Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem  Eliot A. Baskerville em Seg Ago 05, 2013 8:34 pm

Ficha de reclamação de
Eliot Archer Baskerville


NomeEliot Archer Baskerville
Idade19 anos, mas aparento ter entre 16 e 17 anos.
ProgenitorHipnos, deus do Ouro e do sono, pai dos sonhos e dos pesadelos e etc...
MotivoPor que você é filho do deus que escolheu? Respostas como “os poderes são bons” ou “eu me identifico com ele” serão ignoradas. O que realmente queremos saber é o que te faz pensar que você é um filho de tal Deus, e se descobriu isso, como por exemplo, ser um filho de Deméter por ter grande afinidade e conhecimento da vegetalidade
Progenitor mortalMichelle A(Archer). Baskerville, uma mulher bela, compreensiva que as vezes quando começava a falar conseguia irritar ate um santo, mas mesmo assim uma pessoa gentil , uma pessoa que as pessoas querem estar perto, uma boa conselheira e uma amiga para todas as horas.
Defeitos e qualidadesQualidades:Calmo, observador, batalhador, amigo superprotetor, mas que sabe a hora de dar espaço, compreensivo, quando ver um amigo em perigo, não mede esforços para salvá-lo, mesmo que isso acabe lhe custando a vida. fiel a seus amigos, nunca os trai, sempre que promete algo faz de tudo para cumprir, não gosta de tirar a vida, mas faz se for preciso, e em casos extremos. Sabe reconhecer quando uma pessoa esta mentindo e também consegue ler as emoções das pessoas ao seu redor.

Defeitos: Tímido, um pouco indomável, quando está com raiva, e se mete em uma briga, tende a ser cruel com quem ele está lutando, tende a ficar um tanto maligno e louco quando está com algum ferimento em seu corpo.

Cidade natal e atualNatal: Florença - região toscana - Itália.
Atual: Acampamento meio sangue - Long Island - Estados unidos da America.

Habilidadeº Sorte - Agradeça ao destino, és um semideus sortudo, tudo que envolva sorte para você, seja em cassino ou arremesso de projéteis, você costuma se dar bem.
HistóriaMinha história começa no momento em que nasci, há cerca de dezenove anos atrás, em uma época em que eu, poderia me considerar uma pessoa feliz.

Florença- região toscana – Itália. Ano de 1994

Minha mãe se encontrava em trabalho de parto, ela estava acompanhada pela minha tia Cadima, que era sua irmã gêmea, e idêntica, a única coisa que diferenciava as duas era que Michelle, minha mãe, sempre deixava seu cabelo curto, no máximo na altura dos ombros, enquanto sua irmã deixava seu cabelo cheio de cachos negros, ate a altura de sua coxa.
Assim que entraram n.o hospital, os médicos prontamente a auxiliaram, a levando para a ala onde ela ficaria ate a hora em que ela daria a luz a mim, seu filho. Tudo ocorreu bem, exceto o fato que o meu coração parou de bater por cerca de dois minutos, mas depois que ele voltou a bater todos os médicos respiraram aliviados.

Alguns dias se passaram e minha mãe já pode me levar para casa, segundo ela meu pai estava nos esperando e assim que cheguei, ele quis me segurar em seu colo, me dando um beijo em minha testa, minha mãe deixou que ele me segurasse, tudo naquele dia foi perfeito segundo ela, mas depois daquele dia meu pai desapareceu, nunca mais ele foi visto exceto nos sonho que minha mãe tinha, cresci sem um pai, mas com o amor de uma mãe e os sermões de uma tia, eu sempre acabo rindo quando me lembro dos sermões que ela me dava e das caretas de desgosto que minha mãe acabava fazendo, mas então tudo mudou quando eu completei dez anos e estava retornando do colégio com a minha mãe, ela estava reclamando que eu tinha tirado várias notas vermelhar, mas oque eu podia fazer se a professora que eu tinha era “o diabo em pessoa?” eu nem sequer falava com as pessoas sobre os chifres que saiam do cabelo dela, por que e claro quem acreditaria em demônios? Ninguém não e mesmo? Eu invejava a capacidade dos meus colegas de turma de ignorarem as coisas que eu via, cavalos com asas, outros com chifres, monstros, as vezes homens animais e as vezes algumas garrotas belas demais, que quando choravam seus olhos invés de ficarem vermelhos ficavam verdes, mas acho que sai um pouco do que aconteceu naquele dia.
Enquanto minha mãe estava reclamando sobre minhas notas, eu acabei me irritando e falei a pior besteira que alguém poderia falar.

