Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem  Tsuki Musashi em Dom Fev 02, 2014 4:00 pm

Ficha de reclamação de
Tsuki Musashi


NomeTsuki Musashi
Idade17 anos
ProgenitorHecate
MotivoÉ a que mais se adéqua a historia do personagem.
Progenitor mortalHurono Musashi ,
Defeitos e qualidadesNormalmente isolada, tendo uma certa preferencia por temas ocultistas desde a infância, o que contribuiu para sua fama. Embora seja gentil e um tanto super protetora em relação a seus amigos. Seu braço direito é totalmente tatuado com um tribal negro e um pentagrama no pulso.
Cidade natal e atualNascida em Okinawa, japão, residindo atualmente em Londres, Reino Unido
HabilidadeSorte: Agradeça ao destino, és um semideus sortudo, tudo que envolva sorte para você, seja em cassino ou arremesso de projéteis, você costuma se dar bem.
HistóriaNem todos aceitam bem uma trágica separação... Assim começou a vida de Tsuki, filha de Hécate com um mortal. Seu pai enlouqueceu após revelada a natureza divina de sua mãe e cometeu suicídio.
Tsuki foi encaminhada com menos de dois anos de vida para um orfanato. Conforme o tempo passava a criança a criança adquiria uma beleza admirável. Um dos fatores para que fosse facilmente adotada por uma família poucos anos depois.
Tudo em sua infância ocorreu perfeitamente normal, ao que se podia dizer, embora a menina evitasse constantemente a presença de garotos, até mesmo de seu irmão mais velho.
Certo dia as coisas começaram a ficar estranhas... Quando Tsuki estava esperando o irmão numa praça, viu que estava acontecendo uma briga. Quatro garotos estavam rodeando alguém e o que estava agredindo possuía uma faca. Então num ato impensado a menina pegou uma pedra e jogou-a na cabeça de um dos garotos que desmaiou. Havia lançado tão forte? Era praticamente impossível uma menina de 13 anos conseguir um tiro tão certeiro e potente. A façanha atraiu a atenção dos demais que perseguiram e encurralaram a garota.
─ Foi burrice se meter nos nossos negócios, garotinha. ─ Um dos garotos riu sadicamente e acendeu um cigarro jogando a fumaça no rosto da garota, segurando a faca com a outra mão.
─ Se chegar perto, eu machuco você, to avisando! ─ A menina encarava-o recostada na parede, sem saída.
Um rapaz foi derrubado com um chute impactante que desviou a atenção de todos, alguém agora lutava contra os desordeiros restantes dando tempo o suficiente para Tsuki tentar escapar, mas quando passou pelo tumulto viu a silhueta familiar de seu irmão com o sangue escorrendo pelo canto da boca enquanto derrubava mais um, jogando-o contra a parede. Mas num segundo sua guarda estava aberta e o rapaz segurando a faca desferiu-lhe um golpe pelas costas.
Num grito de desespero devido a cena a sua frente, a simples brasa próxima aos latões do beco foi estimulada e começou um súbito e intenso incêndio e as chamas como labaredas distorciam-se sem nenhum vento na direção do agressor que saiu correndo enquanto seu cabelo e a jaqueta pegavam fogo. O fogo sem controle causou graves queimaduras no braço de seu irmõ que fora hospitalizado.
A partir daquele dia, tudo tomou um rumo diferente, desde eletrônicos até animais pegavam fogo e temendo o pior a menina foi isolada numa casa de campo no interior por seus pais.

(...)

─ Cecilia, o senhor Quíron está lhe chamando na Casa Grande. ─ Disse um sátiro de cabelos brancos. A garota revirou os olhos e deu um sorriso, agradecendo. Depois, ela se dirigiu até o lugar onde o centauro esperava.
─ Senhor Quíron, mandou chamar-me? ─ Ela limpou as mãos na calça jeans, olhando-o com uma expressão pura de curiosidade.
─ Minha rede de informantes me comunicou de uma semideusa em Londres e precisam de ajuda para trazê-la. Como ela parece ter alguma ligação com o fogo e pode resistir, decidi pedir para você ir buscá-la.
A semideusa concordou algumas vezes com a cabeça e se retirou para o chalé depois de receber as informações restantes, onde pegou alguma de suas coisas e partiu em uma viagem em busca da semideusa.

(...)

