Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem  Derick D. Abancourt em Qui Jun 19, 2014 5:26 pm

Ficha de reclamação de
Derick Debois Abancourt
NomeDerick Debois Abancourt
Idade16 anos
ProgenitorDeméter
MotivoGosto do ambiente, das plantas, do solo. Gosto de cuidar de todos os anteriores e me sinto muito bem e completo próximo a eles.
Progenitor mortalAaron Debois Abancourt. Eu não conheci meu pai, mas Francelina disse que era um bom rapaz e trabalhador, era escravo na fazenda, e convivia com os outros de lá, antes de eu nascer.
Defeitos e qualidadesSou muito pacífico, e fujo de discussões, sou tímido e quase nunca discuto, ser tímido às vezes me atrapalha bastante. Tenho uma cicatriz curva nas costas.
Cidade natal e atualKitchener - Canadá
New York - USA

Habilidade✓ Artes Marciais: Você domina um tipo específico de artes marciais/técnica de combate (Taekwondo).

HistóriaNão me lembro muito deste dia. Eu devia ter mais ou menos sete anos. Era noite, o céu estava estrelado como nunca estivera antes. Estava deitado no telhado de nossa casa, junto de Mariah e Francelina. Francelina, uma velha e bondosa senhora que havia sido escravizada assim que os generais alemães vieram para o Canadá. Seu trabalho não era dos mais pesados, já que sua maior função, além de cuidar da limpeza da casa, era cuidar de mim. Mariah, uma menina da minha idade que nasceu na senzala. Filha de dois escravos que foram mortos assim que nasceu. Francelina começou a cuidar dela desde então.

- E então, Derick, quer ouvir uma história? - Ela sempre insistia em poder me contar essa história. Eu sempre adormecia assim que ela começava, mas naquele momento estava disposto a ouvi-la até o final.

- Quero, quero! - disse, entusiasmado.
E então, ela começou a falar, sorrindo para as estrelas. Era uma velha história sobre uma mulher que carregava uma cesta de frutas e voava sobre todas as lavouras, senzalas e campos de agricultura, levando a fertilidade e a boa colheita para todos os fazendeiros. Ela dizia, que naquela fazenda mesmo, onde nós morávamos, a mulher ficou chocada ao ver um escravo sendo chicoteado no tronco. Assim que as barbaridades se encerraram e todos abandonaram o escravo ali, a mulher foi ajudá-lo, sentindo-se péssima ao ver um indefeso agricultor naquelas condições. Ela havia tirado-o do tronco e começou a tratar de suas feridas usando algumas plantas que surtiam efeito medicinal. O escravo, já curado, não conhecia maneiras de retribuir a mulher. Assim que ela voltou à fazenda na outra estação do ano, o pobre escravo a encontrou de novo. A mulher fora cortejada e agraciada com prazeres humanos como forma de retribuição.

- Eles se beijaram? - Perguntou Mariah, inocente.

- Sim, minha pequena - disse Francelina, sorrindo.

Ela continuou a contar a história. A mulher, após nove meses voltou à fazenda, trazendo um presente para seu tão querido escravo. Francelina havia dito para a mulher que ele havia morrido, chicoteado novamente, por ter colhido alguns grãos a menos segundo sua cota diária. A mulher então, entrou em luto, e deixou a fazenda, abandonando o pobre bebê com Francelina. Depois disso, ela nunca mais havia voltado para a fazenda. Então, os agricultores passaram a ter seus ganhos cada vez com mais dificuldades. Francelina logo correu para seu amo, o general Rolland Hanner. Então, Francelina foi tirada da senzala e dos trabalhos no campo e passou a cuidar do menino, que logo se chamara Derick Debois Abancourt. Eu.

