Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem  Thomas J. Walker em Seg Jun 30, 2014 10:17 am

Ficha de reclamação de
Thomas Jones Walker
NomeThomas Jones Walker
Idade15 anos
ProgenitorApolo
MotivoApolo, dentre todos os outros deuses da mitologia Grega é o deus que eu mais gosto. Todos os fóruns na qual eu participo, sempre sou filho dele, ou de Poseidon, outro deus que eu acho legal. No caso, escolhi ser filho de Apolo aqui pelas minhas qualidades e "habilidades" em Off que me identificam com um filho dele.
Prático Arco-e-flecha, gosto de compor e escutar músicas, além de passar a maior parte do meu tempo tocando algum instrumento ou lendo livro.

Progenitor mortalThomas não conhece sua mãe.
Defeitos e qualidadesThomas por onde passa chama a atenção. Sua pele clara e seus cabelos curtos e loiros, sempre arrumados em um topete na ponta junto aos seus olhos azuis que parecem brilhar quando ele entra em contato com a luz solar, fazem o garoto tornar-se uma “atração” para os olhos de quem observa, tornando-o além, popular no orfanato, principalmente por seu estilo e suas roupas.

O herdeiro dos Walkers sempre foi considerado um “garoto problema”. Tendo TDAH e dislexia, além de vários surtos de bipolaridade, cada dia que passava, as mulheres do orfanato onde vive reclamavam do jovem, pelo o que ele aprontava. Thomas sempre está a procura de diversão. O que mais gosta de fazer é ficar em algum canto escondido das outras pessoas, pegar seu violão e começar a tocar alguma das várias musicas que ele ouve.

Devido sua bipolaridade, ninguém consegue identificar muito bem como está Thomas. Não sabem se ele está feliz, triste, chateado, irritado. É como se ele sempre tivesse apenas uma expressão que representa tudo o que ele sente. O que piora ainda mais quando alguém vai conversar com ele, não sabendo como está seu humor.

Cidade natal e atualNão se sabe onde Thomas nasceu, mas atualmente, ele vive em um orfanato conhecido como Orfanato Clary Rose, em Long Island.
Habilidade✓ Acrobacias: Seu corpo é altamente flexível, além de possuir grande equilíbrio e agilidade.
HistóriaEstava sendo um dia comum no orfanato Clary Rose, em Long Island. Crianças juntamente com os mais velhos acordaram pela manhã e tomavam café, seguindo logo depois para suas atividades comuns. Eu era um deles, meu nome é Thomas Jones Walker, tenho 15 anos e obviamente, sou órfão. Nunca eu vira meus pais, uma das assistentes do orfanato me disse que uma mulher que se dizia minha mãe me deixou aqui quando eu ainda era um bebê, ela tinha falado que não tinha condições de me criar então me deixou aqui.

A vida aqui não é difícil aqui, mas temos de trabalhar ou somos punidos. Somos punidos também por outras coisas, como aprontar. Se brigamos ou vandalizamos somos obrigados a receber o dobro do trabalho, o que se torna muito cansativo, e eu estou provando isso agora. Ontem briguei com um cara da mesma idade que eu, Dean Cooper. Ele estava se aproveitando das crianças menores e as ameaçando, eu simplesmente não queria ver aquilo e o adverti, mas ele retrucou e avançou para cima de mim me acertando com um soco no rosto, revidei e iniciamos uma briga séria, consegui vencer, rendendo uns machucados e a culpa. Fui condenado a trabalhar o dobro do que trabalho por três dias.

