Σ A Volta do Exílio 2 Σ

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Σ A Volta do Exílio 2 Σ

Mensagem  Thanatos em Dom Jul 21, 2013 11:08 pm

Os campistas não tinham recebido mais nenhuma informação sobre os novos "forasteiros" que haviam invadido o acampamento. E não havia sido de um modo comum, brandindo espadas e com um exército ou com um mandato de busca. Eles haviam simplesmente caído de um furacão que, apesar de destruir placas, arrancar algumas árvores e até sugar pedaços dos chalés e das lojas, desapareceu como se nunca estivesse lá. Foi tudo estranho demais para que qualquer meio-sangue entendesse completamente o que havia acontecido, mas uma coisa era certa, ou quase: Eles era aliados. Ao menos assim pareciam. Estavam mortalmente machucados, eram semideuses e imploravam pela ajuda dos campistas. Um deles até incendiou parte da colina mais alta do acampamento, a colina meio-sangue e ameaçou incinerar alguns campistas e o pinheiro de Thalia. Mas a solidariedade dos campistas em tirar o Velocino de Ouro de seu devido lugar para curar uma das invasoras mostrava que havia confiança entre eles. Não demorou muito para a situação ser estabilizada e os quatro serem enviados para a enfermaria, seus quadros de saúde melhorando exponencialmente. Segundo relatos de Gabrielle, filha de Quione e Annye, filha de Ares, aos outros colegas semideuses, o grupo havia se isolado na enfermaria para discutir algo como "o que dizer na reunião com Quíron e Dionísio". Algumas horas depois eles foram vistos saindo do local com as expressões sérias e cabeças erguidas, sendo guiados pelo próprio centauro até a Casa Grande. Ninguém sabia se eles haviam jantado lá ou não, pois não foram vistos no refeitório naquele dia. A primeira vez que se ouviu falar deles desde então, foi por meio de uma conhecida filha de Atena:

- Pessoal. Galera! GALERA!

Estavam todos reunidos no refeitório para a janta, que já estava quase no fim. Claro, todos não, mas a esmagadora maioria. Alguns dormiam, como alguns dos filhos de Hipnos, e outros simplesmente tinham coisas melhores para fazer do que socializar; comeram antes ou comeriam depois. O grito de Annabeth Chase fez o refeitório silenciar rapidamente. Os olhos dos campistas, alguns ainda mastigando e outros com um garfo enfiado na boca, recaíam na loira de olhos cinzentos.

- Certo. Quíron pediu que nos reuníssemos no anfiteatro imediatamente após terminarem de comer. Chamem todos. É sobre... os invasores.

Ela falava a palavra "invasores" como se fosse algum tipo de nome científico, com uma expressão séria. Era como se aquilo resumisse muito bem tudo que eles eram. Não era difícil de se entender por que, a garota desconfiava deles, algo sábio. Não havia presenciado a chegada do grupo como os que correram para ajudar, apenas analisou à distância. Talvez isso tivesse contribuído para tal insegurança. Deu meia-volta e se retirou, seguida por muitos semideuses que já haviam terminado ou que deixavam suas comidas para trás, curiosos.

A fogueira, no meio do anfiteatro, mostrava os sentimentos dos campistas ao seu redor através de suas cores e de seu tremeluzir. Naquele momento, estava com um amarelo fraco, queimando baixa e cuidadosa, com alguns acessos de um laranja intenso e animado. Os semideuses estavam todos interessados, mas cautelosos. A totalidade dos campistas se encontrava ali, junto de quase todos os espíritos da natureza que permeavam o acampamento, formando uma incrível massa de adolescentes e crianças. A maioria havia trazido as armas consigo, caso houvesse um ataque ou algo do gênero. Quíron, o centauro, se colocava por trás da fogueira. Seu olhar era um misto de pesar e raiva. Era como se alguém tivesse, muito recentemente, tocado em um assunto tão delicado que o fizera gritar de raiva. Seu rosto ainda estava um pouco vermelho. Ao lado do palco do anfiteatro, algo estranho. Haviam, dispostas ao redor da fogueira e dos lados de Quíron, quatro tronos de pedra, de certa forma grandes. Eram grandes demais para os invasores, mas muitos já haviam começado a entender seu propósito: Emanavam energia tal que só podiam ter sido feitos para deuses.

- Acampamento! - Gritou Quíron, em plenos pulmões para que pudesse vencer os intensos murmúrios dos campistas. - Recebemos hoje uma visita um tanto quanto inesperada! - Dava uma perceptível ênfase na palavra "inesperada". - Como todos devem saber, fomos, ahm, visitados por um grupo de semideuses... - Ele olhava para o lado esquerdo, como se procurasse por alguém, ao mesmo tempo que pensava em algum adjetivo apropriado - Peculiares. Sem demorar mais, chamarei-os logo. - Ele fez um movimento com a mão, chamando alguém da direção para onde olhava. - Venham, os quatro, ponham-se à frente de seus companheiros campistas.

E, assim, quatro silhuetas se fizeram enxergar no mármore do anfiteatro. Conforme eram iluminados pelas tochas do local, podiam ser reconhecidos pelos demais. Liderando a fila, estava o garoto que quase incendiara parte da colina: Robert. Vestia uma camisa vermelha, lisa, um par de jeans pretos e sandálias de dedo. Os cabelos desgrenhados e longos atingindo os ombros e a barba espessa mostrando certa seriedade natural. Atrás dele vinha Elsie, a garota que havia sido curada com o velocino. Seus cabelos estavam agora negros como a noite, diferentes do castanho de quando foi vista à tarde. Usava um casaco roxo, totalmente fechado. As mangas puxadas até os cotovelos e usando um short preto, também de sandálias. Seus olhos amarelos, como ouro, chamavam atenção de longe. Depois dela, seguia Casey, o loiro filho de Hermes. Continuava com as roupas surradas e rasgadas com as quais havia chegado, mas havia ao menos trocado a calça, já que a sua estava empapada de sangue da perna quebrada. Jeans azuis e tênis de corrida brancos. O cabelo loiro enfeitando-o junto com um sorriso branco, como se tivesse acabado de contar uma piada da qual só ele rira. E, por fim, Dexter, o filho de Atena que havia sido ejetado do tornado contra o solo. Seu casaco camuflado cinza, magicamente limpo, estava amarrado na cintura. Vestia uma camiseta preta, uma calça jeans azul e tênis pretos. Os olhos cinzentos varriam os espectadores daquele evento, como se analisasse um por um. Por fim, colocaram-se na frente da fogueira, lado-a-lado, de costas para Quíron.

- Apresentem-se ao acampamento. Vocês, que se auto-denominam "Exóristoi", os Exilados.

Sua voz soava como a de um general militar. Tinha o tom firme e cruel, algo que nunca ninguém esperou ver em Quíron. Era visível que não estava nada feliz com a chegada daquele grupo e os havia reunido ali, na frente de todos, para algo não muito bom. Obedecendo sem questionar, como se aquilo tivesse sido ensaiado, deram um passo à frente, um por vez, apresentando-se.

- Robert Fireheart. Filho de Hércules. Deserdado. Acolhido por Hefesto.
- Elsie Lullaby. Filha de Nyx. Deserdada. Acolhida por Orfeu.
- Casey Kudrow. Filho de Hermes. Deserdado. Acolhido por Íris.
- Dexter Zayas. Filho de Atena. Deserdado. Acolhido por Psiquê.

Quíron assentia com a cabeça, como se confirmasse para si mesmo que a apresentação fora feita do modo correto. Deu um trote para a frente, ficando do lado de Robert, um pouco mais próximo da platéia do que ele.

- Esses ex-campistas tiveram seus claros motivos para serem expulsos deste acampamento uma vez. Agora invadem as defesas do local e interferem em nossas atividades. Todos aqui sabem que, para conseguir ser expulso desse local, requer uma ação bastante perigosa ou uma traição pesada e inquestionavelmente perversa contra os deuses. - Ele forçava a última opção, demorando mais para falá-la e olhando para cada um dos quatro, que mantinham as expressões o mais neutras o possível. Casey já não sorria mais.

Dionísio assistia tudo de uma poltrona reclinável, cor púrpura, bem à frente das fileiras de assentos. Tinha em mãos uma lata de diet coke e parecia ter abandonado sua normal fala sarcástica e entediada:

- Quem aqui tiver alguma boa razão para que os mesmos não sejam expulsos novamente e punidos severamente, levante-se e reze para não acompanhá-los se falhar em me convencer.


ATENÇÃO:
TODOS poderão postar aqui e quando quiserem. Não são obrigados a postar ou, se postarem, a postar em todas as vezes. Postarei em períodos entre 24 e 32 horas e, se necessário, esticarei esse intervalo. Agradeço a todos que participarem e, sendo essa postagem vital à trama do fórum, haverá recompensa em XP para os posts feitos, dependendo da qualidade, como se fosse um treino. Obrigado à todos e bons posts.


- O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela. -


Deus da MORTE, da TORTURA e de tudo aquilo que se ESPALHA, VICIA E MATA!
avatar
Thanatos
Deuses Menores
Deuses Menores

Mensagens : 199
Pontos : 229
Data de inscrição : 20/02/2012
Idade : 21

Ficha do personagem
HP:
999999/999999  (999999/999999)
MP:
999999/999999  (999999/999999)
Arsenal:

Ver perfil do usuário http://crashmybrain.deviantart.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Σ A Volta do Exílio 2 Σ

Mensagem  Convidado em Dom Jul 21, 2013 11:57 pm



( T ) ogether forever


Eu havia escutado o suficiente na enfermaria, tanto dos meus irmãos quanto dos outros, mas as frases “Fomos deserdados”, “exilados”, “quero tanto uma família quanto você” e “É impossível se quebrar laços genéticos” não saiam de minha cabeça como se latejassem. Tanto meu irmão quanto seus amigos haviam sido rejeitados mais do que qualquer semideus ali, pois nós quando encontramos o acampamento, encontramos nosso verdadeiro lar. Mas eles haviam sido expulsos dali e contra a vontade deles. Porém, Dexter tinha razão e existia laços que não podiam ser quebrados entre nós, nem mesmo pelos Deuses. Uma vez que eles tinham irmãos, eles sempre os teriam independente do que acontecesse e estava mais que na hora da família deles mostrar o quanto eles eram bem vindos, queridos naquele acampamento e que nunca teríamos esquecido deles por vontade própria.

No meio do caminho, literalmente arrastei Nathan na direção do lago pedindo para que ele conseguisse para mim quatro pérolas e me encontrasse na beirada da floresta onde eu estaria com as Dríades. Não seria algo tão elaborado, mas ao menos era a única ideia que eu tinha tido para dar as boas-vindas de volta a casa que todos eles mereciam, como os verdadeiros heróis que eram. Claro que eu só faria tudo aquilo depois da dita cerimônia que eles tanto falaram, mas Dex parecia não querer que eles dessem detalhes.

Assim que cheguei nas ninfas, expliquei para elas toda a ocasião e o motivo de eu não estar fazendo aquele pedido com antecedência, o fato que não sabia da chegada deles. Elas concordaram em me ajudar a organizar um pequeno arranjo de flores diversificadas em uma cesta trançada com palha. Antes que pudéssemos acabar, Nathan chegou com as quatro pérolas na mão e estendeu-me as mesmas que agradeci com um sorriso amplo.

- Obrigada, vai ficar ótimo.

Ele arqueou uma das sobrancelhas, mas já estava mais que acostumado sobre descobrir as coisas que eu planejava sempre um pouco depois que eu já havia começado a preparar meus planos. Prendendo as pérolas nos quatro cantos do cesto sob distâncias iguais, de maneira que ficassem um adorno delicado contornando a base do enfeite, agradeci às ninfas e sai dali com o filho de Poseidon antes que nos atrasássemos. Se eu iria seguir em frente com aquilo, não seria muito inteligente já começar deixando senhor D. e Quiron irritados com a nossa falta de pontualidade.

Levando a cesta para trás do corpo adentrei com Nathan e passei a mesma escondida para ele sob olhares curiosos de meus irmãos sussurrando para o mesmo:

- Segure aqui. Esconda debaixo do seu banco, quando chegar a hora eu peço para você.

A mesa dos filhos do Deus do mar continha apenas três pessoas, Lexi, ele e Perseu. Não conhecia muito a menina, mas levando em consideração ao que eu conhecia de Nathan e meu cunhado, ela não iria fazer muitas perguntas sobre a cesta de flores debaixo do banco, por mais que fosse algo bastante peculiar. Ignorando o olhar arqueado de Quiron e Andrew sobre os comportamentos suspeitos que eu estava tendo, sentei-me no meu lugar na mesa de Atena, cobrindo a parte de meu rosto que ficava visível para o centauro e lançando um sorriso constrangido ao filho de Hades. Ele já devia estar imaginando que tipo de coisa que eu estaria tramando, isso se não estivesse com uma vontade de dar risada.

A principal com o olhar em cima de mim naquele instante era minha irmã mais velha, Chase, que parecia conhecer o meu gênio como a palma de sua mão e ter a certeza de que eu estava aprontando alguma coisa. Seu olhar era repreensivo e, talvez por isso, eu tentava evita-lo assim como fazia com os olhares lançados de Emma e Stephen. Felizmente, sob o comando de Chase, todos se levantaram de suas mesas após a janta – a qual eu nem havia tocado – e indiquei para Nathan que levasse para mim o pequeno presente que havíamos preparado. O motivo? Alguém já recebeu um dos olhares da Chase? São aterrorizantes e causam frio na espinha, fazendo com que a gente prefira enfrentar os próprios Deuses do que receber um “bis”.

Assim que chegamos no Anfiteatro, a fogueira refletia o humor de todos ali, mas tinha de alguém que não precisava refletir: Quiron. Bastava que se olhasse para sua face para saber claramente que ele estava prestes a jogar qualquer um dos campistas no fogo, o que não era usual da sua personalidade. Nathan mantinha a cesta atrás de si como se ali carregasse algum tipo de bomba e Chase não desviava o olhar semicerrado de cima de mim nem mesmo por um segundo, fazendo com que eu desconfiasse que ela estava querendo invadir minha mente. Eu apenas dava de ombros em resposta e tentava formular minha melhor expressão de “não sei do que está falando”.

Mas finalmente tive férias dessa tortura quando a maior ainda se formou diante dos olhos de todos, agora Quiron chamava um por um do grupo que havia chegado na colina naquele mesmo dia e fazia com que eles se apresentassem de uma maneira fria de afeições, a mensagem estava clara: Ele não havia ficado feliz com aquele evento. Meus olhos procuravam, incessantemente, entrar em contato com os deles tentando lhes passar a mensagem de que eu tentaria intervir se isso fosse necessário, mas eles não estavam sozinhos. Não permitiria que eles ficassem sozinhos mais uma vez e aquele era meu irmão, pelos Deuses.

Quando finalmente Dionísio se pronunciou, questionando se alguém tinha um bom motivo para que eles pudessem permanecer no acampamento, mentalmente fiz uma oração para que minha mãe me protegesse das loucuras do “coke lover” do acampamento. Como se adivinhasse o que eu estava prestes a fazer, Chase tentou me segurar sentada, mas não conseguiu. Com a respiração ainda trêmula tanto pelo nervosismo de falar em público quanto pelas consequências que poderia trazer aos quatro, levantei-me.

- Eu tenho.


Não sabia ao certo se era um motivo verdadeiro o que eu estava por dizer, mas se eu conseguisse ao menos convencer uma boa parte dos campistas de que era, talvez os Deuses cedessem à pressão dos próprios filhos. De certa forma, meu gênio tinha semelhanças em diversos aspectos com o de Dexter, incluindo o quesito de arriscar meu próprio pescoço para defender o que acreditava ser correto. Tentando manter o olhar focado nos quatro, aproximei-me da fogueira começando meu discurso.

- Não vou recusar a ideia de que esse grupo deve ter realizado algo de muito grave contra os Deuses para que eles tivessem essa atitude, para que os pais e mães do Olimpo recusassem a ligação inquestionável com seus próprios filhos, mesmo após tendo reclamado cada um deles. Mas também acredito na rendição, no arrependimento, e posso estar seriamente enganada, mas do que conversei com eles não questiono em momento algum que eles tenham aprendido o que quer que eles tenham cometido como erro. Além do mais...

Em mais alguns passos, aproximei-me de Dexter lhe lançando um pequeno sorriso lateral e segurando sua mão firmemente, voltando o rosto para tanto Dionísio quanto Quiron e os campistas.

- Uma pessoa genial me ensinou uma coisa muito importante mais cedo, ainda hoje. Que laços genéticos não podem ser quebrados e, tendo sido deserdados por nossos pais ou não, isso não modifica o fato de que cada um deles é nosso irmão. Laços genéticos são mais fortes do que a névoa e que qualquer vontade divina, com todo o respeito aos Deuses. Quem aqui esqueceria qualquer um do seu chalé por livre e espontânea vontade? Daria as costas para alguém que compartilha do seu próprio sangue e que, apesar das desavenças, daria sim a vida para nos proteger.


Fitei Quiron, momentaneamente, e voltei a falar tomando o fôlego.

- A maior característica de um herói não é seguir todas as regras, é saber reconhecer quando o motivo de quebra-las é maior do que a própria limitação que nos são impostas para garantir a ordem. E, com o perdão, peço para aproveitar o momento e dizer que nossos pais foram quem os deserdaram e não é uma arma ou um poder, mas tomei a liberdade de improvisar um próprio presente de nova reclamação para vocês em nome de toda a família do acampamento meio sangue.

Assim que terminava de falar, com a mão livre chamei Nathan que trouxe-me um pequeno cesto de flores com quatro pérolas dependuradas equidistantes entre si e a entregando à Casey e Elsie.

- Vocês são nossos irmãos e nada nunca vai mudar isso. Esse é um presente de reclamação da família de vocês, porque não são chalés que vão definir o lugar ao qual vocês pertencem. E peço a liberdade para aqueles campistas que concordarem comigo, tomarem seus lugares aqui na fogueira com os recém chegados.