O nervosismo era visível na garota conforme ela andava. Quando a viagem é muito tranquila, semideuses desconfiam. Seus dedos roçavam nas luvas conforme a jovem andava. Estava com o endereço dela e sabia o que era preciso. O sátiro daquele lugar havia ido pega-la no aeroporto e olhava-a com cuidadoso interesse.
─ Você não deveria estar na ilha de Circe? Quer dizer, é seguidora dela, não é?
─ Você não deveria estar no meio do mato, sátiro?
A frieza cortante interrompeu qualquer tentativa de conversa. Não deveria falar assim, mas o nervosismo fazia aquilo com as pessoas. A semideusa suspirou e olhou o menino-bode.
─ Ok, acho que fui meio grossa. Perdão. Eu não sou obrigada a morar lá. E eu tenho um relacionamento sério com o campista, não poderia me relacionar na ilha.
Ele assentiu e ela deu um sorriso, colocando as mãos nos bolsos da calça jeans. Precisaram de quase uma hora e meia para chegar a casa da garota, próxima a um jardim japonês. A prole de Hefesto tocou a campainha e, quando atenderam, falou com a cara mais deslavada possível.
─ Olá, boa tarde. Tsuki-San está em casa? Somos colegas dela da escola, viemos fazer um trabalho junto com ela. ─ Falou no inglês mais polido que conseguiu. O empregado abriu a porta e deixou-os entrar, indicando o quarto da jovem para os dois.
A semideusa ajeitou as vestes e bateu na porta antes de abrir e entrar, já esperando para ativar as tonfas se fosse preciso. A jovem estava ouvindo musica quando a porta fora.
─ Ahm? O que você quer aqui? Meu pai não está em casa e o quarto do Christopher é no final do corredor.
─ Christopher? Ah, não vim atrás dele. Vim falar com você, Tsuki-San.
A japonesa jogou o fone longe e virou a cadeira para ela.
─ Entre... Ahm, sente.
A semideusa disse algo para o sátiro e entrou, fechando a porta e dando um sorriso.
─ Vim falar com você sobre algo importante... Vamos dizer que vim te contar... A verdade sobre você. Ah, não me olhe com essa cara. Não irei lhe culpar, julgar ou humilhar. Entendo você perfeitamente. Coisas estranhas também acontecem comigo. Acontecem com todos nós.
─ Do que você está falando?
─ Sei que você, acidentalmente, coloca fogo nas coisas, incendeia as coisas...
Conforme falava, Cecilia estendeu a mão na direção do colar da garota e o item voou para a mão da feiticeira, que deu um sorriso.
─ Como eu ia dizendo, coisas estranhas acontecem com todos nós. Tome... ─ A jovem jogou de volta o cordão para ela. ─ Existe um lugar nos Estados Unidos que pessoas como nós podem viver... Em paz. Sem serem recriminadas. Existem outros como eu, outros como você. Não há nada de errado. Fui enviada para lhe levar a este lugar.
─ Isso é algum tipo de brincadeira? Porque eu não to gostando. ─ Disse, erguendo-se e indo para a porta. ─ Não vou a lugar nenhum com você, sua doida.
Com um sorriso diabólico, a filha de Hefesto se aproximou da jovem com as mãos atrás do corpo e ativou as tonfas, batendo na cabeça dela assim que ela virou para olha-la, usando toda a força que tinha. Antes do corpo dela cair, o sátiro e a semideusa a pegaram e levaram para o quarto, fechando a porta. A prole vulcânica se aproximou da janela e a abriu, olhando para o sátiro. Parecia que ia falar algo, porém antes pegou um papel e fez um desenho estranho querendo dizer que a garota foi levada de avião para outro país, para o acampamento.
─ Atravesso primeiro e pego a garota.
─ Tudo bem, Cecilia.
Atravessou, então, a janela e ajudou o sátiro a atravessar a... Seqüestrada. Foi até a rua e jogou um dracma no chão. Da pista, um taxi amarelo brotou e eles entraram, sorrindo.
─ Toquem para o aeroporto. A toda a velocidade que puderem.
As irmãs começaram a dirigir a velocidade máxima, com a semideusa explicando animada como se forjavam armas para o sátiro e prometendo a ele uma adaga encantada com terra assim que chegassem no acampamento.

(...)

