Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem  Desmond Voltaire em Qua Abr 30, 2014 9:08 pm

Ficha de reclamação de
Desmond Voltaire
NomeDesmond Voltaire
Idade16 anos
ProgenitorQuione
MotivoNão há fascínio maior que a beleza de uma noite de inverno, não há maior prazer que a mais pura sensação de frio, não há maior combinação entre beleza e destruição que uma furiosa nevasca, e não há melhor representação no majestoso poder da neve que Quione. Ser filho da princesa da neve significa ter o talento natural para não apenas possuir, mas fazer parte da essência mística de todo o poder invernal e os segredos que ele possui. São essas as razões para se desejar a honra de ser filho de Lady Quione.
Progenitor mortalDante Voltaire, filho de uma rica empresária e pesquisador científico focado na meteorologia dos locais de menor temperatura da terra, desenvolvendo técnicas de sobrevivência para os mesmos e ganhando grande fama com isso por aparecer em programas de televisão falando do assunto. Morreu a dezesseis anos, seu corpo foi encontrado junto com seu filho recém-nascido, Desmond, que passou a ser criado pela avó.
Defeitos e qualidadesDesmond é extremamente arrogante, frio, altivo, egoísta e gosta de se sentir superior a todos à sua volta. Detesta climas quentes e é capaz de fazer outras pessoas passarem frio para não ter de suportar esse incômodo. Normalmente se preocupa mais com a utilidade das pessoas que com seus sentimentos. Apesar disso tudo, é extremamente confiante, focado, um bom líder e tem boa capacidade de observação, podendo perceber o que muitas vezes pode parecer oculto às outras pessoas.
Cidade natal e atualCidade natal: Alaska, EUA.
Ex-cidade residente: Vancouver, Canadá.
Localização Atual: Nova York, EUA.

Habilidade✓ Riqueza: Você vem de uma família riquíssima, dinheiro mortal não é problema para você.
HistóriaEssa história começa com Dante Voltaire, um famoso pesquisador científico, famoso por desafiar e sobreviver aos lugares mais perigosos e os climas mais baixos da terra. Ele foi encontrado morto no topo do monte McKinley, no Alaska. E dentre os diversos mistérios sobre sua morte, o maior deles com certeza foi o fato de que seu corpo protegia um pequeno bebê recém-nascido, de pele tão alva que quase se camuflava na neve, seu filho legítimo.
O caso foi um escândalo, o homem que desafiara montanhas e acampara no Ártico havia enlouquecido e levado seu próprio filho (cuja existência todos desconheciam) ao topo de uma montanha para morrer junto com ele? Por quê? Como? Quem seria a mãe dessa criança? Como essa criança sobreviveu?
Com seu principal protagonista morto, todas essas questões caíam diante de seu herdeiro. Mas um pequeno bebê não poderia passar a sua infância como pista de uma investigação ao invés de ser tratado como uma criança comum e por isso sua avó, Dianna Voltaire, usou todos os meios à sua disposição para poder adotar o garoto e livrá-lo desses problemas o mais rápido que pôde. Sendo ela a dona de um grande hotel localizado nas montanhas canadenses, o poder de suas riqueza e influência garantiram que não houvesse muitas dificuldades e logo teve o neto em seus braços, decidindo batizá-lo com o nome de seu falecido marido, Desmond. Foi ali que realmente começou a vida de Desmond Voltaire.
Vários anos se passaram, em que o pequeno Desmond não conseguia manter amigos, já que as crianças cujas famílias se hospedavam no hotel passavam no máximo um mês por lá. Ele cresceu sendo mimado por sua avó, que dava a ele tudo o que queria exceto a chance de sair sozinho do hotel (O que não significa que o pequenino não encontrava suas maneiras de fugir). Passava seu tempo vagando pelos corredores, divertindo-se com hóspedes ou brincando na neve se acumulava no jardim do hotel. Mesmo sendo uma criança solitário, Desmond jamais se importou com isso, de certo modo ele só conseguia gostar mesmo de sua avó, o resto das pessoas se dividia entre úteis e inúteis.
Ainda pequeno, Desmond percebia que era muito diferente da maioria das pessoas. Ele podia ver coisas que outros não viam, podia fazer coisas que não faziam. Aos dez anos, viu gigantes azuis escalando as montanhas à noite, não disse nada para ninguém mas sabia que aquilo era real, podia sentir. Aos doze anos, durante uma nevasca, resolveu sair escondido para o jardim e enquanto a neve caía sobre sua cabeça e o vento congelante passava pela sua pele graciosamente. Ao som da música de um baile no salão de festas, ele dançou sozinho, extasiado pela energia que a neve e o frio extremo lhe causavam. Naquela noite os ventos e os flocos de neve lhe acompanhavam, rodopiando junto a seus passos. Sua verdadeira natureza estava apenas despertando.
Descobrindo seus talentos, conseguiu aproveitar ainda mais sua vida já luxuosa. Desmond treinava seu poder sobre o frio e o gelo à noite enquanto ninguém observava e no resto do tempo, continuava no mesmo tédio de sempre. Até que chegou aos seus dezesseis anos, quando em vez de brincar com crianças no hall de entrada, ele beijava rapazes em seu quarto na cobertura. Foi nesse período, quando sua ambição, sua arrogância e sua frieza estavam no auge, que aconteceu.