Em uma pausa pensativa, voltei os olhos cinzentos para o Deus do Vinho e dei um pequeno sorriso escondido no olhar.

- Peço ao senhor, senhor D, que pense na punição que recebeu de seu pai sobre ficar no acampamento, e pense se em algum momento o senhor não gostaria de ter uma nova chance, de que os Deuses esquecessem esse fato e deixassem que o senhor voltasse para o Olimpo, para a sua casa. Dê essa chance ao meu irmão e aos amigos dele, porque a casa deles é aqui. E se o senhor quiser me mandar embora junto com eles, vou arcar com as consequências de meus atos, mas não vou deixá-los partir sozinhos de novo.

O meu tom de voz não hesitava mais e estava disposta a cumprir com qualquer consequência que me fosse imposta, sabia que tinha dito tudo o que eu podia para garantir a permanência deles ali. Mas sabia o quão fraco era o ponto que eu havia tocado em Dionísio e o quanto ele detestava aquela punição.





notes none.
tagged Chegada de estranhos.
wearing Uniforme do Acampamento.
word count Muito.
music None.
credit thai_ss @ Terra de Ninguém.

Convidado
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Σ A Volta do Exílio 2 Σ

Mensagem  Nathan S. P. Jackson em Seg Jul 22, 2013 12:15 pm

Looks like we will not have peace ever.


Assim que conseguimos ajudar cada um dos Semideuses cuspidos do tornado a se recuperarem, eu continuava com aquela maldita suspeita na cabeça. Por que deveríamos acreditar neles? Eles mal haviam chegado aqui e quase incendiaram dezenas de Campistas, e eu deveria baixar minha cabeça e sorri para eles por estarem bem? Eu precisava de um pouco de descanso e assim que deixei do Pinheiro de Thalia após levar Elsie para a Enfermaria, fiquei na porta de meu Chalé fitando os pequenos estragos que haviam sido causados, árvores retiradas do solo, partes dos Chalés sugados pelo tornado, por sorte não tivemos nenhum ferido das nossas linhas e isso já me deixava um tanto quanto melhor. Não sei se Annie era tão rápida que não perceberá sua presença próxima ou então eu que estava desatento demais para nota-la perto. A cria de Atena pegou meu braço e me puxou em direção ao lago falando algo sobre Pérolas.

Chegamos até o Lago e ouvi atentamente as palavras de Annie como eu ouviria uma música lenta dos Beatles. Quatro Pérolas, eu queria dizer que não queria dar nenhum presente para eles como suspeitava que fossem a eles, mas a face sorridente dela conseguia com que eu fizesse as coisas mais estranhas, desde a dançar a Macarena e a treinar até a morte com ela então fui atrás das Pérolas. Abaixei-me de frente ao lago e ordenei ao mesmo que me trouxesse quatro Pérolas, não pedi nenhum detalhe ao alguma coisa assim, eu só queria as Pérolas logo para poder ir para meu Chalé dormir. No momento nada aconteceu, mas então o lago começou a responder e enviou em minha direção delicadamente quatro projeteis cilíndricos de cor verde, os peguei um pouco receoso e fui até a beirada da Floresta como Annie havia indicado a encontra-la.

Chegando lá examinei Annie ao lado de algumas Ninfas que ajudava ela na criação do que parecia ser uma cesta com arranjos de flores. Estiquei a mão na direção dela e lhe entreguei as Pérolas, ela sorriu e agradeceu o que me deixou um pouco relaxado. Eu já estava prestes a sair dali e ir à direção ao meu Chalé quando lembrei que haveria uma Fogueira para os recém-chegados logo após que nós servíssemos no Refeitório. Alair continuava em minha bainha, eu não havia precisado dela durante a “loucura”, mas agora parecia que teria que oportunidade empunha-la. Mais rápido do que um raio, Annie me puxou novamente pelo braço indo em direção a Fogueira, mas agora ela estava carregando a tal cesta de flores.

Annie teve a brilhante ideia de querer que eu escondesse a Cesta na parte do Refeitório que correspondia a mim e meus irmãos, novamente sua cara de garotinha inocente havia me conquistado e aceitei fazer este favor. Percy e Lexi olhavam para mim como uma tia velha querendo saber todas as novidades, e isso me irritava, diversas vezes dei cortes neles quando tocavam no assunto o que fazia eles apenas abrirem uma leve gargalhada. Eu não consegui tocar na minha comida aquela noite, o Bolo azul estava em ótimo estado, mas ainda sim eu não consegui devora-lo como era natural de minha pessoa, então simplesmente joguei no fogo sagrado e fiz uma prece a Poseidon para que protegesse minha família, o fogo brilhou em um tom verde forte o que me fez descobrir que Poseidon adorava bolos azuis.

Quando estávamos já no Anfiteatro, fiz o que pude para esconder a Cesta em um local de fácil acesso para entregar a Annie e me livrar desse fardo. Quíron estava com uma expressão de raiva e tristeza, nesse ano que passei aqui jamais vi Quíron dessa forma, a máximo irritado que ele ficava era quando falávamos mal da sua coleção de CD’s e DVD’s clássicos que ele ouvia todo dia. O fogo brilhava em um amarelo fraco, em uma altura baixa e me fez imaginar que eu não era o único preocupado com a chegada “deles”.  Quíron fez um leve resumo sobre os eventos de hoje e chamou-os jovens até perto dele, Quíron ainda com sua expressão séria ordenou que eles se apresentassem e enquanto eles falavam, eu só conseguia pensar em “EU SABIA!”. Fiquei com vontade de sair daquele lugar e pular no mar para clarear as ideias. Depois que Sr. D falou sobre eles serem expulsos novamente, Annie tomou a frente e começou seu discurso.

Era irritante ver que ela apoiava tanto eles sendo que acabou de conhecê-los.  Ela estava prestes a terminar de falar quando me mandou pegar a Cesta e lhe entregar, quando toquei a Cesta uma onda de choque percorreu meu corpo e descobrir o que deveria fazer, mas iria esperar Annie terminar, afinal ainda possuía cavalheirismo em minha pessoa. Entreguei-lhe a cesta e fiquei em pé esperando, alguns Campistas me olhavam confusos, mas não me permitir sair dali, e assim que Annie terminou de falar eu comecei:
- Sinto muito, Annie, mas não concordo com isso.

Era estranho, mas me sentia como se estivesse contando o final de um filme tão esperado por fãs e eles iriam me matar a qualquer momento, entretanto continuei:
- Você se refere a eles como família, entretanto acabamos de conhecê-los e não temos provas de que são confiáveis, sim eles têm o nosso sangue, entretanto não basta ter o próprio sangue para fazer parte de uma família, você deve merecer – Olhei para os semideuses ali e continuei:
- Hoje... Ficamos próximos de perder muitos Campistas por conta de que esse garoto teve seu corpo incendiado – Apontei para Dex e depois baixei a mão. – Eu vou dizer uma coisa, não me importa a maldição que você tenha recebido. Ameaçar a segurança do nosso Acampamento é algo imperdoável para mim. Os deuses podem ser o que forem, mas nenhum deles deserda seus filhos à toa e como Quíron disse, para serem expulsos do Acampamento devem ter feito algo de extrema seriedade. – Fechei o punho direito e apertei com tanta força que achei que minha unha fosse atravessar em minha pele – Vocês invadem meu Acampamento, ameaçam minha família e deixam em perigo todos nossos Campistas. Uma vez perdi tudo que era de mais precioso para mim, eu estava perdido no mundo... Até que encontrei o Acampamento e uma nova família, tenho muito a agradecer a cada um deles e faria tudo por cada um desses bravos jovens, portanto permitirei que alguns forasteiros que não conhecemos destruam-nos, mas claro que essa é minha opinião, se não estiverem de acordo eu entenderei – Me virei para Annie e comecei a andar para fora do Anfiteatro, aquilo estava me deixando louco.



Armas Levadas:

Alair: Espada feita com os mais diversos materiais encontrados nas profundezas do mar e envolta em algas marinhas especiais, é indestrutível. Devido as propriedades das algas, a cada golpe desferido torna a vitima mais lenta em seus movimentos, sendo que em demasia causa paralisia temporária. Torna-se um colar com pingente de gota d'água.


♦The prince of tides♦

Filho de Poseidon Best do Alba, Mell, Lily, Nico e Percy.
Thanks One Way @ Cupcake Graphics
avatar
Nathan S. P. Jackson
Filhos de Poseidon
Filhos de Poseidon

Mensagens : 158
Pontos : 158
Data de inscrição : 03/06/2012
Idade : 19
Localização : Chalé de Poseidon...

Ficha do personagem
HP:
190/190  (190/190)
MP:
190/190  (190/190)
Arsenal:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Σ A Volta do Exílio 2 Σ

Mensagem  Stephen James von Tudor em Seg Jul 22, 2013 3:18 pm

Exóristoi
Σ A Volta do Exílio II Σ / Eles podem ser nossos amigos.

Eu estava no acampamento havia algumas horas, tinha chego na madrugada do dia anterior e ainda não reconhecia nem metade do Acampamento, mas procurava andar por todos os lados e procurar os semideuses novos, até fazer amizades com alguns. A manhã e a tarde passaram tão rápido que me vi perto ao Lago quando já se aproximava do jantar. Respirei fundo, já estava com fome e sozinho, ainda teria de encontrar Emma pelo Acampamento e não fazia ideia de onde ela estaria. Quando pus-me em marcha ao chalé de Atena pude ver Annabeth e Nathan indo na direção contrária, do outro lado das águas que tremeluziam o reflexo inconstante do sol que se despedia. Ergui uma sobrancelha com uma curiosidade imensa, mas deixei os dois prosseguirem sem verem-me. O pensamento de minha irmã arrastando o filho de Poseidon não deixava minha mente, ele me parecia estranho, não parecia se encaixar aos filhos de Atena. Quando percebi e voltei ao meu estado mental de déficit de concentração bati meus braços nas costas de alguém, uma garota menor que eu. Virando a cabeça percebi que era Emma indo na direção contrária. Sorri para ela e seguimos juntos ao jantar, acompanhados de dezenas de campistas de praticamente todos os chalés.

Não disse nada sobre Nathan ou Annebeth, mas a preocupação em meu rosto era evidente e fiquei receoso de que Emma percebesse e me perguntasse sobre. Apesar disso chegamos rapidamente ao refeitório, arrumei um lugar entre os meios-irmãos e sentei deixando um lugar vago para a irmã que parecia se atrasar. O jantar começou e o casal demorou cerca de dez minutos para chegar, todos olharam para os dois, mas a maioria baixou os olhares para os pratos e deixaram de lado, só parecia mais um casal jovem comum do acampamento. Mordi meu lábio preocupado e olhei de esguio duas ou três vezes para Annabeth, ela parecia perceber e desviava o olhar. Balancei a cabeça negativamente e Emma, que estava ao meu lado, pareceu entender o que eu havia visto.

Quando a irmã se aproximou e tomou o lugar que havia deixado vago para ela não olhei em seus olhos, pelo contrário Chase parecia querer prender os braços de Annie antes que ela fizesse algo que prejudicasse a si e aos irmãos. Suspirei e ergui a cabeça, os olhos cinzentos se encontraram em um conflito que parecia uma guerra civil entre os filhos de Atena. Mas depois de alguns instantes ela virou a cabeça e continuou a olhar e se desviar de todos os irmãos e alguns outros presentes. Comi normalmente, como se nada tivesse acontecido, sinceramente estava faminto e só depois de me saciar percebi que poucos campistas ainda davam as últimas garfadas.

Minha mente viajava pelos lugares mais estranhos e inexplorados quando ouvi um grito, Annabeth Chase se erguera e, com um pedido que mais pareceu uma ordem, deixara claro para irmos ao Anfiteatro. Chegamos lá depois de algumas passadas e arrumei um lugar novamente junto aos filhos de Atena, estávamos ao lado de filhos de Hermes, que pareciam realmente animados com tudo o que acontecia; ou era seu sorriso fácil e que não se pode entender. Não liguei para isso e fitei o fogo, sentira tantas saudades daquilo no tempo em que estivera fora, as labaredas estavam amarelas e em alguns pontos parecia laranjada. Pisquei algumas vezes antes de virar o olhar para as duas irmãs que estavam do meu lado esquerdo, Emma fitava tudo com um olhar de quem quer entender o que está acontecendo e Annabeth parecia extremamente ansiosa, com o olhar cabisbaixo, mas confiante. Semicerrei os olhos, mas ela não viu, e percebi que Chase sentava um degrau acima de nós três, parecia prever o que a garota ao nosso lado iria fazer.

Sempre fui introvertido e não gostei de dar opiniões desde que não fosse extremamente necessário. Coçava a cabeça e estava agitado, toda a movimentação do anfiteatro soava como curiosa com o que viria a acontecer. Percebi alguns tronos grandes, muito grandes, junto a Quíron e outras autoridades, contemplei aqueles objetos estranhos que só ajudavam no sentimento de curiosidade. Já não conseguia mais ficar parado, estralei todos os dedos duas vezes seguidas e mordi o lábio inferior até sangrar.

Quíron finalmente pôs-se a frente dos campistas e disse da visita “inesperada” que acontecera naquele dia, realmente foi um susto, mas só fiquei sabendo por boatos por não chegar a tempo de ver o que acontecera. Quatro vultos foram ficando maiores e aparecendo pela luz do fogo. Eram os semideuses que se revoltaram contra os deuses, fiquei sabendo por Annabeth, e voltaram ao acampamento. Os fitei olhando para suas feições e tentei entender tudo aquilo.

O centauro pediu para que o grupo que se autodenominava ‘Os Exilados’ se apresentasse em frente ao acampamento, e assim o fizeram. – Robert Fireheart. Filho de Hércules e acolhido por Hefesto; Elsie Lullaby. Filha de Nyx, acolhida por Orfeu; Casey Kudrow. Filho de Hermes, acolhido por Íris; Dexter Zayas. Filho de Atena, acolhido por Psiquê – Então era esse o irmão de quem Annabeth amava falar, Dexter. O observei em especial, tinha traços de filho de Atena e fora acolhido por Psiquê. Suspirei e continuei olhando para os quatro até que Quíron falou algo e Dionísio completou, desafiando aos campistas que o convencessem de deixa-los conviver entre os irmãos e parentes divinos.

Por dez segundos o silêncio foi total, não ouvia-se nada além do tremeluzir das chamas que passavam de amarelo para outra cor, que eu não parecia conhecer, parecia um vermelho ou algo assim. Olhando para o lado pude perceber, Annabeth levantou-se, mesmo com Chase tentando puxá-la para o degrau novamente. Toda a sua altura de quatorze anos de idade pareceu se elevar a vinte. Apesar do seu nervosismo infantil, que fazia com que sua mão tremesse incontrolavelmente, fez um discurso usando palavras bem escolhidas e foi até o lado do irmão para segurar-se nele enquanto terminava de falar.

Ela falava olhando para todos, parecia buscar um apoio dos irmãos que estavam no lugar de onde ela havia acabado de deixar, quando passou seus olhos para mim dei um sorriso. O mais incentivador que consegui expressar. Ao final da fala ela pediu que o filho de Poseidon trouxesse uma cesta - ’Então é isso que eles estavam fazendo...’, pensei - e com um sinal que parecia indicar apoio, Nathan ergueu-se e protestou, deixando o lugar. Disse que não concordava com o que Annabeth fazia pelos irmãos e os acusou de destruírem seu lar mais precioso, tive de conter um sorriso sarcástico, mas logo após ele sair me levantei e disse em uma voz alta e firme:

- Eu sei que não tenho nenhuma indicação para me levantar e falar algo em meio a vocês. Tenho plena consciência de que cheguei a poucas horas e ainda não me encaixo com muitos dos meus colegas de acampamento, e ainda com alguns de chalé. Mas não posso aceitar isso. – Falei deixando explícito que discordava de Nathan – Não posso deixar que quatro semideuses sejam injustiçados como eles estão sendo nesse lugar. – Olhei de um lado a outro – Mantenho a posição de minha irmã e a reforço, senhores. Senhor D., sei que o senhor tem conhecimento próprio do que acontece aqui e Quíron... eles realmente se rebelaram e fugiram da conduta do Acampamento, mas você sabe que às vezes precisamos escapar delas para podermos melhorar e aceitar a outros.

Meus irmãos encaravam-me seriamente, tentando entender tudo o que acontecia. Os integrantes de outros chalés ficavam atentos, ninguém falava mais nada. Suspirei e levantei a voz novamente:

- Vocês sabem caros irmãos, semideuses, que nós podemos acolhe-los. Todos os anos chegam diversos novos semideuses aqui, que nós sequer conhecemos ou temos confiança, mas acolhemos, ajudamos, integramos. Agora é apenas um caso em que quatro dos nossos chegaram juntos, confiem neles e os integrem como fazem tão bem com os outros. Não confiem numa declaração carregada de sentimentos pessoais... – Pausei por um instante e disse, mais baixo - ... se é que me entendem.

Eu parecia agitado demais com toda a situação para me preocupar com as consequências que a declaração traria, não ligava para isso, que os deuses fizessem o que eles quisessem, apenas falei e me aproximei dos quatro que estavam ali, prostrados ao olhar de todos: - Para mim, vocês fazem parte do Acampamento, todos vocês. – Disse as duas últimas palavras mais alto que as primeiras.
avatar
Stephen James von Tudor
Filhos de Atena
Filhos de Atena

Mensagens : 11
Pontos : 11
Data de inscrição : 29/12/2012
Idade : 21
Localização : New York

Ficha do personagem
HP:
110/110  (110/110)
MP:
110/110  (110/110)
Arsenal:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Σ A Volta do Exílio 2 Σ

Mensagem  Annye Stark em Seg Jul 22, 2013 4:52 pm


Visitantes...ficam ou não?!"