Eu tinha que limpar as janelas, servir a comida, limpar todo o lugar (claro que não inteiro, mas tinha a maior parte). Foi cansativo, no final do dia eu estava quebrado e logo caí no sono e então tive um sonho bem estranho. Eu estava em um campo verde, bem bonito até, o sol radiava lá no céu e então uma voz vinda dele começou a falar. Era uma voz tranquila e aconchegante.
- Sua vida está prestes a mudar, cuidado. – Disse, se referindo a mim.
- O que? Como assim? – Respondi.
A voz não respondeu, não entendi o que estava acontecendo. Quando acordei já era de manhã. Fui ao banheiro junto aos outros e escovei meus dentes e quando chegou minha vez particular no banheiro, troquei de roupa, colocando um jeans, uma camiseta laranja e calcei meus tênis velhos All Star. Quando sai e desci para o salão principal, uma assistente do Orfanato estava parada ao lado de um garoto que eu nunca tinha visto por ali. Ele era mais baixo que eu, tinha cabelos castanhos encaracolados e cobertos grande parte por uma touca marrom escura. Vestia uma camiseta laranja e jeans com tênis esporte, suas pernas eram um tanto estranhas, meio “tortas”? não consegui explicar.
- Este é Blake Gardner, novo membro do orfanato. Ele tem 15 anos. Vamos lá pessoal, sejam gentis com Blake. – Anunciou a mulher e foi embora.
Ele tinha os olhos vidrados em mim e isso eu achei muito estranho, mas fui cumprimentar ele.
- Seu nome é Thomas Jones Walker? – Perguntou, sendo um tanto direto demais.
- Sim, mas como sabe? – Eu respondi, estranhando.
Ele não respondeu. Começou a cumprimentar todos os garotos, menos Dean, que olhava Blake com desdém. Eles trocaram olhares como se insultavam, mas logo o novo menino segurou meu ombro e me arrastou até o jardim, onde não tinha ninguém.
- Ei! – Eu reclamei, enquanto ele me arrastava.
- Você é um meio-sangue. – Falou.
- Sou o que?! – Indaguei.
-Você já deve ter ouvido falar de deuses gregos né? E mitologia, correto? – Ele continuou quando eu acenei com a cabeça. – Você é filho de um desses deuses! Não sei qual, mas sei que é! Você está em perigo!
Meio-sangue? O que diabos era aquilo? E como assim eu era filho de um deus grego? Isso nem ao menos existe. Naquele mesmo momento a porta dos fundos foi estourada e saiu voando até se chocar no muro e terminar de ser estraçalhada. Dean saia pela porta, maior do que eu imaginava, de repente tinha crescido uns quarenta centímetros.
- Chegou sua hora, Thommy! – Pronunciou o apelido que haviam me dado, enquanto arrancava um poste do chão.

Como sua força era imensa daquela maneira? Mas aquilo não era a única coisa que me surpreendeu, agora ele tinha apenas um olho, apenas um olho castanho no meio da testa. Ele começou a correr em minha direção e mexeu o poste no ar, tentando me acertar. Blake me empurrou para o chão, junto com ele, desviando-nos por pouco do ataque do... Monstro? Aquilo era verdadeiramente um monstro.
- Se afaste, eu cuido disso! –Ele disse, olhando o monstro Dean.
Eu ia protestar, mas quando ele tirou os tênis eu vi algo que me fez ficar ainda MAIS surpreso, ele tinha cascos! Sim, cascos de bode. Iguaizinhos. Fiquei quieto quando ele então pegou um pedaço de madeira do chão e baliu, começando a correr em direção de... Dean? Ele saltou e tentou acertar um golpe com a madeira, que foi rebatido pela outra criatura. O que era aquilo? Luta entre monstros? Ela continuava cada vez mais intensa, me fazendo ter vontade de interferir, mas como eu faria aquilo?
Blake tinha sido atingido pelo poste, balindo de dor e caindo na grama. O bicho pareceu comemorar por um instante, contente por ter abatido seu inimigo. E se eu não aproveitasse a situação, eu seria o próximo.
Eu então peguei umas pedras e as lancei na cabeça do alvo, inutilmente. Ele se virou pra mim com seu sorriso maligno torto e amarelo, como se estivesse admirando seu almoço.
- Thomas, peça ajuda a seu pai!! – Gritou o garoto dos cascos de bode.
- Como assim você quer que eu peça ajuda a meu pai? Ele não está aqui e eu nem ao menos o conheço!
- Faça isso agora!

Eu suspirei, revirando os olhos e ouvindo a risada do monstro que estava se aproximando cada vez mais. Ainda não acreditando que aquilo estava acontecendo, eu fechei rapidamente meus olhos e comecei a falar mentalmente como se alguém pudesse me ouvir.

“-Pai, aonde você estiver… Porfavor, me ajude… “ - E com aquela frase, forcei minhas pálpebras para baixo com ainda mais força, esperando o monstro me acertar e eu voar, desacordado. Mas o que aconteceu foi algo surgir nas minhas mãos, e nas minhas costas.

Abri os olhos e me assustei ao ver um grande arco dourado ali, além de uma aljava de flechas nas minhas costas. Eu não estava acreditando que aquilo que eu fizera realmente havia dado certo. Até mesmo Dean, ou o monstro, sei lá, parecia impressionado com o que via.

Maravilhado,saquei uma flecha com a ponta afiada que brilhou quando encostou-se a luz solar. Sem tempo de admirar mais nada a criatura começou a andar retomando seu “apetite”. Quando ele chegou numa distância de 2 metros eu disparei a flecha, parecendo que eu tinha nascido para disparar aquilo. A flecha perfurou o estomago de meu inimigo que deu dois passos para trás.