Depois de uma forte discussão com sua avó, que não queria permitir de maneira nenhuma que seu neto saísse do hotel, Desmond isolou-se na cobertura, deixando a neve cobrir seu corpo, tentando acalmar-se e pensar sobre o que faria de sua vida. Não queria passar todos os seus anos trancafiado ali, mesmo sendo praticamente um palácio nas montanhas geladas, havia muito mais no mundo para ser descoberto, principalmente para um jovem excepcional e talentoso como ele. De repente, enquanto encarava o céu tempestuoso, viu formas estranhas descendo das nuvens em sua direção. Não sabia se estava confuso, mas ao mesmo tempo em que eram silhuetas relativamente humanas, possuíam asas. Quando se deu conta, uma dessas coisas quase o atingiu em cheio, mas ele conseguiu rolar por pouco. Tentou fugir para dentro de seu quarto, mas uma batida forte, seguida por uma dor enorme em suas costas, impediram-no de continuar correndo. Caído ao chão, Desmond olhou para trás e não acreditaria no que estava diante dele se já não tivesse visto coisas mais estranhas antes, duas criaturas híbridas de mulheres e pássaros de penas totalmente brancas o olhavam com expressão assassina e gritavam "semideus".
Quand avançaram para cima dele, apontando-lhe as garras como se fossem facas prontas para perfurar seu coração, Desmond gritou desesperado e apontou a mão para uma delas. No mesmo instantes, correntes de ar gelado mergulharam sobre ela e circundaram-na formando um pequeno ciclone, que ao se desfazer, revelou-a completamente cristalizada. Mas a outra "mulher-pomba branca" do mal ainda se aproximava, agora com ainda mais voracidade.
Ele fechou os olhos, achando que era o fim e esperando que fosse um pesadelo. De repente, um breve barulho como uma pequena explosão... E outro, e mais outro. Não eram bombinhas, eram tiros! A senhora passarinho foi alvejada em questão de segundos, explodindo numa nuvem de poeira dourada que logo foi levada pelos ventos agitados da nevasca. Saindo da porta de acesso à cobertura, estavam dois guardas do hotel acompanhando sua avó, Dianna. Eles rapidamente o tiraram de lá e seu ferimento foi tratado sem dificuldades. Quando se deu conta, já estava num carro em alta velocidade na estrada pelas montanhas. No caminho, sua avó explicou-lhe o que pôde sobre ele não ser como os outros jovens e seu lugar na verdade não ser o Canadá, por mais que ela quisesse que ficassem juntos. Dianna estava claramente fora de condições para poder explicar coisas de tal complexidade, mas deu a ele uma carta que esclareceria seu caminho, pelo menos o suficiente até que pudesse se cuidar sozinho.
A limousine parou numa guinada acentuada, e lágrimas já escorriam pelo rosto de sua avó quando Desmond foi abraçado por ela e antes de poder fazer alguma coisa, ser puxado para fora do carro. Olhou em volta, estava num ambiente extremamente aberto, andando sobre asfalto com vários aviões para todo lado enquanto um homem de pernas tortas o levava, segurando-o pelo braço. Naquela noite, Desmond deixara o Canadá, sem fazer ideia de quanto tempo levaria até a possibilidade de retornar, se é que isso aconteceria.
O avião decolou e Desmond, que já estava nervoso, teve de gritar com o homem de pernas tortas para que ficasse quieto antes que os dois tivessem uma crise nervosa. Quando pegou a carta, estranhou as letras, nunca vira letras como aquelas no setor de correspondência do hotel: "στο γιο του χιονιού". A carta não estava exatamente selada, estava congelada. Um cristal circular de gelo prendia a abertura da carta e ao simples toque de Desmond, ele simplesmente se desfez e sumiu.
A carta era de sua mãe, que nunca conheceu nem mesmo teve a menor pista sobre a identidade. Na carta, sua mãe falou sobre deuses gregos, sobre sua existência e o fato de que o que diferenciava Desmond das outras pessoas era sua natureza como metade humano, metade deus. De alguma maneira, ela sabia que ao ler aquela carta, ele estava a caminho de um lugar onde estaria seguro e aprenderia a controlar e aprimorar suas habilidades, vivendo entre seus semelhantes semideuses. Descobriu também a verdade sobre seu pai, que a encantou pela sua paixão pelos invernos mais fortes do mundo, que ele insistia em enfrentar com perseverança. Mas sua mãe não pôde permanecer com ele, por isso ficou longe durante sua gravidez e só o encontrou durante o nascimento de Desmond, num lugar afastado de todos, onde eles haviam se conhecido, o monte McKinley. Lá, após sua mãe sumir, deixando Desmond nos braços do pai, Dante viu que não poderia descer as montanhas com um bebê nos braços e por isso chamou ajuda, usando seu corpo como abrigo para o bebê. Ao final da carta, sua mãe pediu desculpas pelo ocorrido, mas declarou que a vida de um imortal é muito mais difícil do que parece. Ao fim, depois de dizer o quanto o amava, assinou com "Quione, Deusa da neve".
Com coisas demais na cabeça, Desmond resolveu dormir pelo resto da viagem. Quando acordou, já estava nos EUA, e viu diante de si um embrulho estranho quando abriu bem seus olhos. Um levíssimo tecido branco cobrindo um objeto longo, quando o desembrulhou, viu que tinha em suas mãos uma katana e uma capa branca ao estilo medieval e com eles um bilhete que reconhecera de imediato, tinha a mesma letra e a mesma assinatura da carta do dia anterior. Dizia "Isso vai ajudá-lo. Boa sorte em sua jornada, meu filho".
E então o "pernas tortas" voltara a incomodá-lo, dizendo que precisavam partir imediatamente. O acampamento meio-sangue esperava.
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Desmond Voltaire
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