"...Basta que me se aproxime e olhe no fundo dos meus olhos para que saiba quem sou de verdade."


 Todos se encontravam reunidos no refeitório, alguns apenas se alimentavam calados em quanto uma grande maioria conversava sobre os acontecimentos e principalmente tentavam descobrir o que aconteceria com os visitantes exilados, a criança de Ares tagarelava como nunca com os amigos e com a ajuda de Gabrielle contava aos outros tudo que acontecera na enfermaria, a jovem se não havia gostado nem um pouco de ter sido colocada para fora por causa da "reunião" e se sentia curiosa para saber o que havia sido falado em segredo, a jovem dava algumas pausas na conversa para poder emfim dar algumas garfadas na comida mesmo não sentindo nem um pouco de fome, estava prestes a voltar a relatar os fato quando todos foram surpreendidos pelo grito de uma menina, em primeiro momento o Lobo não se preocupou, mas  em seguida buscou co os olhos a jovem que gritara e então teve consciência que era Chase, a prole de Atena, e então compreendera o porque de todo o refeitório se fazer em silêncio.
 
 A menina de Atena se encontrava avisando a todos sobre o pedido de Quiron, Annye não sabia ao certo o que iria acontecer o Anfiteatro mas não deixaria de comparecer principalmente pelo fato de que estava disposta a pergunta a Dex o que acontecerá na enfermaria depois da expulsão dos outros campistas, agora a jovem já havia terminado sua refeição e não lhe faltava nada a fazer então tudo o que fez foi se levantar, endireitar a braçadeira e se colocar a caminho em passos largos para o Anfiteatro.
 
 O local esta cheio e aparentemente todos os campistas se encontravam presentes, a jovem não podia deixar de notar que a maioria trazia consigo suas armas e provavelmente estavam esperando que algo "estranho" acontecesse, Ann estava sentada em juntos dos irmãos, Nero trocava constantemente palavras com Rory que apenas assentia com a cabeça ou apenas sorria em resposta e em algum momento ou outro cutucava a jovem com o cotovelo fazendo a mesma suspirar e dar um sorriso forçado. A jovem olhava freneticamente para a fogueira que ardia em um fogo amarelado, a fogueira lhe trazia boas lembranças e esperava que os fatos que iria acontecer em seguida fosse bons o suficiente para serem outras boas lembranças, a prole do deus da Guerra não podia deixar de notar os quatro grandes tronos, não conseguia saber ao certo o porque de estarem ali e muito menos quem seriam os seres que os ocupariam, mas agora ela se encontrava mais preocupada com a expressão de Quiron que pela primeira vez desde que colocara os pés no acampamento havia lhe deixado com um tanto de medo. 

As conversas que aconteciam foram todas cessadas no momento do pronunciamento que o centauro acabara por dar inicio,ele falava com convicção e trazia a seriedade na voz, aparentemente não estava nada contente com a "visita" dos exilados que agora se apresentavam à todos os campistas em mandato do centauro, Annye sorria para os semideuses quando algum deles, principalmente quando Dex lhe encontrava com os olhos, a jovem estava feliz em saber que Senhor D e o centauro não haviam tomado nenhuma decisão que se resumisse em expulsar novamente os semideuses. Logo após todos os quatro se apresentarem Quiron voltou ao discurso que agora explicava a situação dos exilados, todos os campistas presente sabia que era necessário se fazer algo muito grave para ser expulso e nenhum duvidava que os visitantes haviam passado por tal situação, mas Ann não compreendia porque tanto "drama" em relação a antigos campistas se desejavam voltar arcando com as consequências, a garota prestava atenção em tudo até o momento que Senhor D começou a intervir acabando por fazer todos os campistas ficarem de boca aberta com suas palavras.

 Todos ficaram calados até uma voz conhecida ecoar pelo local, como já esperado era Anna com seu fervor tentando convencer todos que os visitantes deviam ficar, o Lobo sentia firmeza nas palavras ditas pela menina e concordava com a mesma até mesmo de olhos fechados, mas o que lhe deixava mais ciente de que a melhor coisa a fazer era deixa-los ficará era por ter passado um bom tempo com ambos e saber que nenhum deles seria capaz de se voltar conta o acampamento. No mesmo momento em que Annabeth acabara de falar Nath que se encontrava em pé ao seu lado se colocou contra tudo o que a amiga havia dito, a jovem sentia a raiva florar e queria ir até o mesmo e espanca-lo perante todos, mas Rory lhe impedirá me de fazer lhe segurando o braço com força em quanto lhe negava com um balançar de cabeça, Annye se sentia indignada ao ouvir os relatos contra os exilados e estava disposta a contraria tudo que a prole de Poseidon, o que o rapaz dizia deixava a menina extremamente fora de si e só voltou a se acalmar no momento que o jovem se retirou do local.

 O Lobo estava prestes a se levantar e se pronunciar até que outro filho de Atena que em primeiro momento não conseguira reconhecer, mas que recebera seu respeito ao concordar com as ideias de Anna, ele foi breve ao se expor mas de um modo eficiente, a jovem agora olhava em volta e percebera que ninguém falaria mais nada no momento, aquela era a sua deixa para se expressar então se levantou contra a vontade dos irmãos e se postou ao lado de Anna lhe direcionando um olhar caridoso um sorriso verdadeiro:

 - Nas ultimas vinte e quarto horas tive o imenso prazer de ajudar no socorro dos nossos visitantes, tive a honra de pode estar com eles e conversar com albos e posso afirmar com toda certeza que eles não seriam capazes de se voltar contra nós e se eles voltaram para o acampamento é por que desejam de verdade estar aqui como todos os presentes - A garota suspirou e se virou para o Senhor D. - Sabemos que a expulsão acontecesse em casos graves e tenho certeza de que eles sofreram as consequências do próprios atos, mas nada mais justo do que uma segunda chance já que o acampamento é feito para TODOS os semideuses.

 Por um momento a garota se calou e voltou os olhos para o chão tentando se conter como se estivesse prestes a explodir, em seguida abraçou Annabeth e se postou entre os visitantes para em fim dar fim ao seu discurso:
 
 - Senhor D pessoa que não seja tomada nenhuma decisão precipitada e que pense como se fosse o senhor no lugar deles e no que Anna lhe disse, mas seja como for estamos a favor de que os exilados permaneçam. 

 A jovem se calou e fitou Quiron e em seguida Senhor D que escutava tudo com atenção, a prole de Ares sentia os olhos de todos sobre si e pela primeira vez gostará da sensação.
"A sede de vingança e guerra está em meu sangue"
CLUMSY @ SA!
avatar
Annye Stark
Filhos de Ares
Filhos de Ares

Mensagens : 26
Pontos : 26
Data de inscrição : 12/02/2013
Idade : 22
Localização : Chalé de Ares, Chalé dos paladinos ou Guerrilhando por ai

Ficha do personagem
HP:
130/130  (130/130)
MP:
130/130  (130/130)
Arsenal:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Σ A Volta do Exílio 2 Σ

Mensagem  Allyria Stella Hochscheid em Ter Jul 23, 2013 5:35 pm




Will they stay?



O acampamento estava um caos. Acabara de passar pelo arco do acampamento, não tinha dez passos que eu tinha dado, e era tudo o que eu podia dizer. Guardei a lança em meu pulso, ela rapidamente se transformando em uma linda e delicada pulseira. Meu rosto tinham alguns arranhões e um pouco de sangue escorria por eles, mas nada de demais para um recrutamento.
Eu tinha passado alguns dias fora, e é isso que acontece com o acampamento? Meus olhos azuis se voltaram para o sátiro ao meu lado, sem saber o que ocorria. Ele baliu e correu para a floresta, talvez para tentar arrancar alguma informação das ninfas, mas, isso era o que menos me preocupava agora. Acelerei o passo e comecei a correr rapidamente, pessoas indo de um lado para o outro. Eu conseguia focar em tudo, enquanto corria. A floresta com uma parte significativamente queimada. As construções, que uma vez eram impecáveis, tinham destroços e partes faltando. O que diabos tinha acontecido aqui?
Corri até o Chalé V, que não parecia muito melhor que os outros. Dei um empurrão na porta e me troquei apressadamente, depois de ter ouvido duas batidas na porta. A olhei cuidadosa. Coloquei as botas que antes já estavam no meu pé e abri a porta do chalé. Um filho de Atena pedia para que eu fosse logo para o refeitório, e que eu tentasse não me atrasar. Arregalei os olhos e saí de dentro do chalé vermelho, correndo até o local onde serviriam o jantar. Eu estava cansada, claro. Tudo o que eu queria ter feito agora, era colocar um pijama e ter ido dormir calmamente, ou pelo menos tentar.

***
Já quando todos nós estávamos no refeitório, eu já conseguia ver que Quíron não gostava do assunto que estava prestes a ser discutido entre os semi-deuses. Agora, todos nós nos reunimos no anfiteatro. A fogueira, como sempre, refletia na emoção das pessoas, que cochichavam aqui e ali sobre o que aconteceria. No jantar, eu perguntei a um dos meus irmãos sobre o que tinha acontecido, obviamente, ganhando uma resposta mal-humorada, e que terminava com sangue dos quatro semi-deuses que tinham chego ali.
Quíron falou algumas palavras depois de Annabeth, que olhava para os seus irmãos com um olhar duro, que, nem mesmo eu, queria ganhar um daqueles. Eu encarei os quatro semi-deuses que foram exilados do acampamento. Eu não sabia muito sobre os exilados, mas sabia que, como Quíron disse, eles teriam que ter feito algo muito ruim para que aquilo tivesse acontecido. Dionísio deu suas últimas palavras. Aquela seria uma noite longa.
Uma garotinha loira foi a que falou primeiro, a favor de, pelo o que eu entendi, um de seus irmãos. Ela queria que eles permanecessem no acampamento, e eu podia saber que ela era filha de Atena só pelo jeito que a pequena discursava. Nathan, um filho de Poseidon o qual eu já conhecia, trocou as opções, falando que era contra os exilados no acampamento. Depois dele, mais dois campistas falaram, sendo um deles, a minha irmã. Olhe, eu entendia os dois lados da moeda, mas, não era por isso que eles deveriam ir embora de novo.
-Com licença. -Falei limpando a garganta e brincando com os próprios dedos, logo depois voltando a olhar para os campistas, e depois para Quíron e Dionísio. -Eu sei que acabei de chegar. Sei que, provavelmente, não levaram em conta a minha opinião, e que ela não serve muito. Ou talvez, como uma outsider, vocês considerem. Mas o que eu sei, -Falei calmamente, e dessa vez me levantei, dando um passo para frente. -é que esses... exilados merecem uma chance. Todos nós merecemos mais uma chance.
Dei mais dois passos para frente e enfiei as mãos nos bolsos, a fogueira ali mudando de cor rapidamente. Mordi meu lábio inferior e dei um suspiro. Eu não sabia muito bem o porque de estar fazendo aquilo, mas... Eles precisavam de uma segunda chance.
-Posso estar enganada, mas... Eu sinto que... Eles podem causar um bem para o acampamento. Olhem, eles já foram exilados uma vez, e o único lar que eles conhecem não os querem de volta. Como vocês se sentiriam se, a única casa que vocês conhecem, não os quisesse de volta? -Dei um suspiro e levantei a cabeça, jogando o cabelo para trás. -Eles podem ter feito coisas erradas. Mas não quer dizer que não mereçam uma chance a mais.
Com isso terminei meu pequeno discurso, mas agora, caminhei até os exilados, e parei ao lado deles, dando um sorriso assegurador. Ora, eu podia ser expulsa do acampamento, como disse o Sr. D, mas pelo menos seria por algo que eu acreditava... certo?



|| Clothes: Here!! || With: Some people! ||


Thanks: Alice R @ TPO & WE



A constellation of tears on your lashes. Burn everything you love Then burn the asheS ¢
avatar
Allyria Stella Hochscheid

Mensagens : 115
Pontos : 115
Data de inscrição : 05/05/2012
Idade : 19
Localização : Atrás Do Elefante Cor De Rosa

Ficha do personagem
HP:
10/110  (10/110)
MP:
110/110  (110/110)
Arsenal:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Σ A Volta do Exílio 2 Σ

Mensagem  Andrews Biersack em Ter Jul 23, 2013 10:42 pm

O Lar em Caos - O que fazer com eles?
Post 1


Caos definiria? Após uma breve saída do Acampamento Meio-Sangue para assuntos pessoais, percebi o Caos instalado no local. Tomei cuidado para não chamar atenção. Minhas principais armas estavam comigo, assim como uma mochila. Eu não os larguei em local algum, pois pretendia observar o acampamento antes de mostrar que havia chegado.

Não foi diferente do que eu imaginei. Depois de horas perambulando pelos cantos do Acampamento Meio-Sangue, descobri que havia sim se instalado um caos. Ainda não entendia muito bem o que havia acontecido, e somente Quíron, na hora do jantar, deu-me a oportunidade de entender verdadeiramente o que ocorria. Anfiteatro, esse foi meu destino, ainda sem tirar as mochilas, segui o último grupo de semideuses que ia até lá, ficando a uma distância razoável. Por sorte, dos vários olhares que recebi, nenhum foi conhecido “ainda bem que sou novo por aqui”, pensei, alto ou não, aquilo tudo estava me deixando meio distraído.

A explicação de Quíron não foi das melhores, eu estava com a cabeça no mundo da lua e apenas uma bela cena me faria entender aquilo tudo. Foi então que minha irmã entrou em cena, a filha de Athena obedeceu a Dionísio em seu pronunciamento, colocando um bom motivo para que eles não fossem “exilados” novamente. O que veio depois me fez voltar mês olhos mais atentamente para a situação. Vários semideuses colocaram sua opinião. Eu ouvi opiniões bastante divididas e a última delas foi em apoio a minha irmã. Eu pensei por alguns instantes, aqueles caras quase destruíram o local que me ofereceu tanto, mas estavam de volta em  busca de força, de vida, talvez até estavam em busca de perdão.

- Com licença, senhores. – Disse eu, saindo de trás de todos os semideuses e me dirigindo até a minha irmã mais nova, porém bastante mais poderosa. – Eu sou novo aqui, eu sei, mas para piorar, eu não presenciei o fato que resultou neste debate. Apesar de tudo isso, eu tenho uma opinião e pretendo expor ela agora. É o seguinte, nós temos semideuses aqui que já foram dignos de estarem conosco, porém algo que foi feito por eles resultou em sua expulsão. Estamos diante um dilema... Portanto eu digo que só existe, racionalmente, uma coisa a se fazer. Devemos prova-los. Não adianta tomar uma decisão e acabar destruindo um coração arrependido, ou colocar aqui pessoas que nos querem arruinar. Quíron, não sou a pessoa mais indicada para dar uma opinião aqui, mas creio que seria a atitude mais racional. Coloque-os para fazer algo que os faça demonstrar que merecem voltar. Os supervisione e então ao final disso, e só ao final disso, dê o veredicto. Enfim... Era isso, acho que já falei demais.

Olhei para minha irmã, ergui a sobrancelha e dei um leve sorriso, um “olá” mudo e tímido. Talvez fosse apenas uma forma de pedir desculpas por opinar de forma mais radical. Só então eu percebi que realmente falara demais e que todos deviam estar olhando para mim.

- É... Era só isso...
avatar
Andrews Biersack
Filhos de Atena
Filhos de Atena

Mensagens : 15
Pontos : 17
Data de inscrição : 17/06/2013
Idade : 19
Localização : Chalé de Athena

Ficha do personagem
HP:
120/120  (120/120)
MP:
120/120  (120/120)
Arsenal:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Σ A Volta do Exílio 2 Σ

Mensagem  Thanatos em Qui Jul 25, 2013 1:01 am

Quíron trotava levemente no lugar, como se estivesse nervoso. De fato, era como se estivesse fora de si, mas tentasse ao máximo não demonstrar isso. Os campistas não sabiam se era uma raiva incontrolável, a vontade de falar alguma coisa ou de ir embora imediatamente daquele local que ele estava tentando suprimir, mas sabiam que aqueles discursos não haviam ajudado em nada a situação em relação ao centauro. Ele encarava os campistas com o olhar sério e penetrante, cada um deles. Seus olhos inquietos pulavam de uma pessoa para a próxima, ocasionalmente encontrando os de Dionísio, que estava demonstrando completamente o oposto. O deus do vinho apenas continuava perfeitamente calmo e quase imóvel em sua cadeira, na primeira fileira do anfiteatro, bem no meio. Sua expressão era de pura indiferença no momento, mesmo depois das ameaças feitas aos exilados e aos que se colocassem em seu favor. O acampamento entrou em um estado de silêncio após Andrews terminar de falar. O filho de Atena havia finalizado uma série de depoimentos que caracterizavam as diversas sensações experimentadas por todas aquelas dezenas de campistas ali, naquele momento. Quer eles estivessem contra a estadia daquele grupo forasteiro por falta de confiança, desgosto por conta da destruição feita ou pela confusão causada com sua chegada; quer eles fossem à favor de dar um abrigo àqueles garotos por diversos motivos. Ou eles poderiam optar pelo caminho cauteloso, apoiando uma provação pública.

O silêncio, então, foi finalmente quebrado pelo mais inesperado dos sons. Um barulho que campista nenhum jamais esperava escutar ou, pelo menos, não numa situação como aquela. Enquanto Dexter lançava um olhar de confiança e segurança para Casey e Rob murmurava algumas coisas para Elsie, que sorria apesar da visível vontade de chorar, Dionísio riu. Ele gargalhou sarcasticamente por alguns poucos segundos e então parou, voltando ao seu habitual rosto de escárnio.

- Muito engraçado como são os mortais. Pois bem, vejo que a maioria aqui é a favor desses pequenos... bichinhos... ficarem por aqui. Como diretor do acampamento, é meu dever optar pelo bem dos campistas e dizer: Eu não dou a mínima. Estou cheio de ter de lidar com situações como essas, pelo amor de Zeus.

