns espectros que ainda tentavam tirá-lo de lá, mas o único espectro a nosso lado ainda atacava os outros, fazendo com que os ossos deles caíssem no chão, mas estes logo voltavam ao lugar. Bocejo longamente, enquanto estes começavam a nos rodear. Vagarosamente, o círculo se fechava ao nosso redor. Sem muitas opções, tento argumentar com o homem que havia falado conosco, sobre nos matar.

- Ei, espere! Melinoe nos mandou aqui, a pedido do próprio Hades! Você quer que Hades saiba que vocês estão aqui? Não nos matem, nos ajudem. Assim, posso pessoalmente falar com ele ou pedir para que Melinoe fale com ele sobre vocês! - Olho para Lillith e sussurro bem baixo em seu ouvido, mas de forma que ela pudesse entender claramente - Se isto não der certo, vamos correr para a biga e pedir para que Ahriman tente nos tirar daqui, ok?
E ficaria na expectativa. Caso os espectros não cooperassem, iria tentar correr para a biga, abrindo caminho entre os espectros. Ficaria esperando Lillith fazer o mesmo e pediria para que Ahriman tirassem eu e a filha da noite de lá.

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Re: Coleira tricéfala. - Rick e Lilith.

Mensagem  Hyella Frynkdötter em Qua Jun 12, 2013 7:23 pm


 
A raiva estava começando a tomar conta do meu corpo. Por mais que eu atacasse com toda a minha força, a lâmina de minha espada não surtia o menor efeito naqueles espectros. Basicamente, entravam por um lado e saíam, inofensivas, pelo outro. Estavam mortos mesmo. Acho que nem sentiam dor. A carne putrefata soltava um asqueroso líquido amarelado.
Já podia sentir o toque de uma armadura, a de Ahriman, gélida e incômoda.
Olhei para todos os lados, em busca de, pelo menos, uma fissura em meio aos mortos, para podermos escapar. Frustração. Estávamos encurralados. Alguns já subiam na biga, fazendo-a balançar com o peso extra.
Os cavalos coiceavam os espectros, quebrando-os em montes de ossos que se espalhavam. Isso até seria bom, não fosse pela reconstrução imediata. Os ossos simplesmente voltavam aos seus lugares, fazendo dos espectros quase impossíveis de se combater.
 
A biga já estava lotada. Não havia nenhum espaço. Os mortos puxaram a mim e ao filho de Hipnos para fora do veículo. Todos eram horríveis. Feios e cheiravam mal, como era de se esperar.
Cercados por uma onda de mortos que desejavam nossas cabeças fora do corpo, podiam-se ouvir seus grunhidos.
–– Mataremos e os queimaremos, para que Hades possa sentir o cheiro de carne viva, e saiba que estamos aqui. –– Um deles disse. Parecia velho, com seus sessenta anos ou mais, e sua voz trazia um som nasal, como se estivesse com um resfriado havia muito tempo.  
Olhando de soslaio, consegui ver Ahriman, ainda em cima da biga, resistindo a ataques de uns três espectros que lutavam contra ele. Milagre ele ainda estar lá, atacando com seus incríveis e habilidosos movimentos.
 
O círculo se fechava a nossa volta. Não tínhamos muitas opções. Era morrer ou... morrer.
Tentei manter a calma. A respiração um pouco mais acelerada que o normal, mas tinha de me manter sana, para poder pensar em um modo de escapar.
–– Ei, espere! Melinoe nos mandou aqui, a pedido do próprio Hades! –– Rick tentou argumentar. Eu, particularmente, não acreditava que pudesse funcionar, mas talvez aquilo servisse de distração, e até mesmo para ganhar tempo. Precisávamos de uma saída, e rápido. ––Você quer que Hades saiba que vocês estão aqui? Não nos matem, nos ajudem. Assim, posso pessoalmente falar com ele ou pedir para que Melinoe fale com ele sobre vocês!
Não era de todo ruim. Eles até poderia considerar a ideia.
Rick olhou para mim e disse, em um tom de voz quase inaudível, mas eu pude entender perfeitamente:
–– Se isto não der certo, vamos correr para a biga e pedir para que Ahriman tente nos tirar daqui, ok?
Parecia uma coisa absurda. Poderia até funcionar, se nosso espectro guia saísse aos solavancos, atropelando qualquer um que encontrasse pela frente.
Olhei para Ahriman, desejando que ele entendesse minha desesperada súplica silenciosa, mas parecia muito difícil.
Virei-me novamente para o espectro que nos falara antes, desafiando-o com o olhar.
–– Procuramos por um herói que ainda vaga por aqui, esperando pelo julgamento.–– Eu disse. –– Seu nome é Menelau.
 



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Re: Coleira tricéfala. - Rick e Lilith.

Mensagem  Hades em Sex Jun 14, 2013 8:44 pm

Coleira tricéfala, para Lillith C. Clairwather e Rick Evans.

Os espectros vacilaram, seus olhos ocos e frívolos pareceram minguar diante do nome que a filha de Nyx proferiu. Alguns deles passaram a coçar, medonhamente, suas barbas sebosas e grisalhas, finas e que aparentavam estar penduradas em seus pedaços de pele decompostos. Então, quando seus olhos murchos se encontram, começam a rir, um riso de escárnio extremo que lhes arrebentava os tímpanos. - Menelau? - eles perguntavam, babando uma espécie de geleia amarelada e viscosa, como a que saiu de um deles quando Rick os atingiu. - Está falando do rei, aquele Menelau? Procure-o a vontade, depois que os juízes adiaram pela terceira vez o seu julgamento, o homem já não está no seu juízo perfeito. - então, se aproximando de Lillith, lhe colocou a espada no pescoço. - Mas me perdoe, não posso deixar que vá, não confio em humanos como você, são mais traiçoeiros que nós. - com um brandido de espada, o espectro recuou, depois avançando rapidamente, com o intuito de cortar fora a cabeça da garota.

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