Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem  Lucy Donavan em Sab Set 14, 2013 6:56 pm

Ficha de reclamação de
Lucy Donavan.


Nome Lucy Donavan.
Idade 13 Anos.
Progenitor Macária.
Motivo Bem, não existe um motivo específico, pode-se dizer que é pelo fato de a jovem ser sempre cautelosa e precisa, ou de sua desconfiança natural, uma vez que quase que nunca consegue confiar em alguém, vê os seres humanos como indivíduos que só pensam em si mesmo, que fazem tudo por si e que são capazes de apunhalar seus "amigos" se assim precisarem. Pode ser também pelo fato de nunca ter temido a morte, pelo contrário, sempre viu a mesmo como uma forma de libertação da real prisão em que vive, o corpo que lhe limita. Sempre gostou muito de agir de forma delicada, sem que os outros percebessem, então 99% das vezes surpreendia as pessoas. Lucy é, acima disso tudo, uma pessoa com dupla personalidade, que pode estar sorrindo em um momento e logo em seguida estar com lágrimas nos olhos, extremamente tristes.
Progenitor mortal Mark Donavan era um conceituado professor de Química, porém que não aparentava exercer a profissão que tinha. Nasceu na Holanda, porém se mudara para os Estados Unidos da América depois de receber uma ótima proposta de emprego. Fisicamente tem um físico comum, magro, mais ou menos forte, cabelos castanho, em um tom extremamente claro. Seus olhos eram azuis como o oceano e sua pele era pálida.

Um homem extremamente cauteloso e muito dedicado ao seu trabalho, vivendo praticamente para os elementos químicos. Além disso, ele sempre foram misterioso, cheio de segredos, foi tais características que despertaram o interesse da deusa da Boa Morte. Depois que descobriu ser pai, tentou mudar isso, tentou ser mais atento, porém não deu muito certo. Morreu ainda jovem, em um acidente de carro no dia em que sua filha fora levada até o Acampamento Meio-Sangue

Defeitos e qualidades Bom, vamos lá, primeiramente vale lembrar que, como filha de Macária, Jane sofre de dupla personalidade, então tem momentos instáveis e nunca se sabe quando seus status emocionais vão mudar. Outro defeito da jovem é a sua desconfiança acima do normal, raramente confia em alguém, porém quem adquire tal confiança tem uma aliada fiel até a morte, ou até o momento em que essa pessoa decepcione a filha da deusa da boa morte. É um tanto antissocial, prefere ficar afastada, em seu canto, pensando e, muitas vezes, cantarolando. Nunca se abre com as pessoas, guarda todas as suas angústias para si, sofrendo sempre sozinha, o que, com o passar dos anos, vez com que ela adquirisse uma frieza quase natural, pelo menos aparentemente, pois no fundo no fundo vive com suas dores e mágoas.

Agora quando o assunto são as qualidades fica um pouco mais complicado, a jovem tem como uma de suas características a lealdade, se gosta de alguém é fiel a tal ser. Normalmente não age de maneira impulsiva, sempre pensa antes de tomar alguma atitude. Além disso, é bastante determinada, sendo assim, quase sempre consegue o que quer por meio de sua perseverança, de sua luta pelos seus objetivos.

Cidade natal e atual Nasceu no Colorado, atualmente não tem uma morada fora do Acampamento Meio-Sangue.
Habilidade A adolescente tem a capacidade de decorar coisas como: letras de música, poemas, frases, movimentos, fórmulas e vozes com muita facilidade.
História Eram por volta de 22:48horas. A noite estava escura. Parecia que a verdadeira escuridão havia caído sobre a Terra, mais especificamente sobre o Colorado, nos Estados Unidos da América. Uma chuva chata, fina e intensa. Um vento gélido circulava pelo ambiente. Sob as luzes dos postes das calçadas, uma mulher trajando um manto encapuzado negro e segurando uma criança caminhava rumo a uma casa que já lhe era familiar. Só havia ela na rua, mais ninguém, todo o resto das pessoas estava dentro de suas casas, jantando, dormindo ou até conversando. O silêncio estava tamanho que se conseguia escutar o barulho causado pelo contato dos sapatos da mulher com o concreto da calçada. Depois de mais alguns passos ela chegara ao seu destino, uma casa consideravelmente grande, com uma arquitetura de época bastante marcante. Antes de abrir o portão, certificou-se, na caixa de correio estava escrito”Mark Donavan” agora sim podia fazer o que viera realizar.

Abriu o portão de madeira e, com passos soáveis e lentos, adentrou no jardim e, por fim, na varanda. Aproximou-se da porta, ajoelhou-se e deitou o bebê no tapete. Quando ia se levantando, as mãos pequenas e macias agarraram a gola da blusa da mulher, que lançou um último olhar carinhoso para aquela criatura e, então, se levantou. Tocou a campainha. Deixou uma carta sobre o bebê e desapareceu. Nesse instante, a recém-nascida chorava, chorava como se entendesse exatamente o que estava acontecendo ali, ela, uma menina que havia, praticamente, acabado de ser apresentada ao mundo acabara de ser abandonada por sua própria progenitora ali, ao relento.