Ele mais murmurava para si mesmo do que falava em voz alta para alguém ouvir. Infelizmente, devido à acústica do local, quase todos puderam ouvir as palavras do deus que, murmúrios ou não, foram seguidas por um raio violento, logo acima do acampamento.

- Tá, que seja. Por favor, todos ajoelhem-se perante o conselho, blá, blá, blá. Se precisarem de mim vou estar lendo meu catálogo de vinhos.

E, dizendo isso, agitou as mãos livres como se as estivesse secando sem o uso de papel e lá apareceram três revistas, com as capas em plástico que refletiam a luz das tochas e lâmpadas ao redor. Meteu seu rosto entre as revistas e parou de falar de uma vez. Na sua frente, no palco do anfiteatro, algo mais interessante ocorria. Os quatro tronos de pedra cinzenta que haviam sido estranhamente movidos para lá naquela noite tremeluziram fortemente. Suas imagens começaram a mudar com rapidez, de modo que o primeiro trono, à esquerda, agora tinha uma aparência bem mais branca e limpa, como se fosse feito de mármore. Era decorado com diversos detalhes em dourado e tecidos cinzentos, bordados com imagens de corujas. Uma réplica da ave, em ouro, estava encrostada no topo do encosto. Ao seu lado, o próximo trono também assumia uma composição que lembrava o mármore, mas era muito mais branco e brilhoso, quase marfim. Imagens de águas esculpidas em bronze celestial, brilhante e dourado, destacavam-se pelo trono. Logo no meio, onde a pessoa encostaria as costas, estava um estampado de um raio dourado, reluzente. O trono ao lado também mudava, de modo que algumas plantas cresciam ao seu redor, subindo como trepadeiras. Velas se acenderam ao seus pés e penas de pavão decoravam todo o móvel, como um grande chale azul com lindas pinturas de olhos em verde, amarelo, laranja e negro. Ao lado deste, o trono mais à direita possível, escurecei, rápido como um piscar de olhos. As sombras do ambiente pareceram consumi-lo, famintas, e de sua superfície brotaram ossos e caveiras, assim como diversas jóias e pedras preciosas. As extremidades tornaram-se pontudas. Em um passar de segundos, figuras também tremiam no ar, materializando-se na frente daqueles campistas. Um a um, Atena, Zeus, Hera e Hades apareceram em seus tronos, observando os campistas com atenção. Deviam ter cinco metros de altura, cada um, o que não chegava a ser nem perto do que assumem no olimpo, mas que ainda impunha um grande respeito. Atena foi a primeira a falar, após cruzar os olhos por cima daquela multidão, encontrando os de cada um de seus filhos, sorrindo para todos, prestando atenção em cada um:

- Uma proposta interessante, meu filho, Andrews. Annabeth, vejo que sabe o que pede à Dionísio e avalia também a situação por inteiro. És sábia. E Stephen, de fato, o acampamento acolhe diversos semideuses, mais quatro que estão dispostos a colaborar e estão desesperados por abrigo não seria um pedido nada grande. Não podemos, porém, deixar de requerer uma prova de sua lealdade, exilados.
- Achei que já tivéssemos mandado estes aí e a laia deles pro tártaro. O que fazem aqui, intrometendo-se nestas perfeitas famílias de semideuses? - Comentou Hera, com uma expressão de indignação. Era revirava os olhos e encarava o marido impaciente. Zeus se manteve calado e, pela sua cara, parecia que iria ficar assim por bastante tempo.
- Culpado. Depois de sete anos só um morreu. Essa galera sabe lutar. - Apontou Hades, com um rosto de desinteresse, para os quatro que ainda estavam de pé à frente dos deuses, virados de costa para eles. Os exilados mantinham-se claramente apreensivos e em silêncio. Eram os réus. Não tinham como se defender, muito menos agora que os deuses assistiam àquele julgamento.
- Então, devo tomar como verdade que a maioria do acampamento aceita a presença desses...
- Intrusos
- Como queira. Infelizmente, para que possamos concluir algo, requeremos uma palavra direta com esses campistas.
- Como se já não fosse humilhação o suficiente ter uma decisão do conselho revogada por um reles espírito do vento...
- Hera, você sabe que os espíritos da natureza...
- Que seja. Agora temos também que falar diretamente com esses meiosangues.
- Apresentem-se, heróis, e digam-nos o que têm a dizer. Hrum Hrum! - Ela pigarreou e lançou um olhar repreensivo ao pai, que mantinha o rosto apoiado na mão o tempo todo e a cara trancada, como se estivesse assistindo a um péssimo jogo de futebol.
- Ah, sim, e prometemos não explodir vocês e coisa e tal.
- Nem um pouco? - Disse Hades com uma centelha de luz nos olhos. Zeus o encarou por um momento, sem saber o que falar e, logo em seguida, virou para Atena, que o retribuiu com um severo balançar de cabeça. O senhor do trovão fez uma cara que intermediava a fúria e o desapontamento.
- Não...



ATENÇÃO:
TODOS poderão postar aqui e quando quiserem. Não são obrigados a postar ou, se postarem, a postar em todas as vezes. Postarei em períodos entre 24 e 32 horas e, se necessário, esticarei esse intervalo. Agradeço a todos que participarem e, sendo essa postagem vital à trama do fórum, haverá recompensa em XP para os posts feitos, dependendo da qualidade, como se fosse um treino. Obrigado à todos e bons posts.


- O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela. -


Deus da MORTE, da TORTURA e de tudo aquilo que se ESPALHA, VICIA E MATA!
avatar
Thanatos
Deuses Menores
Deuses Menores

Mensagens : 199
Pontos : 229
Data de inscrição : 20/02/2012
Idade : 21

Ficha do personagem
HP:
999999/999999  (999999/999999)
MP:
999999/999999  (999999/999999)
Arsenal:

Ver perfil do usuário http://crashmybrain.deviantart.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Σ A Volta do Exílio 2 Σ

Mensagem  Convidado em Qui Jul 25, 2013 1:40 am



( E ) veryday, the choices you make say what and who you are


Fuzilava, pulverizava com o olhar Nathan assim que ele começou a abrir a boca, duvido que se fosse um filho de Poseidon ali presente ele não estaria fazendo a mesma coisa que todos nós estávamos fazendo pelos exilados. Imediatamente, quando ele apontou na direção de meu irmão, estava mais que claro que o juízo dele não estava na sua forma perfeita já que Dex havia impedido o incêndio, e não realizado. Mas isso não modificou a posição corporal que tomei, protetora, posicionando-me um passo na frente dos exilados tentando passar a mensagem de que eu não ia deixar que Nathan fizesse nada contra ele. E, se ele me conhecesse bem, saberia que aquela conversa sim teria uma continuação depois que tudo fosse resolvido. Como ele podia dizer que não eram família se eram irmãos de sangue de muitos ali? Acompanhei com o olhar ele, conforme tentava acalmar meus ânimos sabendo que ainda estava muita coisa por vir. Alguns passos para trás, e retomei minha posição ao lado de Dexter, não estava disposta a abrir mão do meu irmão tão fácil assim.

- Não se afetem por isso, ele não falava sério. É só... complicado, mas vai acabar tudo bem.

Sussurrei por baixo da respiração aos exilados, apesar de tudo eu já tinha tomado minha decisão e de uma coisa eu tinha certeza: eu havia perdido minha família até descobrir membros que eu nem sabia que existia e se Nathan não era capaz de aceitar que a minha presença vinha com pacote fechado “pague um e leve todos”, sem direito a troca ou devolução, ele era o que precisava aprender o maior número de coisas dos exilados. Não sobre luta, mas sobre o verdadeiro sentido de família. Dexter, provavelmente, havia entendido minha dica dada na enfermaria como se soubesse o que o futuro reservava para a nossa presença no anfiteatro e entenderia a minha dica atual com perfeição. Havia jurado pelo Estige protege-los e cumpriria aquela promessa até o final. A fogueira que, no momento do pronunciamento do filho de Poseidon havia atingido um tom avermelhado e alturas maiores, provavelmente pelos meus olhares pensando em mil e uma maneira de esganá-lo depois daquilo, agora já se tornava em uma altura ainda mais alta.

Porém, o olhar que se dirigia ao meu irmão exilado, se voltou instantaneamente com uma voz que se ergueu no meio da multidão. Falar em público sempre foi um desafio aos filhos de Atena, não pela falta de argumento ou coragem, mas pela timidez rodeava a maioria de nós. Em um único movimento, minha face se virou surpresa para Stephen que começava seu discurso de apoio e um sorriso começou a se alastrar pelo meu rosto, amplo, surpreso e muito, muito feliz por ver que ele havia se manifestado. Acompanhando a sua movimentação, murmurei a Casey e Dexter que estavam ao meu lado como se soubesse da dúvida que eles poderiam trazer.

- Stephen von Tudor, nosso irmão, mentalista de Psiquê.

Línguas de fogo amarelas subiam nas alturas conforme observei Annye se levantar e se pronunciar, envolvendo Dex em um abraço de lado e uma risada contida de empolgação fitando os quatro. Conforme ela se aproximava, começava a aplaudir os campistas que se levantavam e caminhavam em nossa direção, largando meu irmão recém chegado por alguns instantes, minha atitude era de incentivo, tentando demonstrar que estava tudo bem. Eu conhecia Dexter, Elsie, Casey e Rob a poucas horas, mas uma coisa era certa, eu confiava neles e sentia uma ligação em especial com meu irmão deserdado além dos meus limites da compreensão. Desde a cena na colina, quando reconheci a cor de seus olhos, foi como se uma peça de quem eu realmente era havia se encaixado no quebra-cabeças da minha vida.

Com a evolução dos discursos, mais um irmão meu se fez presente, dessa vez optando por não se juntar a nós, mas seu pronunciamento era contido e a favor de algo justo, algo que estávamos querendo para meus irmãos e seus amigos: uma segunda chance. Alternando o olhar entre Dionísio e Quiron, tive que engolir seco quando o Deus do vinho deu sua opinião, mas ao menos não havia nos enxotado do acampamento com cintadas das trepadeiras de suas parreiras. Foi quando algo começou a se movimentar atrás de nós, nos tronos. Arregalei o olhar segurando-me em Stephen e Annye para não cair para trás quando os tronos começaram a reluzir e tive de me controlar para meu queixo não cair quando a primeira pessoa a falar se revelou Atena. Murmurrando para Stephan sem tirar os olhos da Deusa, meu olhar varria cada detalhe de seu rosto revelando um traço de cada um do chalé em cada milímetro de seu rosto. Não podia negar que, apesar de tê-la culpado muito por não ter protegido meu pai mortal a alguns bons anos atrás e depois por ter descoberto que havia deserdado Dexter, um sorriso inseguro e trêmulo se formou em meu rosto retribuindo o seu.

- Eles estavam vendo...

Não era algo controlável, era como conhecer metade de mim que passara indecifrável durante toda a minha vida. Os olhos se voltaram para Zeus, Hera, Hades ao qual senti um arrepio percorrendo-me a espinha assim que o fitei, mas sempre se pousavam novamente na Deusa da sabedoria e tremia dos pés até o último fio de cabelo com o coração batendo tão forte que parecia me saltar pela boca, mas não voltaria atrás.

Não podia negar a alegria que tensionava meus nervos e pensamentos para me tomar por completo. Segurando mais forte a mão de Dexter mais uma vez, com uma força moderada, a soltei e fui até o centro diante dos tronos, ajoelhando-me sobre uma das pernas. Com os cantos dos olhos fitei meus irmãos que haviam se pronunciado e Chase ainda na arquibancada estava com o olhar de quem estava em dúvida de quem ela mataria: eu ou ela mesma. Voltando o rosto para Dexter como se quisesse pedir emprestado parte da sua força, respirei fundo algumas vezes tentando tomar coragem, por mais que a primeira palavra tenha saído gaguejada virando o rosto para os Deuses.

- Senhor Zeus, Lady Hera, Senhor Hades.... Senhora... Lady... m-mãe...

A voz gaguejou ao me referir à Atena, não sabia como chama-la, mas “mãe” me pareceu uma boa forma, apesar de tudo. Não sabia nem por onde começar, mas tinha certeza do que eu tenho que fazer. Talvez, por partes? Então, dirigi-me ao Deus dos raios fazendo uma pequena e breve reverência com a cabeça, mesmo que protetoramente projetada na frente de Dex com o olhar ainda assustado pela presença do Conselho, mas tentando parecer firme no que dizia.

- Senhor Zeus, sou Annabeth... Annabeth Palas Reader, filha de Atena. Eu sei que o senhor teve seus motivos para optar pelo exílio de meu irmão e seus amigos, mas peço que entenda minha posição e minha decisão. Não quero me comparar com o senhor, pois não seria jamais digna disso, mas talvez o senhor se lembre de um certo menino que para ser protegido foi levado para uma caverna por sua mãe. Que seus fiéis seguidores emitiam grandes barulhos a fim de proteger seu Deus de ser engolido por seu pai que poderia ouvir seus choros ainda bebê. Um certo menino que cresceu e que enfrentou o próprio pai para salvar seus irmãos, para lutar pelo que acreditava ser justo, mesmo correndo um grande risco para isso. Meu irmão e seus amigos jamais desejaram derrubar o Olimpo ou afetar os Deuses, mas somos uma família aqui e eles também tiveram que enfrentar os próprios progenitores para defender o que acreditavam, talvez até para defender seus irmãos. Talvez, o senhor lembre-se também de uma certa filha sua que, para defender membros dessa mesma família onde vivemos, sacrificou e deu sua própria vida pela segurança e bem estar daqueles que amava. Peço do senhor a mesma compaixão que deu à ela quando salvou sua vida a transformando em pinheiro, não para transformá-los também, mas para levar em consideração o motivo que levou eles a fazer isso. A verdade é que os fatos não podem ser mudados, mas podem ter sido uma atitude por um motivo maior do que eles mesmos. Com respeito à Deusa Afrodite não aqui presente e à minha mãe, porém o coração tem razões que a própria razão desconhece e todos nós faríamos qualquer coisa para proteger os que amamos.

Finalizei lançando um sorriso aos exilados e aos campistas que haviam se juntado a nós, em breve eles entenderiam do que eu estava falando. Tomando fôlego, voltei-me para a Deusa da família e rainha do Olimpo ali presente, que não parecia nem um pouco flexível com relação à sua posição, mas talvez se alguém demonstrasse entender seus constantes acessos de ciúmes ela baixasse um pouco a guarda. Lembrando-me que as histórias de mitologia falavam que um dos únicos enteados a quem ela tinha algum apreço era Hermes, e que ficou ofendida quando Zeus teve Atena sozinho mostrando ao Olimpo que sua presença era dispensável, comecei a falar sentindo as mãos suando frio.

- Lady Hera, peço que lembre-se da importância que a fidelidade tem para a senhora, da lealdade com a família e os juramentos que a senhora tanto preza e, se estou aqui, é porque confio tanto nesse grupo de campistas que jurei pelo Estige protege-los nesse momento e vou cumprir o que falei. Vou fazer tudo que eu puder e não puder para garantir a segurança deles, por isso peço perdão por qualquer insolência não apenas à senhora, lady, como a todos os Deuses aqui presentes. Sei que a senhora tem seus motivos para não ter tanto afeto, principalmente com relação aos descendentes diretos de Atena, mas queria dizer que nós temos a consciência de que não se faz nada sozinho no mundo, que devemos ter um vínculo de respeito e fidelidade uns com os outros. Afinal, se não fosse o trabalho em equipe de todo acampamento, não teríamos conseguido garantir que os quatro sobrevivessem. Mas também sei que se a senhora sente-se assim de vez em quando, que atitudes de traição aticem sua ira, não vai ter motivo algum para sentir isso com relação aos exilados, já que preferiram ser deserdados a trair o que acreditavam. E sei o quanto a família é importante para os Deuses, afinal Hermes deve ter aprendido com a senhora que não importa o que aconteça, não se desiste de quem nutre laços consanguíneos conosco, já que não desistiu nem mesmo de Luke, nem quando ele tentou derrubar o Olimpo. Tens uma grande afeição com o Deus dos viajantes, não? E, como Deusa da família, a senhora deve entender melhor do que qualquer um que mesmo eles tendo sido deserdados, continuam sendo parte de cada um com quem compartilham laços sanguíneos.

Talvez, apelar para o sentimento de Hermes com Luke, campista que havia tentado destruir o Olimpo, tivesse sido demais com Hera, mas para minha sorte Atena havia garantido que ninguém ali seria castigado por dar sua opinião. Assim que terminei de pronunciar as ditas palavras até o momento, tive que tomar um pouco mais de coragem para encarar o Deus do Submundo, afinal aquele sim poderia me aprisionar no tártaro para o resto da minha existência.

- Senhor Hades...Perdoe a minha liberdade, mas o senhor não estava destinado ao Submundo, não é mesmo? Era o primogênito entre seus irmãos e, mesmo assim quando foi encarregado do mundo dos mortos, quando foi exilado para lá, acatou a decisão de seus irmãos. Mesmo tendo ajudado Zeus na guerra dos Titãs, continuou a estar sempre por perto, para o que precisassem. Mas tenho certeza de que se um dos seus irmãos tivesse feito o que eu estou fazendo agora, fazendo tudo que eu tenho em mãos para proteger Dex e seus amigos de terem um destino que não era o que eles merecem, talvez o sentimento de isolamento não lhe fosse tão grande. Por favor, mostre diante de todo o acampamento, os filhos de todos os Deuses e os seus filhos que o Deus do Submundo é mais do que apenas mortes e punições, que tem a ver com justiça também, como a divisão de seu reino, e que todos no final temos o que realmente merecemos.

