Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem  Isabelle Straus Mirg em Sex Jun 06, 2014 7:36 pm

Ficha de reclamação de
Isabelle Straus Mirg.
NomeIsabelle Straus Mirg.
Idade19 anos.
ProgenitorÉolo.
MotivoÉolo é o deus dos ventos, Isabelle é uma garota completamente diferente de qualquer possível filho de tal deus. Esse é o primeiro motivo para a minha escolha de tal deus para progenitor. Assim como os ventos possuem seus dias de leves brisas que mal movem uma folha, e seus dias de ventanias fortes que são capazes de derrubar enormes árvores, Belle possui seus dias de silencio e quietude, e seus dias de fúria, onde ela sai destruindo o que surgir em meio ao seu caminho. Este é o segundo motivo. Procurei por um deus que de forma não extremamente aparente combinasse com a trama de Isabelle.
Progenitor mortalJon: Após Isabelle nascer, sua mãe sabia que precisaria de alguém suficientemente forte para defender sua casa e sua família, mas também de um homem que fosse capaz de exercer o papel de pai. O homem escolhido fora Jon, que até então era apenas um policial, mas também era o melhor policial de Paris. Marcia, a mãe da jovem semideusa conhecia o homem de alguns amigos em comum, ela que já estava apaixonada pelo homem acabou o escolhendo para cuidar de sua filha.
Marcia: Isabelle nasceu e Marcia fora obrigada a escolher um homem suficientemente capaz de exercer o papel de pai de sua filha. Ela escolheu Jon. Quando sua filha completara exatos dois anos a mulher fora obrigada a fugir, ela tentava levar monstros para longe de sua casa, longe de sua pequena garotinha.

Defeitos e qualidadesIsabelle é uma garota muito fiel aos seus amigos, uma menina calma, paciente e silenciosa. Vez ou outra ela é carismática e carinhosa com as pessoas. Mas isto não dura muita e quando ocorre é extremamente raro. A menina é muito mais fechada, quieta, séria e pouco se importa com o que os outros estão pensando. Possui pouquíssimos amigos, um ou dois no máximo. Não é de estar em meio a rodinhas conversando e falando alto, prefere ficar em seu chalé ou na arena, lendo algum livro de batalha, treinando ou fazendo qualquer coisa, contanto que esteja sozinha. Odeia pessoas extrovertidas demais. A jovem não suporta mentiras e quando tem sua confiança traída e seu coração quebrado ela acaba se tornando a pior inimiga imaginável e inimaginável da pessoa.
Cidade natal e atualNascida na França, em Paris. Mudou-se para NY com seu padrasto aos oito anos.
Habilidade✓ Acrobacias: Seu corpo é altamente flexível, além de possuir grande equilíbrio e agilidade.
História- Pode começar se desejar... Não devia passar das oito da manhã de uma quinta, o sol já estava alto, o que era bastante estranho para aquele horário. As janelas da sala estavam todas abertas. Dentro do ambiente apenas duas pessoas, um garota pálida sentada em uma cadeira da forma mais relaxada possível, sentada na mesa a frente estava uma mulher um pouco mais morena. Os olhos da menina pálida estavam dirigidos ao chão, ela não possuía coragem o suficiente para encarar aquela que estava a sua frente, não naquele momento, não depois da descoberta. Os olhos dela estavam marejados, os braços cruzados sobre os seios, o lábio inferior era constantemente mordiscado. - Eu não tenho o que falar... Apenas aconteceu... A mulher cruzou as pernas e os braços, seu olhar permanecia sério, querendo ou não a garota teria que falar uma hora ou outra. A primeira lagrima rolou pela face da jovem, o lábio inferior fora mordido com mais intensidade, os olhos se fecharam, as lagrimas eram tantas que ela mal conseguia manter seus olhos abertos. Sua mente começou a viajar, a sumir daquele momento. Alguns segundos se passaram, o silencio permanecia na sala, raios e mais raios do tão brilhante sol invadiam o local, ambas as mulheres estavam em silencio. A garota não havia dito nada e sua tentativa de sumir dali não havia dado certo, só havia uma saída. Ela descruzou os braços depressa, abriu os olhos, levantou-se empurrando a cadeira para trás com a parte de trás dos joelhos, suas mãos chocaram-se com a mesa de madeira a sua frente e um estalo ecoou. - Você é só uma psicóloga idiota de escola, não pode fazer nada, absolutamente nada! A mulher riu, gargalhou, fechou os olhos e logo os abriu, o sorriso cínico em seus lábios permanecia. Assim como o sorriso desafiador se mantinha firme nos lábios da garota. Antes de se levantar da mesa a tal psicóloga apanhou alguns papeis, após isto ela levantou e caminhou até a garota com o olhar fixo nas anotações. - Isabelle Straus Mirg, dezenove anos, filha única, mãe desaparecida, pai atualmente trabalhando como delegado. Nascida na França, mudou-se para NY aos oito anos com o pai...