O sol está forte. Estou suando bastante, mas estou onde gosto. Estou nos campos atrás de minha casa, plantando algumas flores. Estou usando somente um macacão de jardinagem, que já está bastante sujo de terra. Mariah vem caminhando lentamente até mim. Ela está usando um vestido branco sem mangas que vai até os joelhos, e seus cabelos negros são ainda mais lindos quando movimentados pelo vento. Ela se abaixa ao meu lado e me ajuda a terminar de plantar as flores. Suas mãos tão delicadas e rápidas para a função entraram em contato com a minha, e por um momento, enrubesci. Ela sorriu e eu me tornei obrigado a fazer o mesmo. Ela é a única pessoa em quem eu realmente confio, depois de Francelina. Já havia certo tempo que eu olhava-a com outros olhos. Olhares que às vezes me deixava... Desconfortável.
Ela havia ido a meu encontro, pois tínhamos combinado de ir banharmo-nos no rio, poucos quilômetros dentro da floresta que fica dentro das terras de meu pai. Quando deixamos os campos e fomos para o rio, vimos alguns soldados marchando, e outros indo dentro de caminhões para fora de nosso terreno. Eu sei para onde eles estão indo. Para mais uma guerra estúpida.
Eu e Mariah vamos por uma trilha muito conhecida por nós, até que, após quinze minutos, encontramos o rio. Ficamos apenas com nossas roupas íntimas e começamos a nadar nas águas geladas do rio. Em alguns momentos, começamos a jogar água um no outro, a puxar nossos pés, tentar fazer com que um afunde... Tipos de brincadeirinhas bobas que fazemos quando estamos na água. Quando ela tenta me afundar na água, resisto e ela escorrega, e então, eu a seguro em meus braços. Ficamos cara a cara, nos encarando incansavelmente. Desta vez, não enrubesço ou fico tímido. Desta vez, sei o que quero. Encaixo minhas mãos em seu rosto e então, faço o que eu já devia ter feito há muito tempo. A sensação de ter os lábios dela em contato com os meus é avassaladora. Ela sorri entre o beijo, e faço o mesmo. Vamos até a margem do rio, e ali eu deito, esperando que ela deite-se sobre mim. Ficamos ali, ignorando tudo e todos que pudessem nos interromper. Mentiria se dissesse que jamais a quis desta maneira. Aliás, este era o único jeito no qual eu a queria. A única coisa que nos interrompe é o som do tiro vindo de minha casa, e os vários gritos de pessoas desesperadas. Não hesitamos, nem mesmo nos preocupamos em pegar nossas roupas, e fomos correndo até a casa. Bem... Já não era mais a minha casa. Ela estava pegando fogo, assim como a senzala. Todos os escravos e soldados estavam correndo desesperados. Alguns, lutavam uns contra os outros. Foi aí que fiquei confuso, pois eram todos de tropas aliadas. Todos de uma mesma nacionalidade. Parei um escravo desesperado e perguntei a ele o que estava havendo. Ele disse que o general Cristof Burknov havia traído meu pai, que estava esperando ele deixar as terras sozinhas para que levantasse um motim. Aquele homem repugnante... Eu não gostava dele desde o momento em que eu o vi pela primeira vez. Foi ele quem levou Francelina pro tronco e a chicoteou, quando eu intervi e recebi uma chicotada nas costas, causando a cicatriz que tenho até hoje. Ela lateja só de me lembrar da existência deste homem.
E então, um monte de soldados me cerca. Um deles, Giovanni Augustus, um dos amigos de meu pai, me pega pelo braço e me leva até um caminhão que está levando outros muitos soldados. Eles quase não viram que Mariah estava junto comigo, e por muito pouco ela não foi junto conosco. Acho que a prioridade sou eu. Pergunto a eles onde estava Francelina, e bem... Giovanni disse que ela não conseguiu sair da casa a tempo. Eu entrei em desespero. Comecei a gritar, chorar, empurrei todo mundo, fiz de tudo para tentar sair daquele caminhão, mas nada aconteceu. "Não se exalte, Derick", disse uma voz feminina em minha cabeça. "Apenas siga para onde estão te levando". Eu comecei a me conter, mas ainda não acreditava que estava mesmo ouvindo aquela voz. Ah, aquela voz... Depois de anos, havia me deixado em paz. Agora, ela está de volta.
Quando penso que as coisas não podem ficar mais estranhas, vejo que há algo de errado com Burknov. Ele, de alguma maneira, está se transformando em algo. Não consigo identificar o que é na distância em que estou, mas posso jurar que vi uma gigantesca cauda de escorpião vindo muito velozmente em nossa direção. A partir daí, tudo são borrões. Como quando aquela enorme cauda lança um projétil em nosso caminhão, e ele explode. Não vejo nada, a não ser Giovanni me arrastando pelo chão. Ele tirou uma flauta do bolso de seu casaco e começou a tocar uma melodia muito bonita, mas eu só podia estar delirando, pois não havia o porquê de isso acontecer. Saio de minha sã consciência.
Quando acordo, ainda estou apenas com minhas roupas íntimas, porém, deitado em uma maca. Não estou sozinho, há mais jovens próximos a mim. Vejo Giovanni entrando pela porta, mas ele está diferente. Está vestindo uma camiseta laranja, e... Está sem calças? Isso mesmo: está sem calças. Percebo que estou realmente ficando louco, quando vejo que ele tem patas de bode. Tudo o que consigo absorver de toda a cena, são suas palavras:
- Derick, bem vindo ao Acampamento Meio Sangue.
E mais uma vez, desmaiei.
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Derick D. Abancourt
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