Por último, ainda restava minha mãe e, sinceramente, a parte dela era mais pessoal do que qualquer outra coisa. Levantei-me e caminhei até ficar de frente para seu trono encarando-lhe nos olhos ao ajoelhar-me diante de si e sentar-me sobre os calcanhares, talvez aquela fosse a conversa mãe x filha mais longa que teríamos se ela não finalizasse por me deserdar também, mas eram coisas que precisavam ser ditas. As palavras demoraram a serem pronunciadas, porém tomei fôlego e comecei a falar, mesmo com a diferença de seu tamanho para o meu fosse de modo intimidante.

- Mãe... Eu não sei o que exatamente Dex fez para que a senhora o deserdasse e não pretendo julgar seus motivos, mas todo semideus antes de vir para o acampamento passa por maus bocados com monstros e sentindo-se excluídos por parte de uma família desconhecida, a maioria nem conhece um dos seus pais e sente-se já deserdado. Imagino tudo que ele e os amigos passaram ao terem seus próprios pais dizendo que não queriam mais nutrir laços com eles e sendo expulsos do único lugar seguro para eles, um lugar feito por vocês, para demonstrarem que podem não ser presentes, mas ainda se importam conosco. Eu peço como sua filha para que deixe seu filho e os amigos ficarem aqui, e se isso não for o suficiente para lhe convencer, dê uma segunda chance a eles. Deixe que eles mostrem o quanto podem ser úteis no acampamento nos ensinando a lutar quase sem poderes e sem armas e como sobreviver à todas as situações que eles passaram enquanto exilados. Por favor, deixe com que eu pense que você interveio no trajeto deles, que deixou com que eles chegassem aqui e que foi você a responsável pelo esforço de todos nós para que nenhum dos quatro morresse, porque a senhora e os Deuses tinham planos maiores para eles por trás disso tudo que aconteceu. Deixe que eu acredite que a senhora só o deserdou por forças maiores, mas que não deixou de se importar com um dos seus filhos. Eu imploro... mãe...

Naquela altura, o nó em minha garganta se enrolava diversas e milhares de vezes e era bem provável que eu tivesse deixado minha mãe furiosa, mas sentia-me como se tivesse arrancado a maior parte de um tumor que estava preso em mim a muito tempo já. Logo, finalizei o último pedido aos Deuses, alternando o olhar acinzentado entre eles.

- E, como meu último pronunciamento voluntário, eu sei que todo esse acontecido pode ser deixado de lado por ambas as partes. A maioria de nós, seus filhos, já perdemos alguém de extrema importância em nossas vidas, mas sempre temos duas escolhas: proteger quem ainda temos, não importa a quanto tempo eles chegaram em nossa vida ou... como foi a entrada deles nela, ou continuar recusando as pessoas que cruzam o nosso caminho sem nem mesmo conhece-las. Eu amo todos que residem nesse acampamento, não sei se é um pressentimento, mas sinto que todos nós temos muito a aprender com os exilados, seja em luta que em valores. Afinal, hoje pudemos ver filhos de Deuses que são inimigos se unindo e trabalhando juntos, em prol da sobrevivência deles. Por que eu confio tanto assim em cada um dos exilados? Um certo rapaz chegou junto com eles, rapaz que não está aqui presente significando que não foi expulso e, mesmo assim, eles estavam com ele, o protegendo. Eu mesma, até o dia de hoje, achava que quando algo de ruim acontece é apenas para nos colocar para baixo, mas em cerca de dez minutos na enfermaria com os exilados eles me ensinaram que mesmo os acontecimentos ruins podem nos levar a algum fato para o qual vale a pena sofrer por.

Em uma breve pausa, como se procurasse as palavras certas para falar abaixando o olhar por alguns segundos, voltei o mesmo para os Deuses e continuei.

-Eles tiveram um acontecimento ruim na vida deles, cada um de nós, seus filhos, teve ao menos um acontecimento ruim nas nossas vidas, mas se isso fez com que os nossos caminhos se cruzassem na casa que os senhores nos deram, acredito mesmo que alguma lição boa pode sair disso tudo. Quem sabe quantos campistas eles ainda vão poder ajudar a cumprirem melhor os trabalhos que os senhores nos dão se puderem permanecer aqui. Então, só peço que se estiverem pensando em expulsar alguém do acampamento por isso, declaro-me a única e absoluta responsável por tudo que eu disse. Não culpem mais ninguém além de mim por isso. E peço que se essa for a decisão dos Deuses, que Dexter Zayas e seus amigos possam permanecer no acampamento e eu seja a única ordenada a se retirar, porque confio minha estadia aqui que eles merecem mais uma chance. Mas, se a vontade do Conselho dos Deuses for de testar a lealdade deles, eu me ofereço como a responsável pela estadia deles aqui de maneira com que se eles se demonstrarem traidores novamente, vou acatar qualquer punição que decidirem se isso os deixará mais tranquilos.

Pela primeira vez, desde a chegada dos Deuses do conselho, não havia um pingo sequer de hesitação em meu tom de voz. Eu estava tomando a responsabilidade pelos meus atos e se havia aprendido algo com minha vida antes de saber que era semideusa, era que a maior prova de amor que se pode ter por alguém é a do próprio sacrifício. E meu amor ia além de Dexter, Elsie, Casey e Rob que eu havia conhecido a pouco tempo, mas já sentia como se algo me ligasse à eles. Mas também envolvia desde Andrew, Nathan, Annye, Hayley, até meus próprios irmãos com quem dividia meu próprio sangue e não estava nos meus planos permitir que eles arcassem com as consequências de minhas escolhas e minhas palavras. Levantando-me, caminhei em seguida até o grupo dos exilados posicionando-me ao lado de Dexter e segurando sua mão em um claro sinal de tentar passar-lhe um pouco mais de segurança, como uma mãe que segura a mão do filho pequeno que está prestes a tomar injeção.





notes none.
tagged Chegada de estranhos.
wearing Uniforme do Acampamento.
word count Muito.
music None.
credit thai_ss @ Terra de Ninguém.

Convidado
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Σ A Volta do Exílio 2 Σ

Mensagem  Stephen James von Tudor em Qui Jul 25, 2013 4:20 pm

Exóristoi II
Σ A Volta do Exílio II Σ / Eles podem ser nossos amigos.

Perdi as contas de quantas palavras eu dissera em apoio ao discurso de Annabeth, minha irmã. A olhara de esguio e percebia que sorria abertamente com meu apoio. Falei tudo o que pensava sobre o que se passou, mas para Dionísio minhas palavras foram como o vento, que veio e se foi, sem nenhuma importância. Já para Quíron a importância de minhas palavras foram um pouco maiores, mas não mudaram seu pensamento. O centauro continuava agitado e inquieto no lado em que estava. Após terminar minhas considerações vieram alguns outros semideuses, e, exceto Nathan, todos pareceram a favor da volta dos campistas exilados. Sorria e apoiava os que mostravam suas opiniões assim como podia e aguardava o momento em que um dos responsáveis falasse algo sobre tudo o que as crianças protestavam. Com o tempo, ninguém mais levantara-se de seus lugares e Dionísio, sorrindo como uma criança, falou para si mesmo o quanto achava odioso aquele momento. A acústica acabou por revelar seus sentimentos entediados. Convocou algum catálogo de vinícola e enterrou seus olhos nas folhas brilhantes. Pensei em revirar os olhos, mas aquele era um movimento que deuses poderiam não gostar.

Instantes depois olhei para os lados, em busca de apoio de alguém, mas ninguém mais levantava-se, todos prestavam atenção e pareciam ansiosos pelo que viria a acontecer. De repente, os tronos, gigantescos, feitos para abrigar deuses, antes todos iguais e negros começaram a se transformar. O primeiro foi o esquerdo, se transformou em mármore branco, detalhes dourados subiram-lhe pela base e encostos para os braços, estacando perfeitamente. Uma coruja pareceu surgir no alto do trono e nesse instante senti algo percorrer minha espinha e subir até os cabelos... ’Mãe?!’, perdi a respiração. Os outros tronos também se transformavam ao lado da deusa da sabedoria, eu podia ver com o canto dos olhos, mas o cinza dos meus olhos não fixavam outro lugar a não ser o trono pálido de minha mãe. Finalmente, os quatro deuses revelaram-se em sua forma não divina, mas respeitosa e esbanjando seu poder. Senti os braços de Annabeth entrelaçarem-se aos meus e seu corpo parecia implorar por apoio. ”Eles estavam vendo”, murmurou. Acenei com a cabeça positivamente e Atena transcorreu seu olhar pelos filhos, tanto sentados quanto nós, ao meio do anfiteatro. Seus olhos lembravam aos olhos de todos os filhos, seus cabelos pareciam cópias perfeitas dos cabelos de suas filhas, e a expressão com que Atena olhava para todos relembrava as expressões de todos os seus.

- Mãe – Agora o substantivo saiu-me pelos lábios incontrolavelmente. Olhei para Annabeth, minha irmã, ela parecia um pouco nervosa e ansiosa para falar. Mas antes dela, Atena abriu seus lábios e começou a falar. Disse de Andrews, o último filho dela a se expressar, e de Annabeth que estava ao meu lado. Eu já não esperava que a deusa de olhos cinzentos falasse sobre mim, um filho que passara meses fora do Acampamento e esperava ter algo para falar entre os campistas, mas minha mãe considerou a opinião e elogiou-me pela visão. O instante ficou marcado por uma liberação de adrenalina que deixou minhas mãos tremendo e suando frias, as pernas bambolearam e ameaçaram-me jogar ao chão. Mesmo assim me segurei firme e continuei na presença dos deuses.

Hera falou, a deusa do Olimpo em seu trono branco rodeado de flores, que pensara já ter mandado os exilados para o Tártaro, e fez uma pergunta do por quê desses semideuses intrometerem-se nas ‘vidas perfeitas’ do Acampamento. Reprimi uma gargalhada de repulsa, apenas lancei um olhar inocente e fingi-me de desentendido, enquanto Annabeth encarou a deusa com toda a sua força. Hera com sua expressão de indignação olhou para o marido, Zeus, que parecia estático e entediado, assim como Dionísio momentos antes. Hades também falou, sobre o grupo saber como lutar, mas se expressou.

Todos permaneciam em um silêncio sepulcral, eu não sei se dois terços de todos os presentes tinham presenciado quatro deuses olimpianos na Terra. Os olhos passavam de um deus a outro, até que Atena pareceu começar a concluir algo, mas Hera a interrompeu, e isso se repetiu por duas ou três vezes, até que a deusa da sabedoria finalmente ordenou que os heróis se apresentassem e dissessem o que pensavam, Zeus deixou claro de que não explodiria ninguém esta noite, Hades questionou, mas Atena garantiu a segurança de todos no Acampamento para a decepção dos Dois Grandes que estavam presentes. Meu coração palpitava incessantemente, eu não seria o primeiro de modo algum, e assim Annabeth, uma das mais novas e parecia a mais corajosa de todos, prostrou-se diante dos deuses e se ajoelhou respeitosamente para a sua opinião ser ouvida. Sua voz começou leve, gaguejando, mas cada palavra parecia dar mais força aos argumentos da ateniense.

Annabeth falou primeiro para Zeus, Deus dos Deuses. Ela falava da história, conhecida por todas as pessoas ali presentes, de quando Zeus fora escondido por sua mãe para que seu pai não o engolisse vivo como fizera com todos os seus irmãos. Das pessoas que faziam barulho para encobrir seu choro infantil, dos que ajudaram-no a crescer e ficar forte. De sua briga para com seu pai para salvar todos os irmãos, que ainda viviam dentro do grande Titã progenitor. Também citou Thalia, Afrodite e Atena. Depois de terminar lançou-nos um sorriso e nós a apoiamos como pudemos. Foi até Hera e falou de seu amor por Hermes e seus descendentes. Foi até Hades, o deus com quem tratou as palavras com mais cuidado, era o mais perigoso deles e o mais facilmente ofendido. Mesmo assim Annabeth falara profundamente, de um assunto que o deus do submundo despreza e se ofende até hoje; sua responsabilidade pelas almas dos mortos e o impedimento do Primogênito de entrar na morada dos deuses, o Olimpo. Finalmente foi até Atena, falando de todas as suas razões para que os deuses acreditassem que dela poderia ter a confiança e responsabilidade pelos quatro exilados que retornaram. Finalmente falou para todos e voltou até Dexter, segurando sua mão em sinal de confiança.

Dei alguns passos vacilantes, respirando fundo e de passos largos podia ver meus tênis tremerem antes de tomarem o chão abaixo. Estava confiante do que eu poderia falar, e mesmo assim nervoso como uma criança. A mãe olhava com expressão dura e inflexível, mas no fundo de seu olhar seus filhos poderiam ver uma ponta de orgulho surgir. Dei um sorriso tremulo, sem intenções, e me aproximei. Eu não faria como Annabeth, de ajoelhar-se e falar para cada um, apenas parei no meio, entre Hera e Zeus, ajoelhando-me. O instante pareceu insuportável, pensei: ’O mundo está em minhas costas, não o mundo de Atlas, não o planeta Terra, ou Urano, Júpiter. O mundo deles, o mundo de quatro semideuses que não possuem mais opção alguma, os seus mundos e suas vidas estão em minhas mãos.’ Depois disso a desconfiança e fragilidade mortal saíram de meu corpo, levantei a voz e falei:
- Deuses, vocês devem me conhecer, mas mesmo assim, sou filho de Atena e mentalista de Psiquê Stephen James von Tudor. Atena, – Não achei necessário o uso de senhora para minha própria mãe – Senhores Zeus e Hades, Lady Hera. – Mesmo me livrando do adjetivo de senhora para Hera, ela pareceu se desagradar por ser apresentada depois de todos os outros deuses presentes, deixei passar esse sentimento – Tenho conhecimento que não é do agrado de vocês estarem aqui, em pleno Acampamento Meio-sangue nessa noite, e muito menos para resolverem problemas com seus filhos. Não pretendo prolongar muito minha fala. Deuses, aqui temos quatro heróis, que como Hades disse: Sobreviveram a sete anos sem a ajuda de ninguém. São heróis renegados, que não podem mais sobreviver sem nossa ajuda. Suas vidas e esperanças estão em nossos braços. Precisamos considerar que eles merecem mais uma chance. Apoio o que Annabeth disse: Eles não tentaram derrubar o Olimpo, como Luke e outros monstros e titãs, apenas lutavam pelo que achavam correto. Porém, estamos falando dos campistas e não o mérito de seus pedidos. Assim como Annabeth, me responsabilizo juntamente com eles. Os deuses aqui presentes não terão problemas, eles serão mais quatro entre dezenas de semideuses e serão recebidos igualmente, mostrem sua inteligência e passem por cima de algo que ocorreu no passado, eles merecem essa chance. – Suspirei e levantei-me, cabisbaixo, apenas dei uma olhadela para Atena, que continuava em sua expressão inflexível. Me aproximei de Dexter, meu meio-irmão e apertei seu antebraço, sendo retribuído por ele, assim como os antigos gregos selavam seus acordos. O chalé de Atena estava unido, Dexter e seus companheiros eram dos nossos.
avatar
Stephen James von Tudor
Filhos de Atena
Filhos de Atena

Mensagens : 11
Pontos : 11
Data de inscrição : 29/12/2012
Idade : 21
Localização : New York

Ficha do personagem
HP:
110/110  (110/110)
MP:
110/110  (110/110)
Arsenal:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Σ A Volta do Exílio 2 Σ

Mensagem  Hades em Sex Jul 26, 2013 1:33 pm

O deus dos mortos conservou seu silêncio após suas concisas palavras. A ponta de seus dedos martelavam o braço do trono sombrio num ritmo acelerado como alguém que tocava piano sem nenhuma habilidade. Seus olhos inquisidores eram como os de um juiz, o que de fato era, todos ali diziam-se nutridos de coragem; entretanto, poucos ousavam defrontar com aquele deus que não transmitia imponência e poder, a princípio, e sim cada pecado a que cada um já se acometeu um dia. O senhor do Mundo Inferior cerrou os olhos, mesmo com a cabeça baixa eram poucos aqueles que persistiam em querer vislumbrá-lo, temente de aquele deus os castigasse. Então, com a cabeça baixa, ele alisou a barba vagarosamente, a mão esquerda agitava-se no ar criando centelhas de fogo infernal, que em fração de segundos eram engolidas por sombras. Ele repetia o processo, diversas e diversas vezes, ouvindo atentamente o que cada um tinha a dizer, mas aparentemente não o mais interessado em ouvir. Ele estava, mais do que ninguém ele conhecia cada um ali. Reconheceu seu filho por entre a multidão e piscou para ele, orgulhava-se daquele Acampamento e sentia-se profundamente ultrajado em ser alcunhado, mesmo indiretamente, como carente e iludido.

Com os olhos fechados, sentia seus próprios dedos chamuscando seu cavanhaque, faíscas que logo se apagavam. Recordava-se de que, em eras longínquas os seres humanos não o chamavam pelo nome, receosos de que fossem punidos por isso. Ainda hoje, os mortais porfiavam no conceito de que Hades seria sempre o responsável pelas constantes maquinações de outrem, daqueles que almejavam o poder. Não depreendiam que Hades já possuía do poder necessário para governar o seu lar, o que ninguém lhe tomaria.

Passou, por fim, a fitar os exilados, jovens que foram abandonados por seus próprios pais, sobreviveram sozinhos as adversidades que o destino impôs a eles. Lutavam diariamente para sobreviver e nada mais. Não muito diferente de nós, deuses, eu diria, em eras remotas em que, principalmente nós, os três grandes, lutávamos diariamente para não sermos engolidos novamente. Antes ignorando todos os semideuses que argumentavam a favor dos exilados, uma voz fina de uma garotinha de olhos cinzentos lhe chamou a atenção. - "Senhor Hades" - ela dizia. Um tanto quanto ousada, o Deus pensou, recorrendo para artifícios tão sentimentais para imortais como eles. Como poucos, aquela semideusa conseguiu remetê-lo a outros pensamentos. Os pensamentos de um irmão que, mesmo traído e enganado, jamais deixou de lutar pelos seus, e mesmo assim, continuava a ser renegado e ofendido. Involuntariamente, o Rei Submundano mirou seu irmão. Sua cabeça elevou-se repentinamente, e sua mão direita pôs silêncio a qualquer ruído que podia interrompê-lo naquele momento. Ninguém contrariou-o.

