Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem  Dominique V. Harmon em Qua Out 16, 2013 6:56 pm


Ficha de reclamação de

Abbigail Marie Vondevoort.

NomeAbbigail Marie Vondevoort.
Idade6 anos.
ProgenitorAtena.
MotivoBom, não escolhemos de quem nascer, não? Mas é evidente a semelhança entre Abbey e sua suposta progenitora divina. Abbey sempre gostou de estudar, não importava quão grande a dificuldade em ler era. Sempre gostou de aprender tudo sobre tudo. Desde muito pequena (ela não cresceu muito, afinal) é determinada e persistente, e não pára enquanto não conseguir o que quer.
Progenitor mortalHollister Klaus Vondevoort, um arquiteto incrível, atualmente casado com Penélope Klingsley (Vondevoort), uma astrônoma.
Defeitos e qualidadesDefeitos: Mandona, prepotente, às vezes "sabidinha" demais. As pessoas reclamam que a pequena fala muito, mas isso é involuntário, já que ela só quer dividir o conhecimento.

Qualidades: Educada, controlada, persuasiva, inteligente.

Cidade natal e atualNova York.
HabilidadeAinda escolhendo.
HistóriaUm dia ensolarado, até. Poucas nuvens brancas e disformes passavam sobre o prédio onde Abbey morava. Mudara-se para ali quando o pai casara-se com uma astrônoma, Penélope.
Abbey suspirou alto, seus olhos azuis-cinzentos perscrutando cada veículo que passava pela rua lá embaixo.
Sentia falta o ar fresco do campo, onde tinha em quantidade demasiada na sua antiga casa, a casa de campo dos avós, com quem morava. Lílian e James Vondevoort, os pais de Hollister, criaram a neta desde que ela nascera e aparecera na porta do arquiteto. Ele não tinha tempo, sempre muito ocupado com o trabalho e coisas do tipo.
Agora, por que o interesse repentino?, perguntava-se Abbey. Só porque casou-se e queria mostrar que poderia cuidar de uma criança? Tosco.
Abbey afastou-se da sacada, caminhando de volta para a sala de estar e jogando-se no sofá. Olhou para as pilhas de livros de matemática sobre a mesinha no centro da sala, pensando em qual iria reler agora. É claro que ela já havia lido todos aqueles livros, já que se familiarizava mais com números do que com letras. Aquilo era dislexia, segundo o diagnóstico do oculista. Dislexia mesclado com déficit de atenção e hiperatividade? Uma verdadeira "Abbeyração", como sua antiga professora de geografia costumava chamá-la.

A campainha soou. Um toque, dois toques. Depois, batidas insistentes.
Mesmo com os diversos conselhos sobre não abrir a posta para estranhos, Abbey abriu. Ela era baixinha demais para alcançar o Olho Mágico na porta e ver quem estava lá fora. Mas pela pressa, pôde presumir que seria Penélope.
— Por que demorou tanto?! — Ela gritou. Parecia aflita. — Venha logo!
— O quê?! Para onde? — Abbey protestou.
— Não discuta! — Penny disse, e saiu puxando Abbey.
A garotinha ainda tinha um livro sobre cálculos algébricos nas mãos, e corria como uma criança atrasada para a prova de matemática, sendo puxada pela mãe que pensava em uma boa justificativa para o atraso.
— Ao menos me explique! — Pediu Abbey enquanto desciam o último lance de escadas.
— Espere chegarmos ao carro, querida. — Penélope tentava conter o nervosismo.
As duas passaram pela recepção do prédio como um azougue, chegando ao carro do pai de Abbey. Entraram, e Penélope pisou fundo.
— Escute, seu pai pediu para que eu a tirasse do apartamento o mais rápido possível.
— Por quê? — Abbey indagou.
— Ahn... Eu não sei explicar direito! É algo muito complicado. Quando chegarmos ao nosso destino, você irá saber de tudo. — Penny prometeu.
— Diga-me aonde vamos, pelo menos.
— É... um acampamento de férias.
— Mas as aulas ainda não acabaram! Amanhã teria um rigoroso teste e...
— É um acampamento para pessoas especiais, querida. — Penélope interrompeu-a.
— Para... pessoas especiais? — Abbey franziu o semblante. — Oh, meu Deus! Você vai me internar em uma clínica psiquiátrica?!
— Não! Nunca! Escute, fique bem quietinha que você vai ficar sabendo de tudo na hora certa.
Abbey encolheu-se no bando de trás. Ela olhou pela janela, e viu cacos de vidro voando. E, então, um estrondo ensurdecedor. Um carro havia explodido logo atrás.
— Nos alcançaram! Droga! — Penélope praguejou. — Segure-se, Abbey.
A garotinha não indagou ou hesitou. Segurou-se em qualquer lugar que viu primeiro enquanto Penélope pisava fundo e acelerava.
As duas estavam saindo da cidade, indo rumo ao nada. Através da janela, Abbey podia ver propriedades que deviam ser fazendas. Olhou para trás, e distinguiu uma silhueta estranha, correndo quase tanto quanto o carro. Estava se aproximando rápido.
— O que é...?
— Acredite, Abbey, eu não sei!
Penélope parou o carro abruptamente, fazendo um gesto frenético com a mão para que Abbey saísse.
— Está vendo essa colina? Corra o máximo que conseguir até encontrar um pinheiro. Quando achá-lo, continue correndo e peça ajuda. Eu não posso segui-la, portanto, tentarei sair daqui o mais rápido possível. Boa sorte, querida.
Abbey não entendia nada, mas, inteligente, seguiu as coordenadas da madrasta. Assim que saiu, o carro disparou, e a silhueta continuava a se aproximar.
"Corra." Uma voz soou em sua mente. "Corra."
Abbey correu.

Ofegante, chegou ao topo. Quando olhou para trás, viu o que a silhueta era.
— Ah, meu Deus! — Exclamou, pondo as mãos sobre a boca logo em seguida.
Era um humanóide, metade homem, metade boi/touro/cabrita/seja lá o que for. Ela musculoso, e era, no mínimo, três vezes maior que Abbey. Seu tamanho, sem querer, dava uma ideia de sua força.
O homem-touro grunhiu. Ou mugiu?
"Continue correndo!", a voz novamente a advertira. Era uma voz feminina, com um tom sábio, mas ao mesmo tempo, terno. Mas Abbey estava paralisada. Não conseguia mexer-se para nenhum dos lados.

— Ali! — Gritou uma voz masculina. Era um garoto usando armadura, e, atrás dele, um mini-exército dr adolescentes. — O minotauro! Claire, leve a pequena para Quíron.
Uma moça de cabelos louros e olhos castanhos saiu do meio dos adolescentes e puxou Abbey pela mão. A pequena estava aturdida demais para falar qualquer coisa, então apenas a seguiu.
— Não ligue, monstros nos atacam todos os dias. — Ela advertiu. — Bem-vinda ao Acampamento Meio-Sangue!
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Dominique V. Harmon
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