A porta se abriu. O rosto da criança foi iluminado pela luz que vinha de dentro da casa. O homem que abriu a porta ficou espantado com tudo aquilo e mais ainda com o que estava escrito na carda que havia sido deixada. Pelo que conseguira entender, aquele ser pequenininho ali era sua filha e a mulher com quem estivera se relacionando era uma deusa, a deusa Macária. Mark se abaixou e pegou a menina no colo, quase que imediatamente, os gritos pararam e, em poucos segundos ela já havia sido abençoado por Hipnos com um sono profundo. Dê imediato, mesmo ainda perplexo, o jovem levou a criança para dentro e a colocou em sua cama. Vendo-a ali, deitada, declarou qual seria o seu nome: Lucy Donavan. O homem não sabia no que estava se metendo ao acolher a jovem.

Inicialmente, ela parecia uma criança comum, como qualquer outra, porém com o passar dos anos isso foi mudando. Desde muito pequena era vista como uma verdadeira princesinha e era, de certa forma, tratada como tal. Mesmo com um pai um tanto ausente, era bastante paparicada pelos tios(as) e pelos avós. Sempre diziam que ela era especial e que isso puxara, acima de tudo, da sua mãe, mas esse era o máximo que ouvira sobre sua progenitora. Até completar cinco anos, tivera uma vida completamente normal, como se fosse uma mera mortal e como se não pertencesse a um mundo magicamente mitológico.

Ao completar meia década de vida as coisas começaram a mudar. Entrou, de fato na escola e para surpresa de todos, a criança não conseguia aprender, por nada, a ler. As letras se embaralhavam todas, quando foi levada a um médico para ver isso foi dado o diagnostico: Dislexia. Além disso, sempre fora hiperativa, quase nunca conseguia permanecer quieta, isso só acontecia em si no momento em que estava dormindo. E foi em um desses raros momentos em que a vida dos Donavan’s começou a virar de cabeça para baixo. Em uma noite aparentemente comum, por volta das dez horas, Lucy se encontrava adormecido em seu quarto, quando a janela de vidro se estilhaça e o aposento é invadido por uma Harpia, que segura a criança pelos ombros e, no momento em que ia leva-la para o lado de fora onde, com certeza, a mataria sem ser interrompida, a porta do quarto se abriu. A criatura, como não queria ser pega no flagra, abandonou Lucy, o que resultou na queda da jovem no chão, e saiu, nada feliz, pela janela por onde entrara.

O homem não estava entendendo nada, via sua filha caída e inconsciente no chão gélido, a janela com a vidraça completamente destruída e via alguma coisa, não sabia o que, fugindo por onde antes havia uma proteção de vidro. No dia seguinte, ele pediu transferência para trabalhar em uma outra faculdade e se mudou, em busca de mais segurança.Porém, isso não mudaria em nada. Os acontecimentos estranhos passaram a ser frequentes e as mudanças também, porém chegou a um ponto em que pararam de fugir e foi quando tudo de ruim que poderia vir a acontecer na vida da filha da “Boa” Morte se concretizou.

Mesmo tendo problemas com as letras e com a sua hiperatividade, nunca tivera problemas com relação às amizades, todavia, ao completar dez anos, quando parou de migrar de cidade em cidade, parecia que era impossível fazer novas amizades. Era vista como mentirosa, uma louca, quase que um lixo. Foi nesse momento em que descobriu o quão é cruel, maquiavélico, o ser humano, que tais nunca eram dignos de confiança. Quase que diariamente se metia em brigas eou ia para a secretaria. Seu pai era chamado várias e várias vezes nas escolas. Quase que todo ano tinha que mudar de instituição de ensino, pois era sempre expulsa. Como toda e qualquer criança, sentia os impactos da humilhação, sentia-se cada vez pior, mais pra baixo e, para piorar as coisas, via seres que, pelo visto, ninguém mais conseguia enxergar. Devido a isso foi levada a inúmeros médicos para ver se estava louca ou não.

Durante quatro anos intensos era perseguida quase que todo dia por criaturas que só vira antes nos filmes e aulas de mitologia grega. Por muitas e muitas vezes chegara em casa completamente ferida e quando ia explicar o que havia acontecido, era repreendida, diziam que mentia e lhe deixavam de castigo. Por todo esse tempo seus únicos companheiros verdadeiros eram um fichário, onde anotava tudo que sentia, tudo que queria gritar e não poderia, perguntava tudo que queria saber e que não saberia a resposta, e um ipoid da Apple, onde aprendeu as maravilhas do Rock e, principalmente, de bandas como: Pink Floyd, U2, The Beatles, Paul McCartney e Bon Jovi. Desde então, começou a se fechar, cada vez mais, se tornando uma pessoa repleta de segredos e sofrimentos guardados no fundo de sua alma.