- Quanta insolência da sua parte, mortal. - a voz áspera de Hades estremeceu as pernas de qualquer um ali, com exceção dos deuses ao seu lado. - Entretanto, não ouço discurso mais probo há muito tempo. Você, meu caro Dionísio, se me lembro bem não passava de um semideus louco, e o que deveria mais perfeitamente bem compreender esses pobres. Você, minha caríssima sobrinha Atena, julga-se a mais sábia, porém nunca aceitou uma derrota em sua vida, você nasceu porque seu pai teve um acesso de fúria ao saber de uma profecia de que ele cairia sob suas mãos, e agora vocês, deuses, querem fazer o mesmo com esses jovens.. Você, minha irmã, não passa de uma desvairada que renegou o próprio filho e posteriormente teve de se ajoelhar a ele. - então, uma longa pausa se seguiu após tais palavras, quando o deus do submundo virou-se para Zeus. Todos sabiam que o que seria dito agora era algo que deveria ser dito a anos. - E você, meu irmão, onde está o seu escudo? Escudo feito da pele da cabra que o amamentou. Uma cabra... quem diria... o grandioso Zeus não é nada sem os seus irmãos. Inclusive eu, a qual o apoiei em todas as guerras que você não teria vencido. Você, meu irmão, é um exilado como eu. - seguido isso, ele balançou a cabeça negativamente. - Minha humilde opinião daquele que ajudou a prender Cronos no Tártaro duas vezes, é que eles devem ficar, são apenas semideuses, e esses meros semideuses a que julgais meros mortais, brandiram as espadas a seu favor todas as vezes.


Todos os caminhos levam a morte.

avatar
Hades
Deuses
Deuses

Mensagens : 193
Pontos : 273
Data de inscrição : 08/01/2012
Localização : Mundo Inferior

Ficha do personagem
HP:
99999999/99999999  (99999999/99999999)
MP:
99999999/99999999  (99999999/99999999)
Arsenal:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Σ A Volta do Exílio 2 Σ

Mensagem  Marshall Alexander Harvey em Sex Jul 26, 2013 2:56 pm


   
It'll be funny.


   Até, agora, eu não tinha me pronunciado. Tinha ficando quieto no canto da fogueira, observando seu fogo atentamente, mas prestando atenção na conversa. Me olhos mudavam o foco de Annabeth, para os deuses e depois os exilados, os quais na minha opinião mereciam sim uma segunda chance. Eu não sei por que não me manifestava... Talvez eu estivesse com medo demais dos deuses ali, mas todos os outros tinham feito algo. Eu tinha que fazer também, mas não por uma obrigação, mas sim porque eu queria ajudar os exilados. É claro que Hades já tinha se mostrado ao nosso favor/à favor deles, e um deus assim no   nosso lado teria grande influência sobre os outros, principalmente quando atacou Zeus. Tive que segurar o riso durante essa parte, confesso que foi divertido ver o Senhor do Olimpo ouvir aquelas palavras do Senhor do Submundo. Suspirei, me levantando. Poucas pessoas tiveram o trabalho de olhar para mim, o que achei ótimo. Odiava ser notado em público, mas isso não importa agora. Caminhei vagamente até o lado de Annabeth. Por um breve momento a filha de Atena me encarou, mas voltou sua atenção para os deuses, mais precisamente Hades. Sua voz ecoava na minha cabeça, me deixando um pouco amedrontado. Claro, ele era Hades. Ouvi algumas vozes, se perguntando "Quem é aquele garoto?" Mas eu não liguei. Limpei minha garganta com um pigarro, e coloquei as mãos dentro dos bolsos da jaqueta. Eu... Tenho que concordar com Annabeth e Hades. Não que eu tenha que ser ouvido, mas eu queria poder falar com vocês. Semicerrei os olhos encarando Hera, Atena, mudando para Hades e por fim, Zeus. Sem desrespeitar, mas Dionísio era o que menos me preocupava ali. Na minha opinião, Os Exilados devem ficar. Eu estou tentando encontrar palavras para poder dizer o que eu quero, mas Annabeth já disse tudo. Apesar de toda essa bagunça que eles causaram quando chegaram aqui, esse é o único local seguro para os semideuses. O único local no mundo onde os semideuses podem viver em paz, treinando para ficar mais forte e combater os monstros. Esse acampamento, Sr. Zeus, Atena, Dionísio, Lady Hera... Dei uma breve pausa. Não citaria o nome de Hades, pois ele já se mostrava ao nosso favor. Só espero que ele tenha entendido o meu motivo. Vocês vão tirar o local que lhes foi dado para ficarem seguros, para não se preocuparem em acordar no meio da madrugada numa jaula de um lestrigão, apenas esperando a hora de ser devorados? Dei outra pausa para respirar. Olhei de relance para os exilados, mas meu foco era mesmo nos deuses. Tudo bem, eu entendo. Eles devem ter feito algo realmente grave para merecer essa punição, mas não acham que o tempo de punição já deveria ter acabado? Aqui é o lugar onde podem ficar com suas famílias, não precisamente de sangue, mas... Todos nesse acampamento, querendo ou não, somos uma família. Nos ajudamos nos problemas, compartilhamos nossas alegrias... Até mesmo os briguentos filhos de Ares. Ri baixinho, aproveitando a oportunidade para recuperar o fôlego Eu nem mesmo os conheço, mas gostaria de ter a oportunidade. Sei que como nós, esses semideuses que foram expulsos, enfrentaram em suas vidas vários desafios de vida ou morte, e vem enfrentado desde sempre. Desde quando descobriram ser semideuses. Não posso exigir nada de vocês, deuses, mas quis me pronunciar à respeito desses semideuses. Vou insistir na permanência deles aqui, vou insistir na possibilidade de acolher novamente nossa "família" que foi expulsa daqui, mas se não mudarem de ideia, peço apenas que expliquem o real motivo disso ter acontecido. Minhas mãos tremiam um pouco, com receio de Zeus me fulminar com um raio, mas eu tinha que falar  isso. A prole de Atena tinha dito tudo o que eu planejava desde o começo, ma eu tentei usar outras palavras e outros argumentos. Na minha frente, um único floco de neve caiu, demonstrando meu nervosismo. Parte de ansiedade, parte do receio de ser fulminado, explodido, transformado em uma vaca ou sei lá mais o que.
   
Day: Vai saber.    Place: Por aí.    With: Ninguém.    Humor: Não é da sua conta.                    Clothing: -  
credits @

Marshall Alexander Harvey
Filhos de Quione
Filhos de Quione

Mensagens : 4
Pontos : 6
Data de inscrição : 21/07/2013

Ficha do personagem
HP:
110/110  (110/110)
MP:
110/110  (110/110)
Arsenal:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Σ A Volta do Exílio 2 Σ

Mensagem  Andrews Biersack em Sex Jul 26, 2013 7:30 pm

O Lar em Caos - O Surgimento dos Deuses
Post 2

O que sucedeu o meu “discurso” foi impressionante. E eu não estou falando dos velhos e conhecidos líderes do Acampamento Meio-Sangue, eles não disseram nada que eu não acreditasse que diriam, mas o surgimento de quatro deuses, e dentre estes, dois dos quais eu mais tinha respeito. Sorri, ao ser citado por minha mãe, mas não por muito tempo. Uma leve angústia passava a colocar um gosto estranho em minha boca. Eu me sentia, agora, desconfortável, enquanto estava de pé, próximo aos exilados e ouvia as vozes dos deuses. Refletindo sobre tudo, achei que não ficaria pior, mas Annabeth e Stephen provaram que eu me enganara. Comecei a trocar o pé de apoio a cada dez segundos, por puro desconforto. As palavras ouvidas até aquele momento me traziam um sentimento nada próximo à paz. Quando meus irmãos voltaram e se posicionaram ao lado dos exilados, eu me senti forçado a me aproximar. O coração batia forte, minhas costelas doíam e meus pulmões não pareciam suprir minha necessidade de ar. Eu me aproximei rapidamente de Annabeth, ela conquistara meu respeito em um curto espaço de tempo, o que eu estava ali. Uma garota anos mais nova, porém extremamente mais sábia. Sorri para ela e a abracei. Sussurrei em seu ouvido, então, um certo pedido de desculpas por dificultar seus planos.

- Você é demais, irmã – Eu disse baixinho o suficiente para que apenas ela ouvisse. – Estou contigo agora, apesar de nunca ter estado contra...

Recuei alguns passos de costas e então fitei os tronos. Estufei o peito e sorri, a timidez deixando meu corpo enquanto a crença de estar fazendo o correto atingiu minha mente. O pronunciamento de Hades me interrompeu, mas me deu ainda mais coragem. O deus dos mortos havia sido inspiração para minha vida. Eu simplesmente senti meu coração explodir. Não olhei para minha pequena irmã, mas imaginei o quão alegre a mesma deveria estar. Em seguida, mas um semideus se pronunciou. Não restou quase nada para ser dito por mim, um semideus recentemente reclamado, porém eu precisava mostrar-me forte.

- Odeio ser o último novamente, mas não me restam opções. – Falei, com a voz mais firme possível. Aproximei-me dos tronos e fiz uma reverência. Apoiei um joelho no chão e o outro usado como suporte para a mão, que se movia durante uma nova reverência aos deuses. – Perdão, senhores, mas creio que vocês foram todos humilhados por palavras, exceto, talvez, o senhor do submundo, ao qual sequer minha admiração me faz digno de pronunciar seu nome. – Uma voz na minha mente dizia que eu estava indo além dos limites. Esta voz, provavelmente, era a decência. – Annabeth mostrou-se digna de ser filha da deusa da sabedoria.  Seu orgulho a elevou demais e a fez tão graciosa quanto vocês. Porém não cabe a ela decidir nada. Não cabe a ela decisão alguma. Apenas fez ela o que eu lhes peço para fazer. Usar o orgulho a favor da justiça e não de si próprio. Não digo que foi um erro exila-los. Mas deuses se colocaram a disposição dos mesmos a fim de abriga-los em seu poder. Meu peito ardeu em angústia ao ouvir as palavras de minha jovem irmã, por duvidar deste grupo de semideuses. Agora meu coração também é tomado pela confiança na palavra destes. Tomo como minhas as palavras de minha irmã nada mais acrescento. O amor e razão dispostos por ela em suas palavras foram tão calculados que, em minha vida toda, não conheci ser algum que pudesse ser capaz de imita-la. Sejam justos e racionais. Se estes fossem mesmo desconfiáveis, não viriam até aqui em busca de socorro. Obrigado.

Ergui-me e caminhei de volta ao local onde estava. A mochila em minhas costas pesava, mas o que mais me doía era saber que eu havia passado muito dos limites, falando com os deuses como se fossem meros mortais. Mas a consciência ainda insistente na decisão de que aquilo era o correto e o melhor. De que o orgulho deles fora abalado diretamente e que agora, restava a eles saírem como tolos ou como sábios do anfiteatro. Foi depois de alguns minutos que em voltai a me mover, indo até próximo de minha irmã e encarando a majestade de cada deus e suas faces. Principalmente de Athena, minha progenitora.
avatar
Andrews Biersack
Filhos de Atena
Filhos de Atena

Mensagens : 15
Pontos : 17
Data de inscrição : 17/06/2013
Idade : 19
Localização : Chalé de Athena

Ficha do personagem
HP:
120/120  (120/120)
MP:
120/120  (120/120)
Arsenal:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Σ A Volta do Exílio 2 Σ

Mensagem  Thanatos em Sab Jul 27, 2013 11:36 pm

Algo peculiar acontecia naquele anfiteatro. Não, não são os deuses se pronunciando com mortais sobre a vida de seus semelhantes como se discutissem sobre o clima. Não eram os semideuses se levantando com fúria nos olhos, defendendo os chegados com garras e unhas. Bem, pelo menos a maioria. Por mais que isso fosse admirável, uma união de pessoas que, mesmo não tendo quase nenhuma experiência juntos, se apoiam com afinco. Tratava-se de Quíron. O centauro, curiosamente com raiva, irado, uma expressão carrancuda que beirava o ódio em seu rosto, agora ensaiava um sorriso. Sim, os campistas podem não ter percebido antes, devido à chegada dos deuses que, convenhamos, chama bastante atenção. Mas Quíron tinha no rosto um ar muito mais despreocupado e tenso. Trotava mais lentamente e balançava a cauda com calma, enquanto seus olhos recuperavam o brilho e seu sorriso ia se abrindo, muito lentamente. Isso só foi percebido pelos campistas com o pronunciamento de Atena, após as palavras de Hades e dos campistas.

- Bem, acredito que, devido à "indisposição" de Zeus para tomar a dianteira nesse debate, assumo que essa tarefa caiba a mim.
- Você não é a única deusa aqui, Atena! Ainda tenho umas boas coisas a falar para esses heroizinhos.
- Contudo, Hera, ainda sou a deusa dos debates. Creio que eu seja a liderança mais... recomendável. Já que os campistas mostram, em sua massiva maioria, apoio aos réus, peço ao centauro Quíron que poste-se à frente e esclareça aos nossos campistas o intuito dessa reunião.
- Vamos, filha, mortais - Ele falava isso com uma expressão de escárnio - Não precisam saber como funcionam as leis do olimpo. Apenas dê o veredicto e vamos embora.
- Eles merecem, pai. Sei que se os campistas aqui não receberem justificativas ficarão com bastante raiva. E você não quer aniquilar os meio-sangues. Sabe que não teria mais ninguém para travar suas guerras.
- Você ousa...
- Minto ?
- Não - Respondeu Hades, antes mesmo que o irmão pudesse falar algo. Lançou-lhe um sorriso, que logo se desfez num rosto entediado.
- Não - Bufou Zeus, quase vermelho de raiva, recostando-se em sua cadeira. - Mas se algum deles tentar se intrometer...
- Ninguém vai. E creio que gostará desses quatro semideuses em seu exército de meio-sangues. Eu me ponho à favor da volta dos mesmo e essa é meu posicionamento final. Agora, por favor, Quíron.

O centauro assentiu com um sorriso. Fez uma reverência, que mais parecia um cavalo se deitando para dormir enquanto o homem em cima procurava por uma moeda no chão - o que deve ser a melhor reverência possível quando se é um centauro -, para cada um dos deuses ali presentes e se virou, ficando entre os Exilados e a platéia de campistas, andando sem parar, a passos lentos, de um lado para o outro. Ia de uma ponta do palco à outra e voltava.

- O que acontece aqui, meus caros campistas, é uma revogação de uma decisão do conselho olimpiano. - Zeus pareceu se encolher em sua cadeira, em uma onda de fúria controlada, ao ouvir a palavra "revogação". - Curiosamente neste mesmo dia, a sete anos atrás, um grupo de cinco semideuses foi condenado por um júri de seus deuses olimpianos. Receberam a pena de exílio do acampamento e foram deserdados por seus respecitivos progenitores divinos. O  júri consistia nos quatro deuses aqui presentes, mais Poseidon e Hefesto. Zeus, Hera, Hades e Atena foram à favor do exílio. A revogação consiste em quatro etapas. Primeiro, um pedido formal deve ser feito ao olimpo. Pelo que estes quatro adolescentes me contaram, esse pedido foi concedido automaticamente por uma benção de Bóreas, o vento norte, que também os trouxe para cá em um tornado. Peculiar, mas aceitável. Segundo, é preciso comprovar o apoio do acampamento para com as pessoas. Não para com suas ideias, mas para com as pessoas em si. E isso foi muito bem demonstrado quando salvaram os quatro em sua chegada. Terceiro, temos o apoio do acampamento às suas ideias. E isso vocês também cumpriram. Resta a última parte. Convencer a maioria dos deuses que optaram pelo exílio que mudem de ideia, finalizando o processo com um acordo mútuo. Os deuses devem ganhar algo, assim como os meiosangues. É uma troca que sela a revogação.
- Muito bem. Muito bem, centauro. Mas que.. generoso.. da sua parte conceder uma informação tão desnecessária à meros mortais, mesmo que com autorização de Atena.
- É uma informação muitíssimo útil à eles, Hera. Admita não querer ninguém questionando decisões do Olimpo quando bem entender, desafiando sua autoridade.
- Sim, é isso mesmo. Culpe-me.
- Que eu me lembre bem, anulamos essa regra dos protocolos do Submundo a alguns séculos atrás quando Orfeu tentou trazer de volta a esposa. Por que não fazem o mesmo?
- O voto precisa ser unânime. E eu não abro mão.
- Perda de tempo. Eles precisam que a maioria dos deuses aceitem. Até agora temos dois contra dois e isso não conta como maioria. O assunto está encerrado e estes garotos serão postos de volta ao exílio, com penas pesadíssimas. Eles e toda essa gente que os apoiou. Vamos embora.

Hades deu de ombros e se levantou de seu trono, lentamente. Parecia preguiçoso, não fosse o fogo infernal que brilhava em seus olhos, dando um ar de imponência. Hera batia a barra de seu vestido, como se o tivesse sujado ao pisar nas terras do acampamento e também punha-se a se levantar. Atena lançou um ar pesaroso aos campistas ali presentes. Quando seus olhos cruzaram com os de seus filhos, desviou o olhar e pôs-se a fitar os céus. Sua expressão era dura e, como sempre, sábia, mas agora sem brilho. Ela então se apoiou na lança para subir quando um som, uma palavra, interrompeu os próprios deuses.

- Eu concordo.

Zeus encarava a esposa Hera com um rosto sério e decisivo. Seu cenho franzido era como um aviso à Hera: Não me questione. Mas todos conhecemos bem a senhora Hera e seus modos com Zeus.