A nomeada Isabelle continuava firme na mesma posição, seus olhos acompanharam a psicóloga até que esta se aproximasse o suficiente. A mão direita da estudando fora retirada de cima da mesa e levada para as costas da mesma, uma pequena adaga prateada, a mulher continuava com o olhar fixo nos papeis. - É melhor a senhorita guardar essa adaga, não queremos que você saia machucada... A morena estava finalmente surpresa, de certa forma ela rosnou para a mulher, a adaga girou entre seus dedos, porém antes mesmo da pequena arma ser direcionada a psicóloga a mesma fora retirada das mãos da jovem. - Diz logo o que você quer, não tenho tempo e muito menos paciência... Finalmente a mocinha havia sido derrota, a gravidade pareceu puxar seu corpo com força e ela tornou a se sentar na cadeira, seus braços se cruzaram e em sua face estava toda e completamente exposta o desgosto e desprezo que seu coração gritava ter pela mulher. - Me conte sua história, é só isso que eu quero saber. As palavras atingiram a menina como uma explosão esplendorosa. Ela tremeu brevemente na cadeira, vozes gritavam em sua mente para simplesmente pegar a adaga sobre a mesa e cravar ela no crânio da mulher, mas isto traria para si problemas, grandes problemas. Um longo suspiro fora dado pela jovem e ela voltou a fechar os olhos. - Já que insiste... Como você mesmo já disse eu nasci na França, mais especificamente em Paris. Morei lá até meus oito anos, e lhe digo a verdade, jamais fui feliz. Aquela cidade me trazia medo e me deixava furiosa, desde meus dois anos, quando minha mãe desapareceu, eu passei a odiar cada habitante daquele lugarzinho idiota... Quando me mudei para cá achei que tudo mudaria, que eu seria mais feliz, que eu viveria verdadeiramente... Mas não, nada mudou, meu pai sempre esteve deprimido, a morte da minha mãe parece ter levado nossa felicidade... A cada nova vez que a menina pronunciava a palavra “mãe” novas lagrimas rolavam por sua face e sua voz falhava cada vez mais, ao chegar ao fim de sua frase sua voz havia se tornado quase inaudível. Seus olhos mantinham-se fechados, suas mãos estavam unidas como se segurassem algo com toda a força que ainda existia dentro de Isabelle.
- É normal isso, vadias são assim mesmo... Com toda a certeza ela não os amava... As palavras despertaram um fogo adormecido que existia dentro do coração, seus olhos se abriram, a menina se levantou e caminhou para frente da mesa. Agora ela estava frente a frente com a mulher, seu olhar estava fixo nos olhos dela. Sua mão deslizou sobre a quina da mesa, seus dedos tocaram o frio metal do punhal da adaga, seu rosto aproximava-se cada vez mais do rosto da mulher, ambas estavam se aproximando pouco a pouco. Os dedos da jovem fecharam-se em torno do punhal e a adaga fora segurada da forma que parecia correta, o nariz da mulher tocou o da estudante, os olhos da mais velha foram se fechando lentamente, uma podia sentir a respiração da outra, os lábios delas se tocaram, Isabelle não pensou, girou a adaga entre os dedos e cravou a lamina da arma na barriga da psicóloga. A arma branca fora solta, a mulher ainda não estava completamente morta, ela caiu de joelhos com as mãos na barriga segurando a adaga. - Sabia... A... Po... Licia... Esta... Fora... A jovem recuou dois passos ou ao menos um e meio, seu corpo chocou-se com a mesa e seus olhos arregalaram-se. Porém, por algum motivo ela achou que a mulher estava blefando. Sem dar muita importância ela simplesmente puxou sua bolsa, abaixou-se e pegou a adaga, logo ela saiu da sala. Enquanto caminhava a jovem cantarolava uma melodia, certamente alguma musica referente à morte. Sua mão ia passando pelo tecido de sua saia, até que ela abriu a porta para sair do prédio da escola e se deparou com alguns policiais. A garota riu ao vê-los, olhou um por um em busca de um conhecido. Enquanto olhava ela descia degrau por degrau, passo a passo. Parou em frente a um homem alto, de cabelos um tanto grisalhos e com uma expressão reprovadora. Os braços da garota envolveram a cintura do homem em um abraço carinhoso. –Pai, que bom vê-lo aqui! O homem suspirou retirando os braços da jovem de sua cintura, ele se abaixou lentamente para que ficasse da altura da mesma.–Me diz que não foi por você que estamos aqui... A garota suspirou, sabia o que iria acontecer, porém não se importava em ser presa e sim em decepcionar seu pai. -Pardon...
