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Ficha de Reclamação

Mensagem  Emyli Chesterton em Seg Dez 30, 2013 9:54 am

Ficha de reclamação de
Emyli Rose Chesterton


NomeEmyli Rose Chesterton
Idade18
ProgenitorAres
MotivoBom... Acho que todos nós temos aquele lado de 'anjos montados em porcos'... Aquele de querer ser sempre o melhor e ter q impressão de que faria tudo para alcançar isso. Acredito que o meu lado seja maior do que a maioria. Vejo grande beleza nas guerras e lutas, sempre acredito que poderia fazer melhor do que aquele que está realmente fazendo. Por fim, tenho grande admiração por Ares e por seus domínios. Venero-o. Admiro-o.
Progenitor mortalA loira de personalidade forte influenciou sim na formação da filha. Sempre muito decidida e incrivelmente perspicaz, Dianna Rose Chesterton era conhecida pelo poder que exercia nos homens. Não pela violência, mas de um jeito dengoso e quase invisível conseguia moldar os pensamentos. Apesar disso não era fria com a filha. Muito pelo contrário. Era o único elo amoroso que a pequena Emy tinha.
Defeitos e qualidadesBom... A mais nova Chesterton tem sim várias qualidades... Mas defeitos também não lhe faltam. Pode ser corajosa, como também pode ser irritante. Pode ser tão fria quanto pode ser carinhosa. Odeia intensamente. Gosta intensamente... Talvez seja esse o maior problema da filha de Ares: a bipolaridade.
Cidade natal e atualEmyli, juntamente com Dianna, nunca parou em uma cidade. Sempre passava ali no máximo três meses e já voltavam a se mudar. Mas nem sempre foi assim. A única cidade onde realmente chegaram a ter um lar foi Nova York, porém após um incêndio 'acidental', sua mãe nunca mais quis manter residência fixa. Hoje a garota mora no acampamento meio sangue por motivo tanto quanto.... Pessoais, digamos assim. No fundo Emyli se envergonha em falar que não tem para onde ir.
HabilidadeArtes Marciais: Judô
HistóriaA chuva que caia do lado de fora do meu chalé trazia consigo lembranças obscuras de meu passado. As imagens vívidas que tomavam minha mente se mesclavam com a realidade enquanto meus olhos começavam a fechar. Em poucos instantes a realidade se apagou e apenas as memórias pareciam reais.

* Véspera do dia das mães... O dia amanhã seria perfeito. Uma pequena parte de minha mente reclamava, insistindo para que eu dormisse, mas a trovoada me obrigava a continuar acordada. A cama de madeira do sítio que alugamos parecia tão desconfortável quanto o chão empoeirado. Era o primeiro feriado que eu passava com minha mãe. Ela estava no quarto ao lado, cochilando tranquilamente. Ela gostava de chuva. Mas eu... Um trovão alto cortou o céu, desfazendo meus devaneios. As vacas inquietas mugiam no pasto. Com um suspiro pesado me levantei da cama, andando lentamente até o armário de carvalho que se encontrava no outro canto do aposento. Assim que abri as portas um grande buque de rosas brancas chamou atenção. Eram a flores que colhi pela tarde, o presente de mamãe. Peguei com cuidado aquelas frágeis plantas e levantei-as para sentir o cheiro. Tão doce... Um novo trovão cortou o céu. Esse parecia mais perto, quase dentro da casa... E depois tudo aconteceu rápido de mais. Uma vaca mugiu alto, com uma fúria ensurdecedora. Ouviu-se no andar de baixo algo caindo no chão e então... Um grito. Alto. Atormentado.
Meus olhos se arregalaram quase inconscientemente. Ainda com o buque em mãos corri para fora do quarto, descendo as longas escadas e passando pela porta que estava destruída na sala. Assim que entrei na cozinha vi o que me aguardava. Um grande mostro em duas patas. O corpo de touro bem evoluído, os chifres grandes cobertos de sangue.. Sangue... Chifres não sangram... Foi apenas pensar naquilo que a umidade se fez presente em meus pés. Viscosa. Quente. Meu olhar foi ao chão, de encontro com a substância vermelha e pegajosa. Mais sangue. Ao lado da poça estava a fonte. Um corpo pálido e gélido de uma mulher loira de olhos azuis. Minha mãe. Uma faca estava em sua mão, em minha mente uma tentativa de defesa por parte dela. As flores caíram, disvirginando o branco puro, encharcando. Minha vista ficou embaçada pelas lágrimas que começavam a nascer. A primeira gota caiu enquanto minha mandíbula apertava com ódio e desespero. Um grito alto arranhou minha garganta e por um impulso desconhecido meus pés me empurraram para frente. Minhas mãos agarraram a faca e em poucos segundos ja me encontrava pulando no animal. Minha visão estava vermelha. O sangue corria mais rápido. O boi ginchou, com um ódio compatível ao meu. Minhas mãos se apertaram ao redor da faca e todo o resto pareceu puro instinto. Passando pelo balcão agarrei um pano de prato, jogando-o na face de meu inimigo, cegando-o temporariamente. O animal, pego de surpresa, se assustou. Guinchou confuso enquanto eu aproveitava seu momento de fraqueza. Sem pensar duas vezes pulei contra seu corpo e enfiei a faca em sua garganta, sentindo o sangue escorrer em minha mão. Era escuro, pegajoso. Esfaqueei o mesmo lugar enquanto os guinchos de dor tomavam o aposento e ele virava-se bruscamente tentando se desvencilhar. 9 facadas. Por fim ele mugiu alto, agonizando, e seus joelhos cederam. Ante que atingisse o chão ele se desfez em uma nuvem negra, deixando no ar apenas um vestígio de fuligem.
Quando voltei para mim a casa estava vazia... Bom, quase vazia. O corpo da mulher que me trouxe ao mundo ainda estava no chão. As rosas, agora com manchas vermelhas, estavam ao lado de seu corpo e a faca ainda em minha mão. Larguei o objeto pontiagudo com certo medo pelo que fiz. As lágrimas voltaram, correndo por minha face, e minha voz se perdeu. Ela havia morrido. Estava morta e não voltaria mais. Rastejei até seu corpo e deixei tudo correr. Minhas mãos apertavam o pano úmido sobre seu corpo e meus ombros sacudiam violentamente pelos soluços. Apenas me ergui um pouco ao ouvir os cascos que batiam no piso de madeira na entrada. Meus olhos foram desesperados para lá. Logo ali na porta estava um 'homem cavalo' me olhando com pena e ternura. Ótimo dia para o circo chega à cidade.
_Vai ficar tudo bem, querida. - Ele sussurrou depois de um tempo. Aquela foi a ultima imagem que tive antes da consciência abandonar meu corpo e minha vista escurecer. *

Meus olhos se abriram e o suor frio escorria por minha testa. A chuva ainda batia forte na janela e os primeiros raios de sol tocavam a cama. Minha cabeça rodava desconsoladamente. Na época eu não sabia o que sei agora. Não sabia quem eu era, ou melhor... O que eu era. A filha do Deus da Guerra. A prole de Ares. O 'homem cavalo' não era nada menos do que meu instrutor de acampamento, meu mentor... E agora, meu amigo. Ele me pegara naquela casa, em meio ao desastre, e me trouxera para o acampamento. Ele era meu salvador... Mas seria fraqueza demonstrar. Apenas aprendi a olhá-lo dia após dia com respeito, o que para os filhos de Ares não era pouca coisa.
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Emyli Chesterton
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