Bem, o tempo passou, e os quatro anos se seguiram dessa forma. Porém aquele diz foi marcante, o mais marcante de toda a sua vida, sem dúvida. A lua cheia reinava junto das estrelas do céu. Uma chuva intensa e grossa caída e embasava a janela de um Eco Sport negro. Dentro do carro estava a jovem Lucy, no banco do carona, e seu pai, que se encontrava no volante. A garota trajava uma blusa de manga cumprida preta e uma calça Jens branca, a mochila estava jogada no banco de trás. O carro parou no sinal vermelho. Lucy olhava para o lado de fora, via as luzes dos letreiros de estabelecimentos, enquanto escutava música. Ao seu lado, Mark “batucava” no volante, parecia nervoso e bastante preocupado, mais do que o normal, estava toda hora olhando para trás, como se estivesse sendo perseguido por alguém.

Estava claro que tinha alguma coisa de grave acontecendo, porém não sabia dizer o que. Seu pai estava nervoso, falava coisas completamente sem sentido. Pedia desculpas por nunca ter revelado a verdade, por ter lhe enganado, dizia também que ela era fruto de um amor que ia contra os princípios, entre um mortal e uma divindade grega, falava também que, diferente do que sempre lhe dissera, todos aqueles seres que estudara nas aulas de mitologia , de fato existiam, mas que apenas algumas pessoas especiais conseguiam enxerga-los. No entanto, suas falas eram tão confusas, tão enroladas que a Donavan não conseguia entender, ou melhor, absorver, todas as informações.

Lucy não sabia o que sentia, ao mesmo tempo que estava feliz em saber que não era louca e que estava certa sobre os monstros esse tempo todo, odiava a ideia de ter sido enganada durante todos os dias, até então, de sua vida. Uma mistura de sentimentos, porém na face da jovem não aparentava qualquer reação. Ela perguntou quem era a sua verdadeira progenitora, porém Mark não sabia responder, dizia que a mulher nunca revelara seu segredo por completo. Naquele momento não sabia mais se podia acreditar nas palavras daquele homem ou não, mas a realidade era que, querendo ou não, ele era seu pai.

O sinal mudou para verde e imediatamente o carro arrancou. Enquanto seguiam para casa, Mark contava tudo que Lucy perguntava, o que não era pouca coisa. Faltava apenas dois quarteirões para chegar a casa, o homem não parava de olhar para trás, o desespero estava presente de forma clara em seu rosto. O carro virou à esquerda e, de repente, uma luz forte, vinha do farol de um caminhão que andava na contramão. Os veículos se chocaram, o barulho foi tremendo, além disso, a jovem só se lembrava de mais uma coisa, uma dor intensa em sua cabeça, nada mais. Ficara inconsciente. O carro não demoraria muito para explodir, se não acordasse ou se alguém não ajudasse, tudo iria pelos ares e mais duas almas seriam entregues à Hades.

Para a sorte da criança, seus anjos da guarda estavam bem atentos naquela noite e enviaram um jovem, mais ou menos da idade dela, para lhe salvar. O cheiro de gasolina era forte e o fogo estava chegando perto do veiculo, que se encontrava de cabeça para baixo. O garoto abriu a porta do carro e tirou Lucy dali, porém não deu tempo de tirar o pai dela, a explosão aconteceu antes. Uma alma havia sido enviada para o submundo. O menino, pegou uma moeda de ouro e jogou no chão, chamando uma espécie de táxi, onde entrou e colocou a filha da deusa da Boa Morte. Pediu para que seguisse rumo ao Acampamento Meio-Sangue e as motoristas – sim, tinha mais de uma – obedeceram.

Aos poucos a semideusa fora retomando a consciência e, para a surpresa dela, estava acompanhada de um desconhecido e em um carro com três motoristas que aparentavam não saber dirigir. Já estava achando aquilo estranho, porém quando viu um olho voando de um lado para o outro e percebeu que só havia um olho para três velhas, começou a fazer várias perguntas e a pedir para descer dali. O jovem se apresentou como Pietro e disse que fora enviado para lhe salvar e, consequentemente, lhe levar até o acampamento, também explicou o que esse lugar e tirou todas, ou melhor dizendo, quase todas as suas duvidas, porém ele também não sabia dizer qual das deusas era a sua mãe.

Depois de alguns instantes no veiculo, o mesmo parou e ela pôde ver uma colina ao seu lado. Desceu do táxi e, junto com Pietro, começou a subir, porém havia um imprevisto, um homem enorme com apenas um olho apareceu e começou a persegui-los. O grandalhão arrancava galhos e arremessava contra os dois humanos, que desviavam como podiam. Depois de um longo percurso, correndo, se desviando e até “lutando” contra o monstro (sim,o garoto tinha uma espada e uma adaga, então entregou a maior arma para a jovem se defender, já que a criatura era rápida e forte demais), chegara ao acampamento, onde fora recebida por um homem cuja parte inferior era a de um cavalo.
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