De cabeça baixa a jovem entregou a adaga para o delegado. Pela primeira vez os olhos da garota se encheram de lagrima, lentamente ela se levantou e caminhou em direção a outro policial, estendeu os braços juntando as mãos. O delegado observava a garota, o policial a frente de Isabelle suspirou. –Belle... Por quê? A garota abriu a boca para se explicar, tentar dizer algo e se defender ou não. Mas um homem caiu ao chão, a garota arregalou os olhos preocupada, foi quando o grito ecoou por todo o estacionamento da escola. A menina se virou em busca do ser que havia produzido aquele som. Seu olhar cruzou-se com um ser de tom lilás, asas de morcego e uma face medonha. Os olhos da jovem se arregalaram, em todos seus dezessete anos ela nunca havia visto um ser tão feio e medonho como aquele. Em questão de segundos ela retirou do cinto do policial que estava ao seu lado a pistola dele, caminhou até seu pai e tirou das mãos dele a adaga, Isabelle levantou levemente a saia e por fim encaixou a adaga em uma cinta liga rendada que possuía, mas antes de dar as costas ao pai ela tirou dele a sua pistola. A jovem fora rápida, após dar as costas aos policiais ela começou a subir degrau por degrau, a ideia era ficar em um local alto, onde teria mais chances de derrotar o estranho pássaro. O ser começou a se aproximar, nas pontas das patas estava nítida as garras do monstro, ele começou a voar baixo, com toda a certeza iria tentar decapitar a mocinha, porém ela girou uma das pistolas entre os dedos, de forma rápida a garota começou a efetuar vários tiros na direção do monstro alado, apenas cinco tiros o afetaram, os outros passaram completamente longe daquele ser. Ele era rápido e sabia bem como desviar. O monstro passou a centímetros da menina e ela não perdeu a oportunidade, largou uma das pistolas e puxou a adaga, a pequena arma deveria ter sido cravada no crânio do ser roxo, mas infelizmente ela passou apenas de raspão, fazendo apenas um rasgo profundo no rosto da ser.  Isabelle rolou os olhos, com a pistola que manteve em mãos ela atirou não só uma, mas quatro vezes contra o pássaro, e este explodiu em uma fina chuva de pó dourado. A jovem sorriu ao ver aquilo, com rapidez ela desceu as escadas até aproximar-se do seu pai.
Tudo parecia ter ficado em paz e todo o risco parecia ter sido eliminado. Então algo amarelo e enorme surgiu entre as arvores da floresta que rodeavam a escola. Um homem segurou o braço da jovem e suspirou. Soltou o braço e começou a abaixar a calça social que usava, pernas de bode foram reveladas, a garota ficou boquiaberta, não conseguia acreditar. Ela balançou a cabeça rapidamente e se virou para seu pai. - Acho que vou precisar de mais duas pistolas. Essas parecem terem descarregado. O policial para quem a jovem a pouco havia oferecido seu pulsos para serem algemados virou-se para dois outros homens e puxou dos cintos deles duas novas pistolas.–Vem, eu vou te ajudar. Ambos sorriram e começaram a correr em direção a um carro. O meio bode entregou as pistolas para a menina enquanto eles andavam. Mal se aproximaram e Isabelle ouviu o barulho dos vidros do carro serem quebrados e o mesmo amassado. A garota ficou boquiaberta, engoliu em seco e girou as duas pistolas na mão sorrindo. Segurou firme ambas e começou a disparar algumas vezes contra o monstro enorme. Algumas balas atingiram o rosto dele, mas nada dele se transformar em pó dourado. A menina estava ficando irritada com aquilo, precisava chegar ao acampamento. Soltou as pistolas no chão e novamente levantou a saia negra, puxou a adaga da cinta liga bege, lentamente ela mordeu o canto esquerdo do lábio inferior. Suspirou fundo e começou a correr em direção ao ciclope. O monstro por sua vez elevou a mão segurando firme a clava, quando a garota estava próxima o suficiente ele bateu com a arma no chão do estacionamento, o chão estremeceu e consequentemente Isabelle se desequilibrou caindo no chão. A jovem rolou os olhos suspirando, se levantou rapidamente, o ciclope não perdeu tempo, elevou novamente a mão e repetiu o movimento, desta vez a garota pegou impulso com as pernas e saltou a clava ainda no chão. Um sorriso sádico surgiu nos lábios da garota, ela segurou na lamina da adaga e mirou esta no olho do monstro. Não pensou duas vezes e lançou a adaga, o lance fora certeiro, sem demoras a adaga adentrou o olho do ciclope. Este por sua vez soltou a clava enquanto levava as mãos ao olho ferido. A garota correu até as pistolas, arrastou-se no chão pegando ambas as armas, mirou no monstro e efetuou mais de sete disparos com cada uma delas. Finalmente o ser explodiu em pó dourado, a moça teve um ataque de risadas ficando deitada no chão com as armas em mãos. O policial se dirigiu a garota e esta o encarou séria.- Preciso leva-la para o seu verdadeiro lar. Enquanto estendia a mão para que a garota levantasse ele sorria a olhando, um pequeno sorriso surgiu nos lábios da menina que com um pequeno impulso se colocou de pé.