— Pro inferno isso! — disse, de cabeça quente, sem raciocinar direito – notas boas ou ruins isso nunca vai fazer diferença alguma, isso não vai mudar o fato de eu conseguir ver coisas estranhas, não vai mudar o fato de eu ser uma pessoa que tem vergonha de sua aparência – por mais que eu fosse educado, tímido, entre outras coisas, eu nunca antes tinha levantado a voz, nunca tinha feito aquilo, tanto eu quanto minha mãe ficamos estáticos depois daquilo, e para o meu azar, quando a minha mãe ia atravessar para outra rua um carro desgovernado havia acertado o carro onde estávamos, bem do lado onde ela estava, eu ouvia as sirenes da polícia, ao meu redor, então tudo ficou escuro, quando acordei meu braço esquerdo estava com um gesso, assim como a minha perna direita, o lugar onde eu estava era totalmente branco, tirando o colchão das camas que eram azuis, e dos travesseiros que eram da mesma cor.

– Mãe? Alguém? – a chamei, me levantando, meu braço e minha perna começaram a latejar como se eu estivesse martelando um prego neles, mordi meu lábio, para aguentar a dor, com uma perna eu consegui me arrastar ate a cabeceira da cama onde eu fiquei sentado, aos poucos eu ia reconhecendo o lugar, não que eu seja lerdo, mas eu tenho disso as vezes, principalmente quando e um lugar novo pra mim.

A porta do quarto onde eu estava se abriu, era minha tia, ela estava... Chorando? Meus olhos ficaram arregalados quando eu vi aquilo, minha tia não era uma mulher que chorava atoa, da última vez em que ela tinha chorado foi quando... nesse momento me veio a lembrança da reclamação de minha mãe, oque eu disse, o acidente e depois tudo ter ficado escuro, as lágrimas caiam pelo meu rosto, pois eu já sabia que agora eu não tinha mais a minha mãe e nem sabia se tinha um pai.
Algum tempo se passou e como eu já de alguma forma sabia, minha mãe tinha morrido pelo impacto da colisão, os médicos haviam dito que eu tive muita sorte por ter ficado só com uma fratura no meu braço e na minha perna. Minha vida nunca mais foi a mesma, eu comecei a me fechar ainda mais com o mundo ficando apenas no meu mundo de fantasias, onde eu podia fazer o que somente um deus poderia fazer, comecei a me dedicar cada vez mais aos meus estudos, somente falava quando necessário, e tentando ser o mais educado e gentil possível, afinal não era porque minha mãe tinha morrido que eu culparia o universo por isso, minha timidez aumentou ainda mais e eu havia pego uma fobia, o medo de ver sangue, não que eu ficasse paralisado, pelo contrário, era como se eu ficasse me odiando, como se eu fosse outra pessoa, pelo fato de minha mãe ter morrido, acho que foi mesmo minha culpa aquilo ter acontecido, eu tendia a ficar agressivo, sádico e louco, sempre que eu via sangue eu tentava sempre correr para um lugar onde estivesse sem ninguém, para que eu pudesse tentar me acalmar e não machucar ninguém, pois quando isso acontecia minha alma chorava lágrimas de sangue.


Long Island – Nova York – Estados unidos. Dias Atuais

Depois da morte de minha mãe tudo mudou, como fiquei focado somente nos estudos, minha tia havia me colocado para aprender artes marciais, para que eu tentasse dar um “descanso” para a minha mente, apesar de não gostar de lutar, eu tinha que saber me defender, segundo que os princípios das artes marciais haviam meio que se encaixado ao que eu em parte era, uma pessoa preocupada em proteger os outros.