Eu continuava a pegar outras flechas em uma velocidade absurda, lançava várias delas, acertando diversos locais, mas principalmente a barriga e os braços. O monstro/Dean tentava se defender mas não conseguia, ele tentava usar os braços, mas acho que era burro o suficiente para não perceber que os braços também ficariam machucados. Saquei uma última flecha, mirando no único olho da criatura e a soltei, esta, incrivelmente, começou a pegar fogo e atingiu a testa do monstro. Não havia sido o que eu estava esperando, mas era melhor que nada.

Minha ultima visão sobre o monstro foi dele caindo no chão, sumindo em pó dourado. Espantado, deixei o arco cair da minha mão e cambaleei para trás, até achar um banco e me sentar, pensando no que acabara de acontecer. Blake agora estava de pé e se aproximava de mim, mancando.
- Maldito ciclope! Eu sabia, eu sabia! – Exclamou Blake.
Olhei confuso para ele.
- Ciclope? Aquilo era um ciclope? Dos mitos gregos? – Perguntei, querendo a resposta rapidamente.
Ele subiu a perna esquerda da calça jeans, revelando uma perna peluda, uma perna de bode peluda. Me afastei apontando aquilo assustado.
- Você tem perna de bode! – Gritei.
Ele fez “Shhhh” e então me explicou que era um sátiro, um ser metade homem e metade bode. Me explicou que os mitos gregos não eram apenas lendas da Grécia, deuses gregos eram reais. Não acreditei, tentei negar, e até mesmo me belisquei para ver se não estava sonhado, mas não estava. Logo tinha uma barulheira vinda de dentro do orfanato. Nós tínhamos que sair logo ou iriamos dever explicações. Blake calçou seus tênis rapidamente e pulamos o muro do jardim. O sátiro me avisou que íamos para uma área rural ali mesmo em Long Island, para uma espécie de acampamento. Pegamos um táxi e pedimos para nos despejar na tal área, ia ficar caro, até mesmo o motorista estranhou, mas concluiu após Blake mostrar um rolinho interessante de dinheiro.

Após nos deixar lá, o sátiro pagou e seguimos o resto do trajeto a pé, até nos depararmos com uma placa escrita: “Acampamento Meio-Sangue”. Entramos e começamos a caminhar em direção de uma grande casa branca. Enquanto andávamos eu observava tudo, um grande lago no horizonte onde refletia a luz do sol que começava a se por. Jovens com armaduras caminhavam em grupo e uns até duelavam com espadas entre si. Mais pra frente observei vários chalés amontados.

Quando chegamos finalmente no edifício me deparei com um homem com idade de mais ou menos cinquenta anos. Estava de cadeira de rodas. Ao lado dele um homem gorducho de cabelos negros e sedosos com as bochechas rosadas, ele bebia uma Diet Coke.
Blake foi para seu lado e pigarreou para chamar a atenção dele. Ele olhou para mim como se já me odiasse. Então o senhor de cadeira de rodas começou a falar.
- Olá, Thomas. Seja bem vindo ao Acampamento Meio-Sangue. – Disse ele, sorrindo fracamente.
- Hm... Hã... Obrigado. – – Respondi sem jeito.
O sorriso sumiu de seu rosto e logo me deu as orientações, eu iria ficar no chalé 11 até a Fogueira, o jantar do acampamento e ser reclamado por meu pai ou mãe deus ou deusa. Me despedi de Blake e fui até o tal alojamento onde sequer fui notado, acho que aquilo era normal. Quando deu a hora do jantar, todos saíram em fila até o refeitório.

Sentei na mesa correspondente do chalé que eu estava. Eu estava ansioso para ser reclamado, mas muitos nunca foram mesmo reclamados e são esquecidos por seu pai ou mãe. Tomara que esse não fosse meu caso. Tive que oferecer parte de minha refeição aos deuses, no momento agradeci a Hermes por me apadrinhar naquele momento. Quando voltei a sentar na mesa percebi que era o único lá, todos me olhavam, mas não diretamente para mim para algo em cima da minha cabeça. Observei e me surpreendi, um sol brilhava sobre ela. O antigo senhor de cadeira de rodas agora era metade cavalo. Soltei um baixinho “Uau!” e depois ouvi o que ele tinha de falar.
- Salve Thomas Jones Walker, filho de Apolo, o Deus do Sol.
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