O rapaz a conduziu até um segundo carro, a jovem estava cansada, mas recusou-se a cair no sono, ela se sentou no banco da frente e seguiu observando a paisagem. - Porque você sente tanto gosto em matar? O meio bode se virou olhando a menina, ela virou o rosto e encarou um tanto seria o homem. - Eu apenas gosto... É como uma forma de me vingar do mundo por ter perdido a minha mãe... A jovem abraçou o seu próprio corpo suspirando, as lembranças de sua mãe eram poucas e todas curtas. - Eu conheço seu verdadeiro pai... Isabelle arqueou a sobrancelha encarando séria o homem, ela não havia entendido, ou ao menos não queria conseguir entender aquilo. - Esqueci de lhe dizer... O Jon é seu padrasto, antes de sua mãe sumir eu e ela concordamos que você precisaria de uma figura paterna que cuidasse de você. Então ela escolheu o Jon, o homem que até hoje tem cuidado de você. A garota sentou-se de forma correta no banco, seus olhos estavam arregalados, talvez fosse muita informação para só uma garota absorver em tão pouco tempo, a respiração dela ficou ofegante e algumas lagrimas rolaram por sua face. - Que... Que tipo de monstro eu sou? E o que você é? O homem parou o carro repentinamente, sua expressão tornou-se seria, ele virou-se para a menina e a encarou serio. - Deixemos algo bem claro. Você não é um monstro e sim uma menina com sangue divino correndo por suas veias. Seu pai é simplesmente o melhor e maior forjador de todo o olimpo, e acho que ele não esta gostando de ver a filha dele se autodenominando um monstro! E eu sou um sátiro guardião. A cada palavra do rapaz meio bode a menina afastava um pouco, até que não houve mais espaço, suas costas chocaram-se com a porta e a garota simplesmente parou observando o homem. O carro fora ligado novamente, a jovem se manteve assustada, durante o restante do percurso ela se manteve em silencio. Ela conhecia aquele policial desde sempre, ela cresceu o vendo ir a sua casa e fazer companhia ao seu falso pai. Isabelle não queria crer em muita coisa naquele momento, mas ela não possuía nenhuma saída, sua mente começou a relaxar até que ela caiu no sono sem mais nem menos.
Uma voz ecoou dentro da mente da recém-descoberta semideusa, os olhos dela pareciam grudados, mas com pouquíssima dificuldade eles abriram, e o que a jovem avistou fora algo completamente diferente de tudo que já havia visto em toda sua vida. O local em que estava era uma tenda, algumas macas estavam espalhadas pelo lugar, do seu lado direito estava o ex policial, que agora se vestia de forma bastante estranha, do lado esquerdo estava um homem alto e serio, ele possuía o corpo de um quadrupede. - Seja bem vinda, esta se sentindo melhor? O timbre da voz era grosso e deixou a garota com um certo receio de responder e justamente por isso ela apenas assentiu, o tal sátiro a ajudou a se sentar na maca, os olhos da garota estavam fixos naquele estranho homem. - Seu sátiro a levara ao seu chalé. Aproveite bem seu primeiro dia no acampamento, filha de Éolo. O meio cavalo já ia dando as costas para Belle, mas antes ela tocou o ombro dele. - Isso é real? O homem sorriu pela primeira vez, e com a cabeça apontou para um lugar onde raios de sol adentravam a tenda, a garota caminhou até o lugar indicado, parou e abriu um sorriso admirando o seu novo lar.
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