Quando completei a dezessete anos, uma amiga da minha tia me ofereceu uma vaga, para que eu pudesse estudar em uma universidade, pois eu já havia completado todas as séries do fundamental e o colegial a pelo menos dois anos, quando conheci Nikka, a amiga de minha tia que eu havia mencionado, anteriormente.
Ela era a diretora da universidade de New York, e vendo minha capacidade de aprender rápido, resolveu me matricular, como aluno bolsista em medicina. Eu aceitei e me mudei para os Estados unidos, eu não falava fluentemente, mas sabia o suficiente para não me perder em uma conversa, com o tempo eu poderia adotar aquela língua como uma terceira ou quarta “linguagem fluente” para mim, Pois eu já era fluente em alemão e em italiano, minha língua materna.
Nikka, havia me dado um apartamento em Long Island, mas eu somente ia para lá nas férias ou então nos finais de semana. Cadima, minha tia me deu uma moto depois que eu passei com notas perfeitas, os dois primeiros semestres da universidade de medicina.

Eu estava indo para mais um dia de aula na universidade com Trevor, ele era aquele cara que você poderia chamar de amigo, de inicio, eu sempre tentava me esquivar de fazer amizades, principalmente com o Trevor, afinal e um pouco chato você ser amigo do capitão do time de futebol da escola não acha? Ainda mais quando você e uma pessoa que fica vermelha e quase não fala nada com outras pessoas, eu só parei de ficar tão tímido assim depois de um ano de amizade com Trevor, eu somente era assim com a minha mãe, minha tia e com a amiga dela, pois eles eram pessoas que eu confiava, e sabia que não me fariam mal. Algo que esqueci de mencionar eu e Trevor eramos colegas de quarto, pois se fossemos para nossas casas, nunca chegaríamos no horário, algo que a diretora, odiava e bem, eu não queria perder a minha bolsa e nem ser expulso de lá. Estávamos conversando banalidades quando fomos surpreendidos pela Lincy, uma garota Loira, de olhos cinzas, pele semelhante a minha e ela tinha um gênio forte além de ter uma crise aguda de paixonite por Trevor, que não sabia ou fingia muito bem não saber.

Lincy tentou falar comigo, mas como sempre eu falava pouco e ficava vermelho atoa, ela assim como algumas garotas e garotos achavam aquilo fofo, me fazendo ficar mais vermelho ainda.
Trevor, apenas se segurava para não rir, da minha cara e era perceptível isso na cara dele, apenas lhe dei uma leve cotovelada e o olhei com uma cara de “depois você me paga” e abri um sorriso, ele sabia que eu somente ameaçava, mas como diz o ditado “cão que ladra não morde”, eu era assim, não gostava de machucar, humilhar ou qualquer coisa do tipo, apesar de as vezes acidentalmente acabava fazendo isso, como quando eu estava no refeitório e Trish, a garota que parecia ser a filha da Morgan, minha ex-professora e personificação do demônio, na terra, ela me direcionava os mesmos olhares que aquela professora me lançava, eu nunca entendi o porquê daquilo, eu nunca fiz mal a ela, mas ela me odiava, como se eu não pudesse nem sequer existir, colocasse seu pé na minha frente e como eu estava distraído conversando com Trevor, esse cara era o único que me fazia eu me sentir uma matraca, e eu acabava deixando minha bandeja com a minha refeição cair em chima de alguém, ela se levantava e dizia que eu devia de deixar de ser tão desastrado, com uma voz bem cínica, enquanto eu tinha que ajudar ou ser surrado pela pessoa que eu acabei dando um banho de leite com café e sujado com um sanduíche de frango e um pouco de açaí, em um copo a parte, que eu sempre comia todos os dias no intervalo.

Naquele dia iriamos visitar uma fazenda de morangos, e fazer uma pesquisa sobre ervas medicinais, então você me pergunta com uma cara de “você disse fazenda de morangos? Ou eu ouvi errado?” respondendo essa cara sim, era uma fazenda de morangos, mas lá eles também cultivavam ervas medicinais, como a camomila que era boa para acalmar, o boldo que era bom para a flora intestinal e para enjoos, entre outros que eu conhecia e muito bem, pois utilizava para fazer chá sempre que trevor bebia demais em uma festa ou quando eu estava resfriado ou com alguma doença, e também quando queria beber algo só por beber.

Eu não sabia, mas forças antigas me colocaram naquele lugar, forças que para muitos nem existem mais.