A filha de Hécate só acordou no meio da viagem, em pânico.
─ Relaxa, estamos quase chegando. Ahm, esta é Maya, dos Ceifadores de Thanatos. Encontrei ela no aeroporto e estamos dando uma carona. É filha de Atena, pode te explicar melhor as coisas.
Uma garota de cabelos aloirados e olhos profundamente cinza olhou para ela, na cadeira da frente. Trajava uma capa negra por cima das vestimentas: uma calça jeans escura, blusa do Avenged Sevenfold e all star negro. Tinha um brinco de pena dourado em uma orelha e um brinco de ouro branco de pena na outra.
─ Prazer. É Tsuki Musashi, certo? Cecilia me contou. Estamos lhe levando para um lugar chamando Acampamento Meio-Sangue. É o lugar onde pessoas meio-deusas, meio-humanas são treinadas. Sim, senhorita Musashi, deuses existem. Falo de deuses gregos, como Thanatos, Hera, Hades, Apolo... Você sabe do que eu falo, não sabe? Vejo pelos seus olhos que sabe. Não me ache louca, por favor. Hm, talvez deva chamar alguns corvos ou pedir para meu primo Duncan fazer uma demonstração. Ou quem sabe o garoto sentado ali atrás possa mostrar os cascos para você, caso não se incomode.
─ ...
Ao que parecia, a jovem estava assustada com aquilo, esfregando o lugar onde fora atingida antes pela tonfa.
─ Deixe-me mostrá-la.
Os olhos da filha de Atena pareceram mais intensos, mais atraentes. A partir deles, a semideusa de Hécate viu o Acampamento por alguns instantes. A Colina Meio-Sangue, a Casa Grande, a arena, os chalés, a floresta, o Punho de Zeus, o rio que corta a floresta, a enfermaria, os Campos de Morango, a Sala de Armas, o refeitório, o anfiteatro... Tudo. As atividades que normalmente eram praticadas, como os treinos, a parede de escalada, a noite dos fogos... Antes da ilusão se desfazer, Maya fez questão de mostrá-la também semideuses lutando, mostrando suas habilidades. Alguns criavam fogo, incendiavam coisas, outros lutavam incrivelmente bem com certas armas, outros faziam coisas levitarem. Itens eram distorcidos. Lampejos mágicos corriam rumo a um alvo. Por fim, ela desfez a ilusão e fechou os olhos, com um sorriso sombrio nos lábios.
─ Acho que mostrei demais, me perdoe. Desejava lhe mostrar o Acampamento e outros semideuses, me empolguei.
─ Hmm, eu estou começando a entender. Faz sentido eu jamais ter conhecido minha mãe. Um dia eu poderei voltar para casa?
─ Deuses não podem ter contato com seus filhos, regra de Zeus. E sim, pode voltar para casa. Não somos, alias, obrigados a morar no Acampamento. Mas em casos de aqueles que correriam muitos riscos, não tem para onde ir ou não se sentem a vontade em meio aos mortais moram no Acampamento, no chalé de seus pais.
─ Que tipo de perigos? Deuses? Mortais?
─ Se semideuses e deuses existem, outras coisas também. Não está se esquecendo de nada, Musashi-San? Como os monstros que os heróis antigos enfrentam? Nós somos perseguidos e constantemente atacados por eles. Em alguns casos, atacam familiares que entram em seus caminhos. É essa uma das funções dos Ceifadores: mandar os monstros para o Tártaro. Entenda: monstros podem serem mortos, mas não ficam mortos. De tempos em tempos, eles voltam. Também levamos humanos, mas é o caso mais raro. Nosso senhor nos deixa com os monstros.
Ela bateu as vestes e olhou para a prole de Hefesto.
─ Irá demorar muito? Tenho um relatório para entregar... Trabalho da ceifada.
─ Já devemos estar chegando, se acalme, Maya.
O silencio permaneceu pelo resto da viagem, com a indefinida pensativa. Maya se jogou em algumas cadeiras e fechou os olhos. Tsuki pensava em tudo o que elas disseram e o que poderia acontecer se ela voltasse para casa. As vezes, em voz baixa, Maya fala alguma coisa com um semideus loiro a frente dela.

(...)

Indo para o Acampamento, no taxi das Irmãs Cinzentas, Cecilia, Tsuki e Maya seguiram para o Acampamento – o sátiro foi para outro lugar, tal como Duncan. Maya havia terminado de explicar as coisas, com uma voz sombria. No destino final, ela recebeu as informações restantes e foi encaminhada para o chalé de Hermes até ser reclamada, algum tempo depois, por Hécate.
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Tsuki Musashi
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