- Zeus. Mas o que...
- Você me ouviu. Todos me ouviram. Estes jovens agora pertencem a uma família que os acolheu de bom grado. Quanto mais vai demorar para você perceber, Hera, que um grupo de mortais postos aqui aleatoriamente podem constituir uma família mais forte e unida do que a sua família perfeita divina? Poupe-me. Serão guerreiros fortes, importantes. Receberam uma profecia que afirmava sua volta, haja paciência!
- ORA VOCÊ... ELES NÃO PRECISAVAM SABER DA PROF...
- Cale-se. E acabemos logo com isso.

Hera se desfez em uma nuvem branca de luz. Seus últimos gestos para com Zeus não foram muito educados. O deus dos trovões, então, fez um gesto encorajando Atena e Hades a se sentarem. Mirou os quatro exilados com um olhar penetrante. O grupo havia se virado e estava de frente com ele e os outros dois deuses.

- E então... Sobre aquela prova. Campistas, me deem sugestões. Precisamos prová-los, não? Mas não uma missão tola, não. Algo mais rápido e decisivo. Dependendo da ideia que me derem e em como eles se saem, pensarei se concedo seus desejos.


- O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela. -


Deus da MORTE, da TORTURA e de tudo aquilo que se ESPALHA, VICIA E MATA!
avatar
Thanatos
Deuses Menores
Deuses Menores

Mensagens : 199
Pontos : 229
Data de inscrição : 20/02/2012
Idade : 21

Ficha do personagem
HP:
999999/999999  (999999/999999)
MP:
999999/999999  (999999/999999)
Arsenal:

Ver perfil do usuário http://crashmybrain.deviantart.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Σ A Volta do Exílio 2 Σ

Mensagem  Andrews Biersack em Dom Jul 28, 2013 12:19 pm

O Lar em Caos - Tudo Parece Estar Bem
Post 3


A movimentação de Quíron ter diminuído. Eu juro não ter percebido isso até o centauro começar a falar. O cansaço já tomava conta de mim e eu não conseguia prestar atenção nesse tipo de detalhe, porém tudo que o diretor de atividades disse me fez voltar a pensar. Estávamos unidos por um propósito, com medo de que não fossemos ouvidos, mas era exatamente para isso que nos colocaram ali. Quíron explicou tudo que acontecia e, novamente, eu pensei que somente Annabeth poderia estar mais alegre que eu.

Mas não durou muito. Athena e Hades já haviam se posicionado, e estavam do nosso lado. Hera estava extremamente inflexível e Zeus nada declarava. Os discutiram entre si mais uma vez, foi quando Athena, Hera e Hades, decididos de que os exilados não voltariam, ficaram surpresos com a declaração de Zeus. Os olhares de dor de minha mãe, que demonstravam que ela havia fracassado na tentativa de reagrupar os exilados no acampamento, agora iam para seu pai. O deus dos deuses apoiou nossa ideia. Até teve uma breve discussão com Hera antes de se voltar para nós, ao lado apenas de seu irmão e sua filha e falar diretamente com os que ali se apresentavam, pedindo-lhes sugestões de provas para os exilados.

Dessa vez, eu tomei à frente primeiro, tendo sido eu a pessoa que colocou essa ideia na cabeça de todos, deveria ter algo em mente, porém não. Apenas segui em frente e comecei a falar o que me vinha na cabeça. E torcendo para não falar muitas besteiras.

- Realmente eu não tinha pensado até ai – Disse eu. – Mas creio que um exercício de confiança, talvez até uma atividade comum do acampamento, algo dinâmico que os faça mostrar sua verdadeira face. Creio que isso seria o melhor a se fazer. Ou então, se for necessário algo a mais do que isso, podemos fazer uma missão comum, algo grupal que tenha, pelo menos, um campista para cada exilado. Nesta missão, poderemos ver suas habilidades e vocações. Eu não sei muito bem, talvez alguém tenha ideias melhores, só me senti na obrigação de expor ideias por seu eu quem deu essa ideia. Era isso.
avatar
Andrews Biersack
Filhos de Atena
Filhos de Atena

Mensagens : 15
Pontos : 17
Data de inscrição : 17/06/2013
Idade : 19
Localização : Chalé de Athena

Ficha do personagem
HP:
120/120  (120/120)
MP:
120/120  (120/120)
Arsenal:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Σ A Volta do Exílio 2 Σ

Mensagem  Convidado em Dom Jul 28, 2013 4:40 pm



( P ) romessas e mais promessas


Conforme observava o pronunciamento de Stephen, meu irmão, minha cabeça se mantinha baixa apenas escutando, mesmo que por dentro eu estivesse com um sorriso de orelha a orelha. No entanto, quando o Deus do Submundo se pronunciou referindo-se ao que eu tinha certeza se tratar de mim, minha temperatura caiu drasticamente e eu podia prever que meu rosto foi tomado de uma palidez que meus irmãos, sentados na arquibancada, acreditariam que eu estava prestes a desmaiar. Porém, ao complementar a frase acabando por me elogiar, meu rosto se ergueu tão incrédulo quanto eu consegui, pisquei algumas vezes os olhos cinzentos e voltei o rosto para o Rei dos mortos atônica, lutando para conseguir prestar atenção no restante que era dito e para acreditar que aquilo não havia sido alguma alucinação de minha mente.

Quando a face foi voltar-se para Atena, involuntariamente, em um pedido de confirmação do que eu havia escutado, fui pega pelo abraço de Andrews que eu nem havia visto aproximando-se. Confusa, retribui o abraço e apenas consegui lhe murmurar o agradecimento, voltando para minha posição de réu ao lado dos exilados. Eles eram parte do quebra-cabeças de quem eu era, se iriam ser tratados assim, eu escolheria o mesmo tratamento para mim. Depois do que havia sido dito na enfermaria, minha meta do dia havia se tornado a de garantir que eles se sentissem o mais próximo de parte da nossa família de novo. Sabia que isso não iria acontecer facilmente, se quatro anos sem meu pai haviam me deixado mais fria do que eu deveria ser, sete anos de exílio endureceriam o coração de qualquer um.

O que me trouxe pela segunda vez ao estado de perplexidade completa, fora o discurso de meu irmão, que fez com que minha face se voltasse para ele na mesma rapidez que Chase tentara me recolocar sentada assim que Dionísio havia feito seu pronunciamento. Ele não podia estar falando sério, eu não havia feito aquilo para aparecer para ninguém, havia feito aquilo por desejar uma família unida, grande e sem perdas. Ao fitar meus irmãos se posicionando ao meu lado, acompanhei os mesmos com o olhar, mas precisava me concentrar no discurso da Deusa da Sabedoria. Algo em Hera me irritava, a maneira como tinha descaso para o que ela havia se referido como uma família perfeita de semideuses e como falava com Atena. Não era grande fã de minha mãe e tinha motivos pessoais para isso, mas dizem que com a nossa família só os próprios membros podem implicar e, querendo ou não, Atena fazia parte de minha família. Eu podia observar que estava querendo justiça para a mesma, ao menos explicações das regras que levaram os mesmos para que o exílio acontecesse. Mas algo me disse que minha mãe talvez conhecesse melhor do que eu pensava a filha que tinha, ou apenas estivesse lendo nossas mentes e sabia que eu não iria sossegar enquanto não entendesse o motivo daquilo tudo.

O dia estava repleto de surpresas desde a chegada do vento Bóreas e agora algumas peças começavam a se encaixar. Os olhos cinzentos começaram a ficar irrequietos, como quem descobre a chave final para um quebra cabeças que tentava a horas montar, podia-se jurar que se viam as engrenagens trabalhando em minha cabeça, conforme eu realizava breves movimentos com as sobrancelhas. “Os espíritos dos ventos”, a voz de minha mãe foi repetida em minha memória, “Não devem falar nada a eles” a de Quiron ecoou em seguida. Eles não podiam nos revelar nada, porque isso poderia interferir nas nossas decisões. E o furacão foi a maneira mais rápida de Bóreas trazer os campistas para agilizar o processo de aceitação. Mas uma peça faltava, o quinto membro, que deveria estar com ele. O rosto se levantou e fitou o rosto de Elsie que antes se encontrava prestes ao choro, eu reconhecia aquele olhar melhor que muitos ali e a voz de Hades soou em minha cabeça na memória “Apenas um morreu”. O olhar de perda, de morte de um ente querido, de sentir-se sem chão, como se uma força invisível lhe derrubasse e repetisse isso sempre que você tentasse se levantar novamente. Uma mão de vultos que nos segurava no chão pelo coração. Meu olhar foi de pesar, de luto ao dar-me por conta o que poderia ter acontecido com o quinto membro do grupo, unindo as sobrancelhas e fechando os olhos em um desmanchar de meu rosto.

Quando sai de meus devaneios, os olhos cinzentos se arregalaram com a frase dita por Hera: “Até agora temos dois contra dois e isso não conta como maioria. O assunto está encerrado e estes garotos serão repostos no exílio, com penas pesadíssimas. Eles e toda essa gente que os apoiou”. Imediatamente, apertei com força a mão de Dexter, olhando em uma expressão de desespero para Atena e Hades, eu havia me oferecido em troca de meu irmão e os amigos poderem ficar, aquilo deveria ter sido levado em consideração e estava disposta a partir sem protestar se a troca fosse realizada. O senhor dos mortos apenas deu de ombros e se levantou, parecia conhecer o gênio da irmã e cunhada e dar-se por vencido, ou apenas tinha coisas mais importantes para fazer. Minha mãe evitou nossos olhares, como se conseguisse prever as súplicas e protestos mentais em nossas cabeças, pedindo por alguma ideia para convencer a Rainha do Olimpo.

Antes que eu pudesse dar um passo adiante, sem nem saber como protestaria, mas diria alguma coisa, uma última tentativa, a voz do senhor dos Raios ecoou pelo ambiente em um “Eu concordo”. Por aquilo eu não previa, Zeus raramente ficava contra Hera para evitar dores de cabeças adicionais dignas de dar à luz a mais uma centelha de Deusas da sabedoria. Pisquei algumas vezes os olhos cinzentos como se tentasse absorver o que ele havia apenas revelado e elevei as sobrancelhas. Acredito que nunca tinha sentido tanta alegria em um pronunciamento de meu avô antes e um sorriso trêmulo se formou nos cantos de meus lábios. Piscando mais algumas vezes, alternei os olhares entre os três Deuses ali presentes que haviam votado a favor e ouvi atentamente a sábia proposta de meu irmão, mas algo não se encaixava no que Zeus pediu. Procurava a permissão dos mesmos para começar a falar e, lentamente, deixei a mão de Dexter que eu segurava como se agarrasse-me à minha vida nela. Quase como se estivesse lendo minha mente, Atena fez um movimento breve com a mão indicando para que eu me aproximasse dos mesmos e, após um longo respiro, o fiz ajoelhando-me novamente, dessa vez ao lado de Andrews.

- Primeiramente, acredito que falo em nome da maioria dos semideuses aqui presente quando agradeço ao Conselho dos Deuses a compreensão e credibilidade em uma nova chance à meu irmão, Elsie, Casey e Rob.

Ao terminar a primeira frase, fiz uma breve pausa com uma reverência com a cabeça aos Deuses que ali se encontravam, todos os quatro, continuando por seguinte.

- Concordo com a sugestão de meu irmão, mas acho que isso demoraria ainda mais. Respondendo ao pedido de sugestão do senhor, Rei do Olimpo, a confiança é um fio tênue que pode demorar a ser reconstituído após partido, mas acredito que esses heróis, como minha mãe se refere à eles, podem ser de grande valia fazendo um serviço de instrução. Não apenas no acampamento, mas indo em missões conosco, compartilhando de seus aprendizados e garantindo um sucesso de maior valia para as missões que os senhores nos dão a fim de manter o Universo mortal e imortal em perfeita ordem e harmonia. Como o Rei do Submundo colocou de maneira tão sábia, anteriormente, eles passaram sete anos sobrevivendo com recursos escassos. A maioria aqui, na tentativa de obter hesito em suas tarefas, acaba por levar uma loja de armamentos inteira para as missões e não utilizam nem metade de seus equipamentos, isso ocorre por inexperiência nossa. Por não saber as armas que mais poderemos utilizar, mas se tivermos a confiança dos conselhos de tão bravos guerreiros, isso será desnecessário. As vossas vontades serão cumpridas de maneira mais rápida e eficiente.

Elevando o olhar, com um breve sorriso aos quatro Deuses ali presentes, continuei a afirmar.

- Como o senhor tão dignamente colocou, são guerreiros fortes, corajosos e inteligentes, sabem melhor que a grande maioria aqui como realizar os seus desejos de maneira rápida e podem nos ensinar. Assim os Deuses teriam exércitos muito mais poderosos a seu favor, mais hábeis em lutas, e os quatro estariam prestando serviços tanto aos deuses. Ou então, algo ainda mais rápido e decisivo, uma promessa pelo Estige. É algo que nem os Deuses podem quebrar, quem dirá semideuses.

As palavras terminaram por soar como pensamentos em voz alta, meu cérebro estava trabalhando a mil por hora, mas de uma coisa eu tinha certeza era que não podia falhar com um dos meus irmãos, não me permitiria isso. Um olhar de relance se voltou para Atena e repousou sobre os olhos dos Deuses ali presentes, como se ainda revisasse mentalmente o que eu havia dito.





notes none.
tagged Chegada de estranhos.
wearing Uniforme do Acampamento.
word count Muito.
music None.
credit thai_ss @ Terra de Ninguém.

Convidado
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Σ A Volta do Exílio 2 Σ

Mensagem  Marshall Alexander Harvey em Dom Jul 28, 2013 11:01 pm


 
It'll be funny.


  Aquilo era inacreditável. Eu realmente não tinha percebido o modo que Quíron estava agindo ali, todo o debate com os deuses e os campistas ali tomavam toda a minha atenção, em especial Hera e Zeus. Eu, acho que como todo mundo, ouvia atentamente aquele papo sobre leis do Olimpo, pedidos formais e etc. Particularmente, eu não ligava muito para esse tipo de coisa, o que estava me preocupando ali era a decisão dos deuses sobre tudo isso. Eu encolhi os meus ombros, jogando toda a vontade de rir e coloquei o meu cérebro para funcionar. Confesso que desviei minha atenção naquele momento, mas fora por um bom motivo. Quíron havia mencionado sobre cinco semideuses que apareceram no mesmo dia, mas eu só via ali 4. Não, eu não estava com nenhum problema de vista, mas talvez de audição. Creio que estava tudo bem comigo, mas enfim. Se Quíron havia dito cinco semideuses, por que ali haviam somente quatro deles? Talvez um tivesse tomado outro rumo em sua vida, ou... É, isso me passou pela cabeça. Esse poderia estar morto. Levantei minha cabeça lentamente, dando um longo suspiro e de relance, os olhos dos exilados. Tentava decifrar o que sentiam, o que pensavam, o que queriam fazer naquele momento, mas infelizmente eu não tinha habilidade para isso. Com certeza era isso que tinha acontecido. Suspirei novamente, fechando os meus olhos para esconder o que eu sentia. Não era exatamente dó, nem pena dos exilados por talvez terem perdido um amigo, era só... Bem, eu não sei explicar. Eu continuava respirando lentamente, prestando atenção nos deuses e nos filhos de Atena. Me recusava a encarar eles por algum tempo, até que pelo menos minhas emoções se normalizassem. Eles eram mesmo corajosos, falando com os deuses sobre algo que eles já haviam decidido "não", mas mesmo assim insistiam. A maneira que Hera falava sobre nós me enojava, mas é claro que eu não diria isso. Seria morto ali mesmo, na frente de todos. Foi quando Zeus mudou de ideia sobre o exílio. Nessa hora, eu ergui minha cabeça quase que instantaneamente. Meus olhos encontraram os dele, com minhas pupilas dilatadas num misto de alegria e emoção. Me limitei à um sorriso, cerrando os meus punhos dentro da jaqueta. Ouvindo o que ele dizia sobre a tal prova, pensei um pouco. Não que eu fosse bom nisso, claro que não, isso já era com os filhos de Atena, mas eu tentei. Não conseguia pensar em nada, mesmo orando mentalmente para minha mãe. Acho que eu devia fazer isso para Atena. Eu até pensava em me pronunciar e dizer alguma ideia idiota, mas isso provavelmente colocaria um fim na minha vida. Por hora, eu só ouviria os filhos de Atena, que tinham ideia ótimas, inclusive. Mas o que mais me imprssionava, era Annabeth. A maneira que ela dialogava com os deuses, com uma educação e respeito muito além do que eu já tinha visto (O que me fazia repensar meu conceito sobre as pessoas) e sua maneira de pensar rápido. Bom, ela era filha de Atena, mas mesmo assim, eu achava que até eles tinham alguma dificuldade em momentos como esse. Mas bem, eu estava enganado. Eu ouvia a voz da garota atentamente, sorrindo ao olhar para Quíron e depois para os deuses, me fazendo desmanchar o sorriso com um pouco de receio. Eu... Concordo com Annabeth. Creio que o conhecimento que eles adquiriram todos esses anos fora daqui, possam nos ajudar a melhorar em batalha, e automaticamente, servindo os deuses, como ela disse. Afinal, quanto melhores ficamos, melhor fica nosso desempenho para lutar para os deuses. Essa última parte saía de minha boca com desânimo, apesar de minha voz ser clara e firme o suficiente para todos ouvirem.
 