Eu estava conversando com Annabeth, uma das mulheres que preparava remédios e ate usava as ervas no tratamento de algumas lesões. Quando terminei de conversar com ela tentei ver para onde minha turma havia ido, não sei como, mas eu acabei entrando em uma floresta, e logo acima havia uma colina com algumas cabanas eu achei que a minha turma havia ido para lá então eu comecei a subir a colina, quanto mais eu subia, mas eu sentia a colina ficando cada vez mais íngreme, aquela colina era como a vida das pessoas, quanto maior a dificuldade que as mesmas suportam mais elas conseguiriam subir.
Assim que chequei no topo da colina, ela estava lá, Trish com um sorriso maligno, em minha mente eu não sabia o por que mas me vinha uma música do Voltaire, o nome da música era te me When You're Evil, por mais que eu odiasse admitir, aquela música descrevia Trish, eu era incapaz de odiar as pessoas, somente me irritava ou me chateava, mas quando o assunto era ela, eu senti uma parte minha ficar com ódio, olhei para ela e perguntei oque eu tinha feito para ela, para ela me odiar tanto, ela estava a cerca de dez passos de onde eu estava e em menos de dez segundos apareceu em minha gente e me deu um chute na minha costela e depois um outro na minha coxa, me fazendo cair quase que de cara no chão, se eu não tivesse colocado meu braço na frente eu teria me machucado bastante, assim que senti o impacto do meu corpo com o chão, senti algo liquido escorrendo pelo meu braço, era o que eu temia, eu sabia oque era eu queria correr para longe, mas Trish me deu um chute nas minhas costelas me fazendo rolar, eu já não estava mais conseguindo me controlar, logo eu ficaria louco e sabe se lá oque eu poderia fazer, com ela.

Eu estava sentindo o gosto do sangue na minha boca, um grito que mais parecia ser um rugido de alguma fera saiu de minha garganta, Trish estalou calmamente cada um de seus dedos os fechando em um punho e vindo em minha direção, era sempre assim, eu perdia o controle do meu corpo, mas não perdia a consciência, eu a atacava de igual para igual, algo que eu achava engraçado e ao mesmo tempo assustador era que parecia que estávamos brigando e dançando ao mesmo tempo, uma daquelas danças antigas e que só apareciam na idade media ou em épocas anteriores, trocávamos socos que eram defendidos ou esquivados, nossos chutes mais pareciam serem algo que se assemelhava aos chutes da arte marcial brasileira e africana chamada capoeira, eu podia ver que ela já dava sinais de ficar cansada, eu também estava, eu preferia evitar lutas, mas quando eu me feria era quase, como se outra pessoa tomasse controle do meu corpo, eu continuava consciente vendo suas ações e somente sofrendo com aquilo que eu tentava a todo custo evitar.

Então partimos para nosso ataque final, por assim dizer, ela tentou me socar no rosto, “eu” a chutei nas costelas, o meu chute a atingiu e seu soco me atingiu, ambos caímos, eu pude ver Trevor andando calmamente, então tudo ficou escuro, eu acabei tendo um sonho estranho que estava ~em uma mesa com Um homem muito belo e uma mulher tão bela quanto o homem, estávamos comendo algo enquanto apenas conversávamos banalidades, então acabei acordando em uma espécie de ala medica de alguma fazenda ou acampamento.

“Nossas aventuras estão apenas começando” disse uma voz em minha mente rindo “Eliot”
Aquela voz me causou um pouco de desconforto, principalmente o modo que ele falou o meu nome.

-Eliot, que bom que acordou – disse Trevor com um olhar preocupado – você está bem?

-Si...Sim e...eu ...e...estou – disse sem saber onde colocar a minha cara, eu devia de estar com o rosto completamente vermelho.

-OOOOOWWWNNNN!!!!!! que fofo!!!! - eu acabei me surpreendendo com Lincy que estava quase que me sufocando com um abraço de urso, literalmente, mas quando ela se separou de mim eu quase tive um ataque cardíaco, ao ver Trish, na cama ao meu lado.

Uma semana se passou e Trevor e Lincy me falaram sobre deuses gregos, que também tinham suas versões romanas e tal, e que eles tinham filhos e todos esses blá blá blás da vida, mas oque me assustou foi o fato de saber que eu era um semideus e nem sequer sabia disso, e o que me assustou ainda mais, era que Trish era uma semideusa, definitivamente aquele que escreveu o meu destino estava louco no dia em que o escreveu.

Eliot A. Baskerville
Filhos de Hipnos
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