Day: Vai saber.    Place: Por aí.    With: Ninguém.    Humor: Não é da sua conta.                    Clothing: -  
credits @

Marshall Alexander Harvey
Filhos de Quione
Filhos de Quione

Mensagens : 4
Pontos : 6
Data de inscrição : 21/07/2013

Ficha do personagem
HP:
110/110  (110/110)
MP:
110/110  (110/110)
Arsenal:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Σ A Volta do Exílio 2 Σ

Mensagem  Thanatos em Ter Jul 30, 2013 11:27 pm

O olhar de Zeus tornou-se pacífico logo após ouvir e ponderar muito bem as propostas de todos os semideuses ali. Dentre as soluções mencionadas, estavam serviços prestados ao acampamento, ajuda no treinamento dos campistas, incluindo dividir as técnicas aprendidas e, a que mais chamou atenção de Zeus: um pacto, jurado pelo Rio Estige. O deus dos mortos, logo à direita de Zeus, levantou uma sobrancelha e se endireitou na cadeira. Seu rosto, finalmente, havia perdido o semblante de desinteresse. Seu irmão o olhou com um sorriso de canto de boca, no que o Senhor das Trevas assentiu, como se estivesse se deliciando com aquele movimento. Atena passou a mão sobre seu escudo, como quem limpasse uma camada de poeira e encarou os semideuses julgados. Seu olhar também era de satisfação. Zeus pigarreou e, mais uma vez, sua voz se fez ouvir no anfiteatro inteiro.

- Bem, é uma proposta bem interessante. Estes semideuses aqui são sagazes... Todos seus filhos, Atena?
- Apenas a garota e o menino de cabelos mais longos.
- Naturalmente. O outro deve ser abençoado também.
- Desde quando você elogia semideuses?
- Desde quando precisamos acertar logo isso pra voltar cedo ao Olimpo.
- Justo.
- Portanto, caros meio-sangues, temos aqui nossa solução. Os quatro semideuses sendo aqui julgados serão sentenciados a prestar pesados serviços ao acampamento! Além disso, compartilharão quaisquer técnicas aprendidas e jurarão lealdade eterna ao Olimpo. Acatarão todas as decisões dos conselhos divinos sobre pena de morte.
- E campos de punição. Sinto falta de bolar torturas eternas.
- Sim, torturas eternas! Todos saem felizes! Enfim, sem mais delongas, precisamos fechar o acordo final. Vocês farão isso para mim e, depois, julgarei se o que irão me pedir é ou não realizável ou digno. - O deus cruzou os braços, satisfeito. Alguns segundos se passaram, minutos. Todos encaravam os deuses e os exilados, indo de um a outro. Atena juntou as sobrancelhas, analisando os semideuses, enquanto Hades apenas brincava com um pouco de fogo infernal.
- O que estão esperando?

Rob foi o primeiro a se virar. Depois dele, Dex, que deu um passo à frente, enquanto Casey e Elsie também ficavam de frente para os deuses. O filho renegado de Atena se aproximou poucos metros dos deuses. Suas mãos enfiadas no bolso da calça. Sua expressão era neutra. Os que olhassem agora pensariam que, dada sua iniciativa e confiança, era o líder do grupo, posto ocupado por Rob. O filho de Hércules, entretanto, nem se incomodava. Encarava, também, os deuses, mas de seu lugar. Enfim, o representante do grupo falou:

- Lorde dos Céus, Zeus. Senhor do Submundo, Hades. Deusa da Sabedoria, Atena, a quem eu chamaria de mãe, não fossem as condições. Desculpem-me a petulância, mas creio ser melhor contar antes nossas vontades. O exílio, como puderam julgar, foi inapropriado e, por conta disso, desejamos uma consolação.

O deus do trovão pareceu se irritar por um momento. Seu olhar logo encontrou o da filha Atena e se acalmou. Assentiu para Dexter, encorajando-o a falar. Em vez disso, Rob se postou à frente, ficando ao lado do amigo.

- Não queremos ser reclamados por nossos pais novamente. Terem nos deserdado não tinha nada a ver com o exílio e, portanto, queremos que permaneça assim. Criamos grandes poderes com o que nos restou. Isso é nossa honra, nosso orgulho, memórias do tempo no qual sofremos. Pedimos que não nos tirem isso.

Casey, que até então mantinha um rosto alegre, pela primeira vez demonstrou o que poderia ser chamado, talvez, de raiva.

- Também que possamos treinar como quisermos esses poderes. Peço que devolvam nossas armas e que não moremos junto com nossos irmãos. Ficamos juntos e nos manteremos juntos. Queremos morar na loja ou estabelecimento que formos abrir para servir o acampamento.

Por último, Elsie. Suas lágrimas haviam secado, mas seus olhos marejados pareciam ameaçar soltar mais uma série de prantos.

- E queremos um julgamento justo para Will. Sabemos que ele está no campo de punições. Queremos que ele vá pros Elísios.

Zeus soltou um útimo suspiro e olhou para Hades. O deus dos mortos não fez muita cerimônia e apenas estalou os dedos. Um tremor, baixo e surdo, se fez ouvir à todos os presentes. Ali, ao lado do deus, estava seu filho ceifador, Andrew. Qualquer um que fosse procurar o garoto em seu banco, no anfiteatro, não encontraria nada. Hades não olhou para baixo, apenas inclinou um pouco a cabeça e falou com o filho.

- Prisioneiro... - Ele fechava os olhos, como se tentasse lembrar. - 5041 da Ala Norte de punição. Transfira-o pros Elísios. Pode demorar se quiser.
- Sim, pai. Considere feito.

E ele sumiu, em uma nuvem de sombras, como se não passasse de um holograma esse tempo todo. Hades deu de ombros e fez um gesto para frente com a cabeça, levantando o queixo, pedindo que continuassem.

- O pedido de vocês será concedido. Agora, ao juramento. E se apresem.

E, com um estalo de dedos do deus, quatro luzes apareceram atrás de cada um dos exilados. Casey passou a mão em sua luz rósea. De lá, tirou uma fina pulseira cor de madeira. A colocou no braço e, logo em seguida, formou-se uma lâmina em volta de sua mão. Parecia ser feita de vidro e brilhava em todas as cores imagináveis. Elsie colocou as duas mãos em uma luz arroxeada. Dali, tirou um violino negro, com cordas brilhantes em prateado. Também prateadas, haviam duas lâminas curvas, uma de cada lado do objeto, que se assemelhava a um machado. Na sua mão direita havia uma vara de violino, com a diferença que, onde devia ser um fio, havia uma lâmina brilhante como as cordas do instrumento. Rob tirou de uma luz vermelha um anel negro que, uma vez segurado, abriu-se em uma haste de mesma cor, do tamanho de um cabo de espada, que terminava em uma boca de dragão. Dali, saíram chamas que dançavam e assumiam a forma de uma longa e afiada espada flamejante. O último foi Dex, que tirou um chapéu, estilo cartola inglesa, e uma bengala negra. No topo da bengala havia uma pedra prateada, esférica, com dois olhos de coruja entalhados. Ele vestiu o chapéu e sorriu para os amigos. Elsie colocou para frente a vara do violino. Casey transformou sua lâmina colorida em uma espécie de espada de esgrima, similar, e imitou o gesto, cruzando as armas. Rob fez o mesmo com sua espada, assim como Dex e sua bengala.

- Juramos obedecer às condições impostas pelos deuses nesse conselho. Não iremos fornecer perigo algum ao acampamento e o beneficiaremos de todos os modos possíveis. Pelo rio Estige, prometemos não abandonar nossos aliados. Nem nossa família. Traídos, deserdados, unidos e valentes, os Exilados agora estão de volta á sua casa.

Os três deuses assentiram com a cabeça e desapareceram em um flash. Todos no recinto fecharam os olhos para não ver suas verdadeiras formas divinas. Quando olharam de volta, não haviam mais tronos no anfiteatro. Tudo estava comum novamente. Exceto por Rachel Elizabeth Dare, o oráculo do acampamento. Ela sorria onde, antes, era o espaço entre os tronos de Hera e Zeus:

"Cinco filhos de seu lar expulsos
Por selvas cinzentas vagando, avulsos
Um sublime sacrifício será realizado
Para honrar os laços já demarcados
Da lua, das estrelas, a menor criança
Resgatará com nômades a findada esperança
Dentre os imortais, dois trarão de volta
Aquilo que havia abandonado, a alma, na revolta."

- Bem vindos de volta, Exilados. Pena que a névoa, que apagou as memórias que todos tinham de vocês, não possa ser desfeita. Foi uma sorte aquele ceifador ter pego a alma de Will e recuperado algumas lembranças, á tempo de avisar a vocês de minha profecia, dita logo depois de vocês saírem. Inteligente de sua parte procurar o filho de Selene, a luz e as estrelas, na esperança de concluir a profecia. Boa sorte no que está por vir. Adeus.


E, sem nada mais falar, a garota se retirou. Casey e Rob desativaram as armas, Elsie as guardou nas costas e Dex apenas deu de ombros. Com um sorriso, retirou do bolso um objeto brilhante, uma adaga, e a arremessou para a irmã Annabeth. Juntos, todos caminharam até os campistas que os ajudaram, felizes. Queriam agradecer por tudo feito por eles, mas todos teriam de descansar. Ainda vinham coisas piores por aí.


ATENÇÃO:
TODOS poderão postar aqui e quando quiserem. Não são obrigados a postar ou, se postarem, a postar em todas as vezes. Postarei em períodos entre 24 e 32 horas e, se necessário, esticarei esse intervalo. Agradeço a todos que participarem e, sendo essa postagem vital à trama do fórum, haverá recompensa em XP para os posts feitos, dependendo da qualidade, como se fosse um treino. Obrigado à todos e bons posts.


- O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela. -


Deus da MORTE, da TORTURA e de tudo aquilo que se ESPALHA, VICIA E MATA!
avatar
Thanatos
Deuses Menores
Deuses Menores

Mensagens : 199
Pontos : 229
Data de inscrição : 20/02/2012
Idade : 21

Ficha do personagem
HP:
999999/999999  (999999/999999)
MP:
999999/999999  (999999/999999)
Arsenal:

Ver perfil do usuário http://crashmybrain.deviantart.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Σ A Volta do Exílio 2 Σ

Mensagem  Convidado em Qua Jul 31, 2013 4:31 pm



( F ) inalmente voltaram à casa


Meu olhar permanecia fixo nos Deuses, alternando entre os olhos cinzentos de minha mãe, os olhos azuis elétricos de Zeus e os de Hades com a respiração ainda presa, aguardando a resposta, mas um pequeno sorriso não pode deixar de se formar nos cantos do olhar aflito de minha face ao ouvir um elogio do Rei do Olimpo. Não gostava quando o senhor dos raios usava a palavra morte e meus irmãos na mesma frase, mas ainda era melhor do que qualquer outra coisa, eles teriam uma segunda chance para mostrar que ainda mereciam ficar ali. O sorriso do meu olhar escorregou pela minha face, finalmente assumindo uma forma sutil em meus lábios, aliviada.

Voltando a face para trás, pude observar a aproximação de meu irmão primeiro para se pronunciar, lançando a ele um pequeno sorriso ouvindo o que ele tinha a dizer em nome de seu grupo. Com um aperto no coração, meu rosto voltou-se imediatamente para o de Atena, como se lhe fizesse um pedido mental de, por qualquer coisa que ele quisesse em troca, primeiro escutasse o que os exilados tinham a dizer. Sentia a tensão no ar, mas todos ali tinham o direito de serem ouvidos, inclusive meu irmão. Felizmente, a expressão de Zeus tornou-se mais calma e os pedidos começaram a serem pronunciados sendo o segundo a falar o garoto que havia quase incinerado o acampamento.

Meu olhar se abaixou ao escutá-lo, com o sorriso desmanchando-se. Sim, imaginava que isso acabaria por acontecer desde a conversa que Dexter tivera comigo na enfermaria, mas isso não tornava o fato menos triste. Como se quisesse afastar o pensamento, sacudi de leve a cabeça unindo as sobrancelhas e recolocando um sorriso na face, melhor tê-los na cabana próxima às lojas do que não tê-los nem mesmo no acampamento. Afagando o ombro de Andrews como em um carinho, no entanto, algo chamou minha atenção: Casey estava enraivecido. Seu tom de voz, sua expressão, sem olhar, tudo transbordava em uma mágoa de estar falando o que dizia, um tom de reprovação.

Intrigada por ver a expressão do garoto que nem mesmo a beira da morte havia perdido o sorriso de sua face, uni as sobrancelhas em uma tentativa de ler sua mente, mas ao invés disso um pigarrear feminino invadiu meu cérebro. Sabia, infelizmente, de quem se tratava. Minha mãe havia me pegado no flagra fazendo com que minhas bochechas corassem e um bico um tanto infantil se formasse nos lábios, murmurando um pedido de desculpas em minha mente.

“Perdão, minha senhora.”

A ausência de uma resposta, seguida pelo fato de que havia desistido de ler a mente do garoto, fez-me concluir que ela havia relevado isso. Se não fossem as circunstâncias, até teria achado engraçado, mas os fatos se decorreram e Elsie se pronunciou. Sua expressão à beira de prantos sinceros causavam em mim uma vontade descomunal de tirá-la dali, de fazer alguma coisa para diminuir sua dor, mas infelizmente as únicas pessoas que poderiam fazer isso estavam já a escutando. Lançando um pequeno sorriso com um olhar solidário ao voltar os olhos cinzentos novamente aos Deuses.

A aparição de Andrew, no entanto, já não me incomodava mais. Lembrava-me de meus primeiros dias no acampamento, quando dava pulos ao vê-lo aparecer daquela maneira e, diversas vezes, achava que o mesmo o fazia por diversão quando se aproximava de mim. Era nossa maneira estranha de amizades, mas que nos aproximavam. Assim que o mesmo desapareceu em meio a nuvens negras, Zeus prometeu realizar os pedidos feitos e só esperava que assim fossem concluídos. Alargando o sorriso em meu rosto, acompanhava a devolução das armas para os exilados. Com o aumento da energia do local, apenas tapei os olhos de Andrews com as duas mãos, conforme fechava os meus com força.

Aos poucos, abaixei as mãos da face de um dos meus irmãos, abrindo meus olhos lentamente e pude reconhecer Rachel. Conforme levantava, ajudando And a levantar-se também, escutávamos todos a profecia feita e caminhava em direção à Dexter. Pegando a adaga que meu irmão jogava em minha direção, abracei-lhe de lado com um largo sorriso.

- Eu disse que daria sorte.

Em uma risada entre dentes, ajeitei a adaga presa às costas e, tentando não modificar a expressão em meu rosto, apenas pensei na esperança que Dexter pudesse estar ouvindo o que se passava em minha mente.

“Eu sei o que vocês disseram e sei que já tomaram essa decisão, só quero que saiba que mesmo assim, sempre vai ter um lugar para vocês no chalé de Atena, irmão”.

Deixei que um pequeno sorriso se formasse em minha face e fitei os quatro ali presentes, mas ainda precisava ser feito uma coisa: Elsie. Com o olhar pousado nela, não sabia o que dizer, mas apenas aproximei-me e afaguei suas costas, esperando que a mesma entendesse do que eu falava.

- Andrew é incrível, Will vai ficar bem. Se quiser conversar, vou estar nas arenas ou no chalé de Atena. Qualquer hora, está bem?

Dito isso, voltei para o chalé junto com Andrews.





notes none.
tagged Chegada de estranhos.
wearing Uniforme do Acampamento.
word count Muito.
music None.
credit thai_ss @ Terra de Ninguém.

Convidado
Convidado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Σ A Volta do Exílio 2 Σ

Mensagem  Andrews Biersack em Qua Jul 31, 2013 11:36 pm

O Lar em Caos - A Ordem Volta a Reinar... Por Enquanto.
Post 3


Eu estava morto. Fazia muito tempo que eu não deitava em minha cama para descansar. Desde que cheguei, ao ver o Acampamento Meio-Sangue em caos, dediquei o dia a descobrir o que havia acontecido sem que notassem minha presença. Mas agora, depois de tantas vezes falar diretamente com os deuses, de ficar mais tenso ao ouvi-los do que em todo o tempo que estive fora, eu finalmente percebia que meu corpo precisava deitar-se sobre uma cama e relaxar. As palavras calmas de Zeus me deram esperanças de que nada mais fosse atrapalhar o andamento da sentença.

Mas os exilados quase colocaram tudo a perder. Suas exigências eram justas, mas também era, no mínimo, muito forte para que Zeus engolisse tudo. Deuses eram orgulhosos e até Hades teria de passar por cima de seu primeiro julgamento para deixa-los completamente satisfeitos. Eu esperava ver uma sombra de raiva e hesitação passar pela face de Zeus e nunca mais sar, mas o deus dos deuses continuou firme em sua decisão. Andrew, o ceifador e filho do deus dos mortos, apareceu e desapareceu, pronto a cumprir o trato feito com os semideuses. Estava tudo bem, somente os próximos dias e a convivência com eles poderia dizer se a coisa certa havia sido feita. Um juramento pelo Estige, todos tiveram suas propostas ouvidas e, exceto por Hera e Nathan, foram atendidos.

Durante várias vezes naquele dia, principalmente durante o pronunciamento do quarteto, Annabeth ficou ao meu lado. Eu estava contente por isso. A garota era absurdamente nova, mas era imbatível. Eu estava ali para ela aquela noite, sendo o irmão que apoiaria ela enquanto ela salvava o mundo. A garota tapou meus olhos na hora que os deuses estavam para assumir sua forma divina. Eu sorri silenciosamente. Estava tudo bem. Estava, pelo menos por enquanto, tudo normalizado. Rachel surgiu onde antes estavam os tronos dos deuses, recitando a profecia citada por Zeus. Aguardei que minha irmã conversasse com o grupo ao qual ela se mostrou tão apegada e, por fim, parti junto a ela para o chalé. Finalmente, pronto para um descanso que, pelo menos eu, considerava merecido.
avatar
Andrews Biersack
Filhos de Atena
Filhos de Atena

Mensagens : 15
Pontos : 17
Data de inscrição : 17/06/2013
Idade : 19
Localização : Chalé de Athena

Ficha do personagem
HP:
120/120  (120/120)
MP:
120/120  (120/120)
Arsenal:

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Σ A Volta do Exílio 2 Σ

Mensagem  Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum